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sábado, 24 de agosto de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - A SECO


É quando o cantor não tem o acompanhamento de um instrumento musical, cantando de maneira improvisada. Se difere do canto A CAPPELLA justamente pelo improviso pois este último costuma ser composto intencionalmente só para voz (ou vozes), sem instrumentos.

Veja o verbete A CAPPELLA >AQUI<.


sexta-feira, 19 de julho de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - ARTE LÍRICA


Na antiguidade se referia à música acompanhada pela lira, principalmente o canto.

Lira de aprox. 2500 A.C. da cidade de Ur, atual Iraque

Atualmente se refere principalmente ao canto dramático, principalmente na música erudita, como nas óperas, com grande volume, timbre e impostação bem característicos. É mais comum se referir a esta arte como canto lírico.

A soprano espanhola Montserrat Caballé

Pode aparecer também em contextos musicais não eruditos, mas é bem menos comum.

No vídeo o barítono Javid Samadov canta a ária Toreador, da ópera Carmen, de Bizet.



terça-feira, 30 de abril de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - ARS NOVA



Ou Ars Modernorum (Arte Nova, Arte Moderna).

É o nome dado ao segundo período da escola polifônica ocidental, principalmente francesa, no século XIV. Ainda muito influenciada pela Ars Antiqua baseada na Escola de Notre-Dame de Paris.

Foi de grande influência em toda a música ocidental pois a partir dela todo um novo estudo e pensamento musical se originou. Se caracterizou pela busca de novas formas (o moteto, o virelai, o rondó, a balada), pelo emprego de textos de maior qualidade poética, por um ritmo mais flexível e uma escrita mais livre, também colocou a música profana em pé de igualdade com a música sacra em termos de composição. Foi nesta época que o sistema de notação e escrita musical começou a ser estudado e modificado para ser algo mais racional, lógico e próximo da matemática, pois até então não havia uma forma única de representar a maneira como as músicas deveriam ser principalmente cantadas. Na forma rígida do canto gregoriano os símbolos em geral representavam apenas indicações de subida e descida imprecisas na linha melódica (os neumas) que deveria ser previamente conhecida. Desenvolveu-se então aí a pauta musical e os signos de notação, que embora criados por Guido d'Arezzo no séc. XI, ainda era usada de maneira tímida e de forma primitiva, porém ainda haveria um longo caminho até um consenso e uma unificação em torno de uma escrita como a conhecemos hoje.

Sistema de canto usando os neumas

Outra inovação deste período foi o contraponto. Até então as melodias eram cantadas em uníssono (mesmo tom) ou em oitavas de acordo com os tipos de vozes. Já havia algum tempo que uma segunda linha melódica (vox organalis) estava sendo colocada no canto gregoriano, mas na Ars Nova este sistema de notas diferentes sendo colocadas em "oposição" foi estudado e entendido, sendo chamado de ponto contra ponto (nota contra nota) onde duas ou mais linhas melódicas corriam juntas mas em harmonia. O nome foi sendo abreviado até ser reduzido a contraponto.

Um madrigal anônimo com o novo sistema de notação

A quebra da hegemonia da música sacra acarretou também a abertura para os ritmos binários, que eram considerados profanos, pois só os ritmos ternários estavam associados a trindade cristã, isto abriu caminho para novas formas musicais e ritmos inovadores para a época. Criou-se um sistema de contagem separado para os dois ritmos, o perfeito era ternário e o imperfeito era binário e os andamentos eram divididos em rápido, moderado e lento.


Todas estas inovações acabaram afetando a forma de se fazer música dentro das igrejas ao ponto de o papa João XXII , em 1322, lançar uma bula proibindo os excessos que estavam descaracterizando o culto tradicional, mas isto não impediu que estas novas ideias fossem sendo vagarosamente aplicadas dentro do andamento musical das missas.

Papa João XXII

O apogeu da Ars Nova chegou a um grau de detalhamento e complexidade que acabou recebendo uma denominação própria entre os musicólogos modernos, a Ars Subtilior, que tinha sistemas de composição e notação bastante complexos e até mesmo formas de pautas estranhas para a nossa época, como o círculo, a espiral e até mesmo o coração.

Partitura em forma de coração - Belle, bonne, sage, de Baude Cordier

Alguns compositores que se destacaram nesta época foram Francesco Landini, Gillaume de Marchaut, Jehannot de Lescurel, Johannes Ciconia, Pierre des Molins e Phillipe de Vitry que escreveu um tratado sobre a Ars Nova.

Página do tratado e imagem de Phillipe de Vitry

Estas características fazem deste período (Ars Antiqua e Ars Nova) a fase de transição da música medieval para a música renascentista. Com o advento do período renascentista a Ars Nova acabou ficando no esquecimento, mas no séc. XVIII o movimento romântico tentou resgatar estas composições e se deparou com um grande problema, toda esta efervescência de ideias gerou uma falta de unidade nos manuscritos da época e muito do que se tem da Ars Nova é de difícil interpretação até os dias de hoje.

Leia sobre a Ars Antiqua >AQUI< e sobre a Ars Subtilior >AQUI<.

No vídeo um moteto a três vozes de Phillipe de Vitry chamado In arboris, aproximadamente do ano 1320.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - ARS ANTIQUA


Ou Ars Vetus (Arte Antiga).

Foi um período da música polifônica ocidental que vai do século IX até o XIII. Caracterizado pelos modi (células rítmicas) e ritmos ternários. As formas praticadas são o organum simples ou complexo, o motete profano, o conduit polifônico (de inspiração religiosa) e o rondó profano.

Mais comum entre os compositores da chamada Escola de Notre-Dame na cidade de Paris sendo os mais conhecidos Léonin e Pérotin dos quais não se sabe quase nada além de sua obra musical. Foi nesse período que se iniciou a polifonia no centro sul da Europa com o uso de duas ou mais vozes com melodias diferentes, contrastando com a monofonia onde se cantava apenas uma linha melódia em uníssono ou em oitavas, típica dos trovadores medievais. As composições eram prioritariamente religiosas embora houvesse também música profana. Esta escola teve grande influência na música européia posterior.

Uma partitura da obra Alleluia Nativitas do compositor Pérotin

Os modi (células rítmicas) propunham a aplicação dos pés métricos literários na música, alternando sons longos e breves divididos por acentos, chamados têmporas e tempos. Isto auxiliava as vozes que cantavam juntas pois o ritmo era mais preciso.

A Ars Antiqua foi sucedida pela Ars Nova que já passou a dar importância à música profana, retomando a monofonia e a improvisação. Até então não existia um nome para este período, foi quando o bispo e compositor Phillipe de Vitry fez o seu Tratado da Ars Nova criando e nomeando a arte anterior como sendo a Ars Antiqua (1324).

Leia sobre a Ars Nova >AQUI<

No vídeo o Viderunt Omnes de Pérotin cantado pelo grupo Ping Voices (2014).



sábado, 18 de agosto de 2018

DICIONÁRIO MUSICAL - ARIOSO


Termo do italiano que significa "como uma ária" e se refere a uma forma vocal solista surgida no século XVI que é um meio termo entre o RECITATIVO e a ÁRIA, geralmente de caráter dramático.

Comum nas cantatas, óperas e oratórios aparece como uma declamação expressiva como no recitativo, porém sem a monotonia deste último, se aproxima da ária pela sua melodia porém com uma forma de composição mais livre, sem as repetições. Um exemplo é o Arioso do segundo ato da ópera Príncipe Igor de Alexander Borodin.


Também pode ser uma composição para instrumentos, mais comum no período barroco. O exemplo mais conhecido é o Arioso da Cantata 156 de J. S. Bach.



quinta-feira, 9 de agosto de 2018

DICIONÁRIO MUSICAL - ARIETA


É uma ÁRIA pequena.

Veja o verbete ÁRIA >AQUI<.


DICIONÁRIO MUSICAL - ÁRIA



De maneira geral é uma peça musical cantada por uma única voz e que é parte de uma obra maior, como uma CANTATA, uma ÓPERA ou um ORATÓRIO e se diferencia do RECITATIVO e do PARLANDO, onde também aparece a voz solista, porém sem a melodia.

Na CANTATA a ária é a parte que exprime o sentimento inspirado pelo ARGUMENTO musical.

Há alguns exemplos de árias destinadas a mais de uma voz, quando têm o mesmo peso ou importância de uma ária solista, embora não sejam tão comuns. Nestes casos os compositores preferem usar termos como DUO ou DUETO para duas vozes, TRIO ou TERCETO para três vozes, QUARTETO, QUINTETO, SEXTETO e assim consecutivamente, mas algumas vezes o termo ária acaba sendo mais importante para o objetivo do compositor.

Embora o termo seja usado principalmente para vozes, no período barroco a ária apareceu também em peças instrumentais como parte das SUÍTES, que são conjuntos de músicas destinadas a acompanhar danças.

Deve-se diferenciar a ária de outras formas com voz solista, porém isoladas, que não pertencem a uma obra maior, como a canção e a cantiga.

Há vários tipos de árias chamadas por termos italianos, como por exemplo:

Aria bufa - destinada a ser cômica, engraçada;
Aria cantabile - ou cantante. É mais lenta, elegante, graciosa, melodiosa e menos dramática;
Aria concertata - destinada a solos de instrumentos;
Aria d'abilita - ou de habilidade. Com bastante dificuldade para o cantor;
Aria da capo - ou do começo. A primeira parte da música é repetida no final. É comum que esta parte tenha o modo (maior ou menor) alterado na segunda vez.
Aria di bravura - mais técnica, florida e enérgica, com temas heroicos;
Aria di carattere - ou de personagem. Dando ênfase ao texto;
Aria fugata - com acompanhamento instrumental composto em forma de fuga. Mais comum no período barroco;
Aria parlante - com trechos em recitativo, falados;
Aria tedesca - com melodia em estilo germânico;
Arietta - uma ária pequena, curta;
Ariettina - uma ária ainda mais pequena que a arietta.

No vídeo a Ária da Rainha da Noite da ópera A flauta mágica de W. A. Mozart cantada pela soprano Diana Damrau.



domingo, 9 de setembro de 2012

DICIONÁRIO MUSICAL - ACONTRALTO


Assim se chama a voz de soprano (a voz feminina mais aguda) ou de meio-soprano que atinge os registros da voz de contralto (que é a voz mais grave para as mulheres). Uma cantora com estas características tem então uma grande amplitude vocal.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

DICIONÁRIO MUSICAL - À BOCA FECHADA


Cantar de boca fechada, suprimindo a pronúncia de palavras e emitindo os sons através dos lábios fechados. O termo mais antigo, mas ainda usado, vem do italiano In boca chiusa tratando principalmente dos exercícios de aquecimento como os vocalizes, porém hoje em dia é uma técnica largamente usada no canto popular sendo mais conhecida pelo termo em inglês (humming = zumbido) onde o ar, não tendo como passar pela boca, vibra nas cavidades nasais.

A banda Crash Test Dummies compôs uma música cujo título é um humming, confira no vídeo:


domingo, 5 de fevereiro de 2012

DICIONÁRIO MUSICAL - ABARITONAR


Tornar (a voz) semelhante à do barítono ou transpor parte musical que não de barítono para de barítono. Tornar-se barítono.

DICIONÁRIO MUSICAL - ABARITONADO

ABARITONADO

Diz-se da voz (especialmente a de tenor) com as qualidades de timbre que a aproximam da do barítono, e do cantor que tem essa voz, ou a qualquer coisa (instrumento, parte musical) a que se deu caráter de barítono.