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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE ERIC CLAPTON


Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música?


ERIC CLAPTON



"A guitarra brilhava e tinha algo virginal. Parecia um dispositivo elegante vindo de outro universo e, enquanto tentava dedilhar, senti que estava entrando no território da maturidade" (sobre o início com a guitarra)

"A música sempre encontrará seu caminho até nós, com ou sem negócios, política, religião ou qualquer outra besteira associada. A música sobrevive a tudo e, como Deus, está sempre presente. Não precisa de ajuda e não sofre impedimentos"

"A música tornou-se meu alívio e aprendi a ouvi-la com todos os cinco sentidos. Descobri que dessa maneira eu poderia apagar todos os sentimentos de medo e confusão relacionados à minha família. Estas foram ainda mais exacerbadas em 1954, quando eu tinha nove anos de idade"

"A única educação musical que tive foi descobrir sobre o blues. Quer dizer, eu queria saber tudo"

"Alguns dizem que sou revolucionário. Isso não faz sentido, tudo o que fiz foi copiar o BB King"

"Ao escolher um violão notei que estava desgastado... É como entrar em um restaurante. Se estiver lotado, tem comida boa"

"Criar uma música é tão fácil quanto moldar um sentimento"

"Encontrei meu deus na música e nas artes, com escritores como Hermann Hesse e músicos como Muddy Waters, Howlin Wolf e Little Walter. De alguma forma meu deus sempre esteve lá, mas agora eu aprendi a falar com ele"

"Eu estava interessado em roqueiros brancos até descobrir Freddie King"

"Eu não me encaixava realmente em esportes ou atividades de grupo como qualquer criança, não conseguia encontrar um lugar. E a música não fazia parte do currículo geral"

"Eu odeio a minha voz. Eu não gosto do jeito que eu canto. Tudo soa como se eu tivesse dezesseis e morasse no Surbiton. Eu faço o meu melhor para tentar e sentir isso. Você sabe, quando eu assisto Ray Charles cantar eu penso -é isso, é dessa forma que deve ser feito-. Ele se lembra de milhares de canções e canta todas como se fosse a música mais importante que ele conhece. Não é como ler isso ou fazer como outra pessoa. Ele faz do fundo do seu coração, todas as vezes, todos os dias. E essa é a inspiração. Essa é a minha influência. Mas eu estou, eu estou impregnado com tanta auto-dúvida sobre o meu canto que é muito difícil para mim obter essa liberdade que esses cantores têm"

"Eu sou e sempre serei um guitarrista de blues"

"Eu tenho o talento dado por Deus, ou a oportunidade dada por Deus"

"Eu tinha muito ciúmes de Jimi Hendrix. Quando as pessoas me perguntavam dele após a sua morte, eu me comportava como se Hendrix fosse uma ex- namorada ou irmão meu que tinha morrido"

"Fiquei convencido de que, por alguma estranha razão, eu era invulnerável e não ficaria viciado, mas o vício não negocia e pouco a pouco se espalhou dentro de mim como nevoeiro" (sobre o álcool e a cocaína)

"Foi o mais barato de produzir e exigiu a menor quantidade de preparação e trabalho. Mas se você quiser saber o que realmente me custou, vá para Ripley e visite o túmulo do meu filho" (sobre o álbum acústico)

"Minha principal filosofia sobre como fazer música é que você pode reduzir tudo a uma única nota, se essa nota for tocada da maneira mais sincera"

"O único planejamento que faço é aproximadamente um minuto antes de tocar. Tento pensar em algo que funcione, mas nunca me preparo para elaborar um solo nota por nota"

"Para mim há algo primitivamente calmante na música, vai direto para o meu sistema nervoso, então eu me sinto com dez metros de altura"

"Se você me der uma guitarra, eu tocarei blues. É para onde eu vou automaticamente"

"Ser o autor de algo tão poderoso é algo com o qual nunca serei capaz de me acostumar. Ainda me perturba quando eu toco" (sobre a música Layla)




quarta-feira, 1 de maio de 2019

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE LITTLE RICHARD



Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música?


LITTLE RICHARD


“A ganância tomou todo o universo, e ninguém está preocupado com a própria alma”

“As pessoas chamavam o rock n' roll de ‘música africana’. Eles chamavam de ‘música vodu’. Eles disseram que isso deixaria as crianças loucas. Eles disseram que era apenas uma fagulha - a mesma coisa que eles costumavam dizer sobre o hip-hop”

“As pessoas comuns, quando veem um homem negro, dizem – ‘Cara, ele tem sentimento porque é negro’. Mas eu não concordo com isso. Eu acho que Deus seria um Deus egoísta se Ele desse todo o sentimento a uma raça. Ele deixa a chuva cair sobre as flores vermelhas, as flores verdes, as flores azuis; o bem, o mal, sem raças, então Ele deixa Suas bênçãos caírem em todas as raças. Então eu acho que existem tipos de sentimentos, como existem diferentes tipos de carros. Mas eles são todos carros. Você sabe, eu acho que, quando um cara branco canta, se ele tem sentimento, isso não significa que ele teve que copiar nenhum negro para obtê-lo. Eu acredito que se ele sente, quando alguém canta do coração e atinge outro coração, isso é sentimento”

“Bob Dylan é meu irmão, eu o amo, assim como Bobby Darin é meu bebê. Eu sinto que Bob Dylan é meu irmão de sangue. Eu acredito que se eu não tivesse um lugar para ficar, Bob Dylan me compraria uma casa. Ele sentou-se na minha cama e ficou lá por horas”

“Deus nos deu o talento, mas foi o homem quem criou o rock n' roll

“E eu gostaria de dar meu amor a todos, e deixá-los saber que a grama pode parecer mais verde do outro lado, mas acredite em mim, ela é tão difícil de aparar”

“Elvis pode ser o rei do rock n’ roll, mas eu sou a rainha”

“Eu acho que as pessoas que não acreditam em Deus são loucas. Como você pode dizer que Deus não existe quando você ouve os pássaros cantando essas lindas canções que você não fez?”

“Eu acho que meu legado deveria ser que quando eu comecei no show business, não existia nada como rock n' roll. Quando eu comecei com ‘Tutti Frutti’, foi quando o rock realmente começou a agitar”

“Eu agradeço a Deus por me fazer um homem”

“Eu chamo a minha música de ‘a música de cura’... Ela faz com que os cegos sintam que eles podem ver, os mancos sentem que podem andar, os surdos e mudos que podem ouvir e falar”

“Eu era realmente meio tímido quando criança. Mas eu fazia coisas pra chamar a atenção”

“Eu fiz o que senti e senti o que fiz a todo custo”

“Eu gosto de ser escolhido como um dos 100 melhores artistas, mas quem é o número um e quem é o número dois não importa mais para mim, porque não vai ser quem eu acho que deveria ser. Os Rolling Stones começaram comigo, mas eles sempre estarão na minha frente. Os Beatles começaram comigo - no Star Club em Hamburgo, na Alemanha, antes mesmo de fazerem um álbum -, mas eles sempre estarão na minha frente. James Brown, Jimi Hendrix - essas pessoas começaram comigo, eu os alimentei, conversei com eles e eles sempre estarão na minha frente”

“Eu não acho que uma mulher deva agir como homem para mostrar que é forte”

“Eu não acho que você tenha que ser afeminado para ser sensível”

“Eu não dou crédito ao Diabo por não criar nada”

“Eu nunca aceitei a ideia de ter que ser guiado por algum padrão ou modelo”

“Eu nunca recebi dinheiro da maioria dessas gravações, e eu fiz esses discos. No estúdio, eles me davam um monte de palavras, e eu inventava uma música, o ritmo e tudo mais. ‘Good Golly Miss Molly’! E eu não consegui um centavo por isso”

“Eu só quero que o mundo saiba que Deus está presente, que ele está vivo para sempre”

“Eu só usava maquiagem quando ia ao palco”

“Eu sou um cantor de rock n' roll; esse é o meu sustento, minha ocupação”

“Eu tento ser um guia para as pessoas, para tornar suas trevas brilhantes e iluminar o caminho, e nunca para condenar ou controlar ou criticar”

“Eu usava roupas extravagantes e cabelos compridos, e a maioria dos cantores na época não usava”

“Eu vim de uma família onde o meu povo não gostava de rhyhm and blues. Bing Crosby, Pennies from Heaven, Ella Fitzgerald, era tudo que eu ouvia”

“Jesus ama os gays. Ele morreu por eles também”

“Minha mãe morreu e eu não aguentava mais olhar para o quarto dela. Eu ficava doente. Eu sempre fui um garotinho da mamãe”

“Muitas músicas eu cantei pra plateia pra ver sua reação. É assim que eu sabia que elas virariam sucesso”

“Muitas pessoas me chamam de arquiteto do rock n’ roll. Eu não me chamo assim, mas acredito que é verdade”

“O blues teve um filho e deu a ele o nome de rock n’ roll. Sou um dos pais da criança e não posso me afastar dela. Sempre vai existir lugar para o autêntico rock n’ roll

“O Homem é tão ganancioso nos dias de hoje que venderia qualquer coisa por dinheiro”

“O ritmo dele é o único que eu posso cantar em minhas músicas” (sobre Chuck Berry)

“Olho para trás em minha vida, saindo de Macon, Geórgia. Nunca pensei que seria um superstar, uma lenda viva”

“Os gays são as pessoas mais doces, gentis, artísticas, mais calorosas e mais inteligentes do mundo. E desde o início dos tempos, tudo o que eles já foram é desprezado”

“Os negros viviam perto dos trilhos da ferrovia e o trem sacudia suas casas à noite. Eu ouvia isso quando era menino e pensava: vou fazer uma música que soe assim”

“Quando eu subia no palco para fazer um show, eu colocava maquiagem porque eu sentia que isso melhorava o meu ato, chamava a atenção para o que eu estava fazendo”

“Todos os blueseiros usam ‘little’ no nome” (sobre o motivo de se chamar Little Richard)




sábado, 1 de setembro de 2018

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE RAY CHARLES



Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música? 


RAY CHARLES


“A música sempre existiu e haverá música uma vez que Ray Charles estiver morto”

“As pessoas não conseguiam entender por que minha mãe tinha esse garoto cego na rua fazendo coisas como cortar lenha para o fogo, mas o jeito dela era - ‘Ele pode ser cego, mas ele não é imprestável’”

“Com o canto, o jeito é fazer com que acreditem. Quando alguém ouve você cantar uma canção, e diz - ‘Oh, isso deve ter acontecido com ele’ - É quando você sabe que você está transmitindo. É como ser um bom ator. Você faz as pessoas sentirem coisas, emoções...”

“Concentração é habilidade de pensar sobre absolutamente nada quando isto é absolutamente necessário”

“É melhor viver cada dia como o último, porque um dia você vai estar certo”

“E quando minha vida chegar ao fim, lembre-se do tempo em que nós estivemos juntos”

“Eu não sei o que teria acontecido comigo se eu não tivesse sido capaz de ouvir”

“Eu nasci com a música dentro de mim. A música era uma das minhas partes, como minhas costelas, meus rins, meu fígado, meu coração, tal como o meu sangue. Era uma força já dentro de mim quando eu cheguei em cena. Era uma necessidade para mim, como comida ou água”

“Eu nunca quis ser famoso. Eu só queria ser grandioso”

“Eu sempre fui o tipo de pessoa que, se há alguma coisa que pode me matar, eu quero saber algo sobre isso”

“Mamãe foi uma mulher do campo com um monte de senso comum. Ela entendeu o que a maioria de nossos vizinhos não conseguiam - que eu não deveria crescer dependente de ninguém, exceto de mim mesmo - ‘Um dia desses, eu não vou mais estar aqui’ - Ela sempre martelava isso na minha cabeça”

“Não há nada escrito na Bíblia, nem no Velho nem no Novo Testamento, que diga que você não terá problemas se acreditar no Senhor”

“O amor é uma palavra especial, e eu a uso somente quando eu quero dizer algo importante”

“O blues e o rhythm n’ blues são uma maneira de viver mais que um estilo musical”

“Para mim, a música é entretenimento – o que mais pode ser? Na verdade, é a única língua que eu conheço que é universal”

“Quando canto algo, nunca canto da mesma maneira duas vezes, e não é por que queira que seja diferente, mas por que canto em função do que sinto naquela noite”

“Quando se é jovem, não se sabe realmente como utilizar a voz, porquê a tendência é gritar em vez de cantar”

“Só quero deixar a minha marca, deixar algo musicalmente bom para trás”

Leia sobre o filme de Ray Charles >AQUI<




sábado, 21 de julho de 2018

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE JANIS JOPLIN



Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música? 

JANIS JOPLIN


“A coisa que eu aprendi sobre ser artista, é que aqueles momentos no palco são tudo”

“A única coisa que se tem e que realmente vale são os sentimentos. Isto é que é música para mim”

“Algum dia eu ainda irei compor uma música que explique o que é fazer amor com 25.000 pessoas durante um show e depois voltar para casa sozinha”

“Algumas vezes a música é a única forma de melhorar a vida”

“Amo ser uma estrela mais do que a vida em si”

“Ao se ser intelectual se criam muitas perguntas e nenhuma resposta”

“Aqui estou, meu amigo, para celebrar uma festa, a melhor possível enquanto estou viva na terra. Acredito que este também é o teu dever”

“Às vezes olho para minha própria cara e acho que ela está bem 'rodada'. Mas, considerando tudo pelo que já passei, não me acho tão mal assim”

“Costumo ter problemas nos bares por causa de minha aparência. Então, ou você fica furiosa e vai embora, ou mostra o dinheiro e obriga os idiotas a engolirem você”

“É difícil ser livre, mas quando acontece, vale a pena!”

“É preferível viver 10 anos intensamente à 70 anos vegetando em frente a uma televisão”

“Estão me pagando cinquenta mil dólares por ano para que eu seja como eu sou”

“Estou enterrada viva no blues”

“Eu canto com a minha alma, com o meu corpo, com o meu sexo... Eu canto toda!”

“Eu canto música negra para tirar dinheiro dos brancos”

“Eu fazia coisas erradas, fugia, ficava maluca. Agora faço esse sentimento trabalhar para mim, através da música, ao invés de me destruir”

“Eu nunca vou conseguir ser um astro como Dylan ou Hendrix por que eu sempre falo a verdade”

“Eu trocaria todos os meus amanhãs por um único ontem”

“Largue-se e você será muito mais do que jamais sonhou ser”

“Liberdade é só um outro modo de dizer que não se tem nada a perder”

“Meu negócio é aproveitar e me divertir. E por que não, se no fim tudo vai acabar mesmo?”

“Minha música é sobre o sofrimento, sua vigência, sua presença”

“Minha música não é para fazer ninguém se rebelar. É para fazer as pessoas quererem trepar”

“Não se venda: você é tudo o que tem!”

“Não sei, só quero sentir tudo o que puder, é disto tudo o que trata a alma”

“Nunca fui capaz de controlar meus sentimentos, mantê-los lá dentro”

“O amanhã nunca chega... é sempre a mesma porra de dia”

“O mundo é muito mais brutal quando você está pra baixo”

“O pior que podem falar de mim é que nunca estou satisfeita”

“O que te faz sentir bem não pode te causar nenhum mal”

“Posso não durar tanto quanto outras cantoras mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã”

“Preciso acreditar nas palavras senão não consigo cantar”

“Se você não quer nada, não se conforma, você não sente dor, sofrimento. Blues é querer uma coisa que você não tem”

“Sou uma tartaruga escondida em seu casco, bem protegida”

“Tenho medo de acabar me tornando uma dessas velhas bêbadas e roucas, que ficam vadiando pela rua assediando rapazinhos”

“Todo mundo já esteve apaixonado e foi abandonado, e todo mundo já teve alguém que amou de verdade e que não foi capaz de amar”

“Todos têm que se conformar com algo em algum momento”

“Tudo é sentimento... como sexo, só que mais abrangente”




domingo, 20 de maio de 2018

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE JOE COCKER



Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música?

JOE COCKER 


“É tudo uma questão de escutar o que eu gosto e ver se eu consigo encaixar no meu estilo” 

“Elvis é o maior cantor de blues hoje” 

“Em Woodstock deixei de ser um roqueiro de cabelo oleoso para ser um hippie de cabelo comprido, impressionado com o poder das flores” 

“Eu sou apenas um careca, gordo, de sessenta anos, cantando blues, sabe?” 

“Minha maior paixão, além da música, é fazer crescer tomates” 

“Não tenho a mesma energia de quando era jovem mas continuo sendo muito apaixonado pelo que faço” 

“Não vá ao American Idol. Eu acho que você passará o resto da vida com trauma e eu acho que é assustador, não é mesmo?” 

“Para mim o foco são as canções, que realmente movem o público” 

“Sempre tenho tentado fazer as versões diferentes das originais… as vezes funciona” 

“Uma vez que você se coloca a entreter um quarto de milhão de pessoas, este é um lugar muito estranho para se estar”




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CINEMA E MÚSICA – ENCRUZILHADA (CROSSROADS)


Entender o blues é uma coisa complicada se você só quer escutar música pra passar o tempo, pois é um gênero que exige mais sentimento que técnica, mas no filme Encruzilhada se pode entender melhor por que o blues é assim.


Neste filme, que narra a história de um jovem violonista erudito, Eugene Martone interpretado por Ralph Macchio (sim, o Daniel Sam de Caratê Kid) não tanto a história do blues, mas a essência dele é ensinada.

Ralph Macchio

O jovem Eugene tem uma técnica apurada tocando violão, mas é fascinado pelo blues e seu professor não aceita que essa influência apareça em sua técnica musical. Porém logo no começo do filme, Eugene descobre um velho bluesman, Willie Brown em um asilo de idosos que foi parceiro da maior lenda do blues, Robert Johnson e quer que ele lhe mostre o trigésimo blues do mestre, que nunca foi gravado por ele.

Joe Seneca e Ralph Mecchio

O que Eugene não sabe é que Willie, assim como Johnson, fez um pacto com o Diabo pra ter talento, vendendo a própria alma em uma encruzilhada. Conheça melhor essa história clicando >AQUI<. No caminho entre Nova Iorque e o Mississippi o jovem tem lições sobre o blues e a vida, conhecendo o preconceito, a amizade e o amor. Tudo culmina em um incrível duelo de guitarras entre Eugene e o melhor guitarrista do Demônio, interpretado por Stevie Vai, que na época tinha acabado de lançar seu primeiro álbum.

Ralph Macchio e Stevie Vai

Deve-se destacar também a fotografia do filme, principalmente nas cenas de estrada e da encruzilhada, ponto para John Bailey.


A trilha sonora é de Ry Cooder que usou desde gravações originais de Johnson até o rock dos anos 80 mostrando a grande verdade de que o blues deu origem a todas as vertentes do rock. Na trilha oficial temos:

- Crossroads – Robert Johnson e Ahmad Jamal (original)
- Down in Mississippi – J. B. Lenoir
- Cotton needs pickin’ – Frank Frost, Richard “Shubby” Holmes, John Price e Otis Taylor
- Viola Lee blues – Noah Lewis
- See you in hell, Blind Boy – Ry Cooder
- Nitty gritty Mississippi – Fred Burch e Don Hill
- He made a woman out of me – Fred Burch e Don Hill
- Feelin’ bad blues – Ry Cooder
- Somebody’s callin’ my name – Canção tradicional com arranjo de Ry Cooder
- Willie Brown blues – Ry Cooder e Joe Seneca
- Walkin’ away blues – Ry Cooder e Sonny Terry

Não está na trilha oficial, mas é o maior momento do filme quando Eugene executa a música Eugene’s Trick Bag no duelo de guitarras, ela foi composta por Stevie Vai inspirada no Estudo nº 2 de Villa-Lobos e no Capricho nº 5 de Paganini, que foi um dos maiores violinistas da história, viveu na virada dos séculos XVIII e XIX e foi o primeiro grande músico a ser acusado de fazer um pacto com o Cramulhão.

Ralph Macchio e Ry Cooder durante as filmagens

Título original: Crossroads
Lançamento: 1986 (EUA)
Direção: Walter Hill
Trilha sonora: Ry Cooder
Duração: 96 minutos (1h36min)
Gênero: Drama

No elenco:
Ralph Macchio interpretando o jovem Eugene Martone
Joe Seneca interpretando o velho bluesman Willie Brown
Jami Gertz interpretando Frances, a namorada de Eugene
Robert Judd interpretando Scratch (o Diabo)
Joe Morton interpretando o assistente do Diabo
Stevie Vai interpretando o guitarrista do Diabo, Jack Butler
Tim Russ interpretando Robert Johnson

O encontro com o Príncipe das Trevas

Curiosidades:
Houve realmente um parceiro de Robert Johnson chamado Willie “Blind Dog” Brown mas morreu em 1952, portanto 34 anos antes das filmagens.
Ralph Macchio gravou todas as cenas em que toca violão erudito pois também é músico.
A música da cena do duelo foi gravada por Ry Cooder e Stevie Vai, mas o ator Ralph Macchio tinha uma boa noção de como ela era executada e dublou de maneira bem convincente.
A guitarra usada por Ralph Macchio é uma Fender Telecaster CBS de 1970.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

CINEMA E MÚSICA – RAY


Este drama musical é uma cine biografia do inesquecível Ray Charles, que foi um dos grandes nomes da soul music, do jazz e do rhythm and blues.


Pra quem aprecia a mistura de música e cinema este filme já chega dando carteiraço com dois Oscars; melhor mixagem de som e melhor ator. Então esteja preparado para se emocionar com música excelente e a incrível atuação de Jamie Foxx que não bastando ganhar um Oscar, um Globo de Ouro e um SAG Awards, ainda é espantosamente parecido com Ray.

Jamie Foxx

O filme abrange toda a vida do cantor e pianista, desde a infância, quando ficou cego, passando pela carreira de sucesso e os muitos problemas pessoais até seus últimos anos. É interessante saber que o próprio Ray Charles acompanhou a criação do filme e aprovou pessoalmente a escolha de Jamie após houvi-lo tocando piano. Infelizmente Ray morreu um pouco antes da estréia do filme, o que o torna o mais fantástico obituário já feito.

Ray Charles

A trilha sonora é recheada de clássicos com vários artistas e faixas em estúdio e ao vivo:

Mess around – Ahmet Ertegun e Jesse Stone
I’ve got a woman – Ray Charles e Renald Richard
Hallelujah I love her so – Ray Charles ao vivo
Drown in my own tears – Henry Glover
(Night time is) The right time – Napoleon Brown, Ozzie Cadena e Lew Herman
Mary Ann – Ray Charles
Hard times (no one knows better than I) – Ray Charles
What’d I say – Ray Charles ao vivo
Georgia on my mind – Hoagy Carmichael e Stuart Gorrel
Hit the road Jack – Teddy Powell e Robert Sharp Jr.
Unchain my heart – Teddy Powell e Robert Sharp Jr.
I can’t stop loving you – Don Gibson ao vivo
Born to lose – Ted Daffan
Bye, bye, love – Felice Bryant e Bourdleaux Bryant
You don’t know me – Cindy Walker e Eddy Arnold ao vivo
Let the good times roll – Sam Theard e Fleecie Moore ao vivo


Cena do filme

Lançamento: 2004 (EUA)
Direção: Taylor Hackford
Trilha sonora: Craig Armstrong
Duração: 152 minutos (2:32 horas)
Gênero: Drama

No elenco:
Jamie Foxx interpretando Ray Charles
Sharon Warren interpretando Aretha Robinson, a mãe de Ray
Kerry Washington interpretando Della Robinson, a segunda esposa de Ray
Regina King interpretando Margie Hendricks, cantora
Larenz Tate interpretando Quincy Jones, produtor musical
Curtis Armstrong interpretando Ahmet Ertegun, dono de gravadora
Richard Schiff interpretando Jerry Wexler, produtor musical
Terrence Howard interpretando Gossie McKee, músico
Chris Thomas King interpretando Lowell Fulson, cantor de blues


Curiosidades:
Jamie Foxx realmente toca piano no filme.
O roteiro teve que ser escrito também em braile para que Ray Charles pudesse acompanhar o desenvolvimento do filme.
Jamie Foxx usou olhos falsos, ficando realmente cego ao interpretar Ray.

Também leia as melhores frases de Ray Charles >AQUI<


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

TOCAVA QUE NEM UM DEMÔNIO

Robert Johnson


Talvez o nome mais misterioso entre os mestres do blues. Viveu apenas 27 anos, não se sabe exatamente quando nasceu e como adquiriu tanto talento em tão pouco tempo, gravou apenas 29 músicas em 2 anos (1936 – 1937), foram 41 faixas mas 13 foram gravadas duas vezes, é difícil de entender como as gravações ficaram boas com um violão Kokomo bem barato e de caixa pequena, não se sabe o que realmente o matou e mesmo depois de morto conseguiu a façanha de vender 500.000 cópias de suas gravações relançadas em 1990 (disco de ouro) e ainda ganhar um Grammy, mas o maior mistério é sobre a lenda de seu encontro com o Diabo em uma encruzilhada, onde teria vendido a alma em troca de ser o maior dos bluesmen.

É possível tentar entender alguns destes mistérios. Robert era filho de Julia Dodds casada com seu padrasto Charles Dodds, mas seu verdadeiro pai era Noah Johnson, este sobrenome ele assumiu depois, nasceu no Mississippi em 1911 ou 1910, a data precisa é desconhecida, e trabalhou no campo até os 16 anos, quando resolveu seguir carreira artística tocando gaita e violão em qualquer lugar, principalmente na rua, mas em vida não conseguiu nenhum sucesso comercial.
Johnson começou a aprender guitarra com seu irmão mais velho Charles, e ter perambulado por muitos lugares e ter ouvido e conversado com muitos artistas em sua região, deve ter sido o aprimoramento de seu conhecimento musical. Foi influenciado por Charley Patton, Son House e Willie Brown de onde vieram seus slides, escutou os primeiros pianistas de Boogie-Woogie e aprendeu a usar notas graves, com Lonnie Johnson aprendeu a estrutura musical e disto tudo, mais seu talento natural, ele criou o seu próprio blues. Alguns salientam que as fotos que existem de Johnson mostram que ele tinha mãos bem grandes e que isto lhe proporcionava fazer acrobacias no braço da guitarra que são muito difíceis para outras pessoas com mãos normais.

As suas 41 faixas foram gravadas em 3 lugares diferentes: uma sessão de gravação em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936, em um quarto de hotel durante 3 dias ele gravou 16 músicas, entre elas as duas versões de Crossroads que foi composta a caminho do local; uma segunda sessão em Dallas, Texas, em Junho de 1937 em um depósito; e a gravação de uma música (Kind Hearted Woman) feita em uma rádio.

A lenda sobre seu talento ter vindo de uma troca com o Chifrudo surgiu por vários motivos e tem até local definido, a encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi. 


Monumento em Clarksdale próximo a encruzilhada 61 com 49

Essa lenda foi difundida inicialmente por Son House e ganhou força devido a algumas de suas músicas – Crossroads Blues (Blues da encruzilhada), Hellhound On My Trail (Cão do inferno no meu encalso), Me And The Devil Blues (Blues de mim e o Diabo) – além de ter surgido do nada tocando daquela maneira diferente e levar uma vida desregrada. Son House havia encontrado Johnson em 1931 e depois somente em 1933 quando ficou surpreso com o seu talento – o que indica que ele teria se tornado um mestre em apenas 2 anos – ajudando a difundir seu talento entre os bluesmen da região, onde se tornou respeitado como músico e chamado ainda em vida de The King of the Delta Blues Singers.

Sobre a sua morte existem várias teorias. Teria morrido de sífilis, ou por tiro de arma de fogo, ou por facada, ou envenenado. O fato é que tudo ocorreu em 1938 durante uma apresentação no bar Tree Forks em Grewwood, Mississippi. Johnson bebeu whisky, passou mal e morreu 3 dias depois em 16/08/1938 na mesma cidade, no atestado de óbito aparecia apenas No Doctor (Sem Médico) como causa da morte. O whisky estaria envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com sua mulher, Sonny Boy Williamson que estava tocando junto com Jonhson, o havia alertado sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. Não existe prova de nada disto o que aumenta a especulação de que o Cramulhão tenha simplesmente cobrado a alma prometida depois de cumprido o combinado.

Ele continua influenciando e sendo lembrado por diversos artistas, como Muddy Watters, Eric Clapton, The Rolling Stones, Led Zeppelin, The Who, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers, Yardbirds, Cream e The White Stripes entre tantos outros. Se ele está em cima ou em baixo? Não dá pra saber. O que aconteceu de verdade? Nunca saberemos. Vale a pena tentar um trato com o Cão? Sai fora, eu tenho medo! Só sei que dizem que ele tocava que nem um demônio.

O PAI DO ROCK

Quando escuto Chuck Berry logo me vem à memória tudo o que este cara representa para o rock n’ roll. Enquanto o Elvis é chamado de rei, Chuck Berry é chamado de Pai do Rock, justíssimo... ou nem tanto. Talvez se ele fosse branco Elvis tivesse que dividir o seu espaço exclusivo, conquistado com merecimento no coração de fãs e na memória de todos como uma celebridade inesquecível, todo mundo já ouviu falar em ELVIS PRESLEY, já o nome de Chuck Berry tem que ser explicado para quem não conhece o rock, mas esta conversa de “se isto ou se aquilo” não vem ao caso.

Ser o pai do rock significa que não importa ser o primeiro, o maior, o original, o melhor, etc., significa que sem ele o rock não seria como é ou teria demorado mais para ser como é, se diz que “não basta ser pai, tem que participar” e Chuck participou da criação do rock n’ roll mais que qualquer outro em sua época. Seus méritos são muitos, ele inventou o formato de banda de rock que é usado até hoje, fez o primeiro álbum misturando blues e country, fez o primeiro grande riff de guitarra (Johnny B. Goode), enquanto os músicos de sua época interpretavam as canções de outros ele compunha as próprias músicas e isto fez dele um dos mais gravados por outros artistas (Animals, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Rolling Stones, The Beatles...), fazia danças engraçadas enquanto tocava guitarra, enfim, coisas que hoje são corriqueiras e quase que obrigatórias no rock tem o DNA do Pai, e todos que olhavam para ele pensavam, este é o caminho.


Este ano (2010) eu pude ver pessoalmente um show do Chuck aqui em Porto Alegre, ele tinha vindo aqui nos dois anos anteriores e não pude ir, achei que tinha perdido a maior chance e dificilmente veria ao vivo o último grande mosntro do rock dos anos 50, mas desta vez não perdi, e lá estava ele, velhinho, magrinho, com uma jaqueta de lantejoulas azul e seu cap branco de marinheiro, tocando sua guitarra semi-acústica e fazendo piadinhas para o público, sem telões, sem fogos, sem lasers, nenhuma parafernália para desviar a atenção do que interessava, um artista autêntico que mesmo com 83 anos parece ter sweet little sixteen, uma emoção inesplicável.

Que viva mais 100 anos fazendo rock n’ roll Charles Edward Anderson Berry, meu chará.




sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O PAI DO BLUES? E O PRIMEIRO ROCKEIRO?

Pow, me disseram que William Christopher Handy (W C Handy) o pai do blues, fazia jazz.

Bem eu até concordo, ninguém chega do nada e inventa uma coisa completamente diferente que todo mundo começa a copiar. Quem acredita nisso é muito ingênuo, não conheço nenhum estilo musical que tenha um "inventor" unânime, as coisas evoluem, assim como o primeiro rock and roll não apareceu sozinho na obra de Bill Haley & his Comets (aí do lado), que na boa, faziam country music.

Bill Haley fez o primeiro rock, eu acredito nisso.

One, two, three o'clock, four o'clock rock,
Five, six, seven o'clock, eight o'clock rock.
Nine, ten, eleven o'clock, twelve o'clock rock,
We're gonna rock around the clock tonight.
Put your glad rags on and join me hon',
We'll have some fun when the clock strikes one.
We're gonna rock around the clock tonight,
We're gonna rock, rock, rock, 'till broad daylight,
We're gonna rock we're gonna rock around the clock tonight...




N
ão tem quem não tenha ouvido uma vez na vida essa música, bem, talvez algum coitado que não saiba o que é música, mas sempre se pode evoluir, não é?

Eu acredito que W. C. Handy mereça o título de pai do blues, assim como Bill Haley seja considerado o criador do primeiro rock and roll e que o Black Sabbath tenha composto o primeiro hiff de trash metal da história do rock, mas isso é um assunto pra outra hora, e tenho dito!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A LUCILLE DE BB KING

Outra lenda do blues é sobre o nome da guitarra do rei, o rei do blues é claro, B.B. King (os "Bs" são de Blues Boy) chama suas guitarras de Lucille, inclusive existe um modelo signature da guibson, a B.B. King Lucille, uma semi-acústica feita sob medida pra ele.

Bem, ele mesmo contou essa história. Nos anos 50 ele teria tocado em um bar de madeira no inverno, e pra esquentar o ambiente botaram fogo dentro de uma lata. Dois caras começaram a sair na porrada e a lata estava no caminho, espalharam o fogo pela madeira e o bar imediatamente virou um consulado do inferno. Na correria, BB esqueceu da guitarra, mas quando se deu conta da perda valiosa, voltou para buscá-la e conseguiu sair por pouco (teria morrido gente nessa história). Depois ele descobriu que os caras estavam brigando por uma mulher, chamada Lucille, daí ele colocou este nome em sua guitarra pra jamais esquecer de nunca mais fazer uma coisa como essa de novo.

Quem quiser ouvir da boca do próprio, aí está, em inglês, mas o texto é fiel ao depoimento:




quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O BLUES


Adoro o blues, o verdadeiro blues, aquele dos negros do sul dos EUA e dos que vieram depois, os seguidores das mais variadas cores e origens.

O blues é cheio de histórias e lendas, muito mais que qualquer outro gênero musical, afinal os escravos não podiam cantar o que sentiam, então eles cantavam da maneira como se sentiam, as letras escondiam mensagens e as melodias eram tristes como a vida deles, daí o nome blues, melancólico.


Dizem as lendas que W. C. Handy foi o primeiro a gravar um blues (St. Louis Blues), talvez, mas é claro que muito antes dele os negros escravos já tinham seus muitos blues compostos para serem ouvidos por uma pequena platéia que conseguia entender melhor que ninguém o que aquilo significava.


Escute St. Louis Blues neste vídeo, é uma gravação bem velha, como era de se esperar, com uma banda de ragtime, só instrumental, mas eu adoro ouvir essas raridades.