domingo, 21 de julho de 2019

HINOS DO FUTEBOL - VASCO DA GAMA




Lamartine Babo compôs uma marchinha de carnaval em homenagem a um time do Rio de Janeiro, o sucesso foi tamanho que um locutor de rádio o desafiou a compor uma para cada um dos times do campeonato carioca...

Assim começa a história do hino do Vasco. Vamos todos cantar de coração, a cruz de malta é o meu pendão...

Lamartine Babo era um compositor muito popular no Rio de Janeiro, sendo muito conhecido por suas marchinhas carnavalescas, como a famosa:

"O teu cabelo não nega mulata, 
Porque és mulata na cor, 
Mas como a cor não pega, mulata 
Mulata eu quero teu amor..."

Lamartine Babo

Em 1942 resolveu compor uma marchinha para seu time do coração, o America Football Club, ele fez uma adaptação em cima de uma música norte-americana popular da época chamada Row row row, depois resolveu compor uma marchinha para o carnaval do mesmo ano em homenagem ao time do Flamengo. Essa marchinha ficou muito popular e passou a ser cantada mais do que o próprio hino oficial. Alguns anos depois Lamartine (apelidado Lalá) participava de um programa de rádio chamado Trem da Alegria, onde o assunto da música tão popular veio a tona. Seu colega Helber de Boscoli então o desafiou a compor marchinhas também para cada um dos outros times do campeonato daquele ano, uma a cada semana, no total de 11 times. Desafio aceito e cumprido. As músicas foram todas gravadas e viraram um disco em 1945. Uma dessas marchinhas era em homenagem ao Vasco da Gama, e da mesma forma a torcida adorou e passou a cantar a música em forma de hino.

Momento no programa Trem da Alegria com Lamartine ao centro

Porém o Gigante da Colina já tinha um hino oficial, que havia substituído um hino ainda mais antigo. O primeiro era chamado de Hino Triunfal do Vasco da Gama, composto em 1918 por Joaquim Barros Ferreira da Silva e o segundo se chamava Meu Pavilhão, com música de Ernani Corrêa e letra de João de Freitas, mas não se conhece a data de composição.


O hino mais atual e popular é dividido em três estrofes:

A primeira fala do escudo do time e do navegante português que dá nome ao clube;

A segunda fala da torcida e do brilho do time;

A terceira fala dos esportes que o clube pratica.

No vídeo o hino popular:



Hino popular do Vasco da Gama por Lamartine Babo (1945)

Vamos todos cantar de coração
A cruz de malta é o meu pendão
Tu tens o nome de um heroico português
Vasco da Gama, a tua fama assim se fez

Tua imensa torcida é bem feliz 
Norte-sul, norte-sul deste Brasil 
Tua estrela, na terra a brilhar, ilumina o mar

//No atletismo és um braço 
No remo és imortal 
No futebol és um traço 
De união Brasil-Portugal//

Veja também o segundo hino do Vasco:



Meu pavilhão por Ernani Corrêa e João de Freitas

Vasco da Gama evocas a grandeza 
Daqui e d'além mar 
Teu pavilhão refulge de beleza 
Perene a tremular

Dos braços rijos de teus filhos 
O mar sagrou-se na história 
Reflete pelos céus em forte brilho 
O cetro que ostentas da vitória

Na cancha és o pioneiro 
És o mais forte entre os mil 
Com a fama que ecoa no estrangeiro 
Elevas o esporte do Brasil

Veja ainda o primeiro hino do Vasco:


Hino Triunfal do Vasco da Gama por Joaquim Barros Ferreira da Silva (1918)

Clangoroso apregoa, altaneiro 
O clarim estridente da fama 
Que dos clubes do Rio de Janeiro 
O invencível é o Vasco da Gama

Se vitórias já tem no passado 
Glórias mil há de ter no porvir 
O seu nome é por nós adorado 
Como estrela no céu a fulgir

Avante então que p'ra vencer 
Sem discussão basta querer lutar, lutar 
Os vascaínos de terra e mar, os paladinos

É mundial a sua fama 
Vasco da Gama não tem rival 
Mais uma glória vai conquistar 
Lutar, lutar para a vitória

Sobre os peitos leais vascaínos 
Brilha a cruz gloriosa de Malta 
Corações varonis, leoninos 
Que o amor pelo Vasco ainda exalta

Quando o Vasco em qualquer desafio 
Lança em campo o seu grito de guerra 
Invencível, nervoso arrepio 
Faz tremer o rival e a terra

Avante então que p'ra vencer 
Sem discussão basta querer lutar, lutar 
Os vascaínos de terra e mar, os paladinos

Vascaínos, avante é lutar 
Sempre o Vasco venceu quando quis 
Quer em terra, ou ainda no mar 
Nunca o Vasco baixou a cerviz

Viva pois, nosso Vasco da Gama 
Nosso clube leal, valoroso 
Tudo o diz, assegura e proclama 
Nosso Vasco é o mais glorioso

Avante então que p'ra vencer 
Sem discussão basta querer lutar, lutar 
Os vascaínos de terra e mar, os paladinos

SOBRE O TIME:

Nome oficial
Club de Regatas Vasco da Gama

Data de fundação
Como clube náutico em 1898
Como time de futebol em 1915

Localização
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Cores
Preto, branco e vermelho


Escudo
Fendido nas duas abas superiores, com campo negro e faixa branca transversal descendo da esquerda para a direita, com uma caravela ao centro, portando a cruz de malta na vela principal, tendo a sua direita um logotipo com as letras CR entrelaçadas e abaixo outro com as letras VG também entrelaçadas.


Mascote
Almirante


Bandeira
Fundo negro com uma faixa transversal branca descendo da direita para a esquerda com uma cruz de malta ao centro. Na parte superior esquerda, oito estrelas amarelas.


Apelidos
Almirante, Camisas-pretas, Expresso da Vitória, Gigante da Colina, Time da Virada, Trem-bala da Colina, Vascão

Estádio
São Januário (1927)

Estádio São Januário

Conquistas
Locais - estaduais - regionais - nacionais - americanos

Visite o site oficial do Vasco >AQUI


sexta-feira, 19 de julho de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - ARTE LÍRICA


Na antiguidade se referia à música acompanhada pela lira, principalmente o canto.

Lira de aprox. 2500 A.C. da cidade de Ur, atual Iraque

Atualmente se refere principalmente ao canto dramático, principalmente na música erudita, como nas óperas, com grande volume, timbre e impostação bem característicos. É mais comum se referir a esta arte como canto lírico.

A soprano espanhola Montserrat Caballé

Pode aparecer também em contextos musicais não eruditos, mas é bem menos comum.

No vídeo o barítono Javid Samadov canta a ária Toreador, da ópera Carmen, de Bizet.



sábado, 13 de julho de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - ARTE DA FUGA


No original Die kunst der fuge.


Obra do compositor alemão Johann Sebastian Bach da qual não se sabe com certeza a data de início, embora se acredite que foi em 1742, e que ficou incompleta por faltar apenas um pequeno trecho da décima-quarta e última das fugas que compõem este estudo que é considerado o mais completo feito sobre a arte do contraponto. O compositor ainda trabalhava na composição quando ficou doente e faleceu em 1750.

Johann Sebastian Bach

Numerada como BWV 1080, contém 12 fugas e 2 cânones e esgota as possibilidades de composição para o tema fuga, que consiste em um complexo arranjo entre um tema principal chamado sujeito, repetido e/ou entrelaçado com outro sujeito, que pode ser igual, invertido, espelhado ou com seu próprio tema, podendo ser às vezes chamado de contra-sujeito, podendo também haver um terceiro ou quarto sujeitos, aumentando ainda mais a dificuldade de entrelaçamento entre as diversas linhas melódicas.

A obra foi arranjada em pequenos grupos de composição:

Fugas simples;
Contra-fugas;
Fugas duplas e triplas;
Fugas espelho;
Cânones;
Um arranjo de uma das fugas espelho;
Fuga quádrupla (inacabada).

Esta última fuga inacabada teve três sujeitos desenvolvidos até o final, faltando o quarto sujeito, de modo que a obra pode ser executada, mas sem uma das vozes, embora existam tentativas de compô-la através do conhecimento dos métodos do compositor. Deste modo esta última composição termina de um modo um tanto abrupto deixando no ar o sentimento de ausência do compositor e do fim da era barroca.

O manuscrito do final inacabado do Contraponto 14 de A arte da fuga

No vídeo o contraponto 14 (inacabado) de Johann Sebastian Bach.




DICIONÁRIO MUSICAL - ARS SUBTILIOR


Significa "A arte mais sutil" e foi um estilo musical que se desenrolou entre 1360 e 1430, no final da Idade Média.

Para melhor entendimento recomendo ler os posts anteriores sobre a Ars Antiqua >AQUI< e a Ars Nova >AQUI<.

É uma das últimas escolas estilísticas da música medieval, diretamente ligada à ARS NOVA. Na verdade até a década de 1960 era considerada parte da Ars Nova e pouco relevante, até que a musicóloga Ursula Günther resolveu estudar mais a fundo as complexas composições do final deste período. Ela resolveu nomear este movimento artístico como uma "arte mais sutil" a partir do que encontrou nos escritos do músico Philippus de Caserta em sua obra Tractatus de diversis figuris, escrito durante o período da Ars Subtilior. Porém antes dela já existia algum interesse pela música medieval a partir da década de 1940 onde já se percebia que as obras mais tardias da Ars Nova eram diferentes.

Embora muito ligada a música francesa, principalmente na capital do papado daquela época (Avinhão), a Ars Subtilior se estendeu a outras regiões da Europa como o norte da Itália e da Espanha, o Chipre e os países baixos.

Partitura em forma de coração da obra
Belle, bonne, sage de Baude Cordier

Algumas características dessa escola musical são um refinamento na forma de compor, com muita polifonia, cromatismos, acidentes e dissonâncias. Os compositores eram bastante experimentalistas, buscando novas formas rítmicas e deixando a interpretação e adaptação de suas obras em aberto para que pudessem se enquadrar no contexto musical (tipo de público, qualidade dos músicos, ambiente, etc.), o que parece indicar que não era uma música exclusiva dos ambientes eruditos, mas bem aceita entre o público geral. Os temas eram os mesmos abordados pela Ars Nova, tanto profanos (amor, cavalaria, guerras, odes...) como religiosos (liturgias, motetos, missas...). A estética ligada a escrita musical é um caso a parte. Eram explorados e inventados muitos tipos de notação, com formas e cores diversas. Algumas partituras tinham formatos estranhos para a atualidade, como o círculo, a espiral, o coração e a harpa, mas este não era o uso comum entre os compositores.

Partitura em forma de harpa da obra
La harpe de melodie de Jacob Senleches

Alguns compositores se destacaram nesta escola, como Francesco Jacob Senleches, Johannes Ciconia, Landini, Paolo da Firenze, Philippus de Caserta e Solage.

Partitura em forma circular da obra
Tout par compas de Baude Cordier

A partir da Ars Subtilior a música ocidental é classificada como sendo o período Renascentista onde houve uma expansão do conhecimento e uma grande evolução na teoria e produção musical.

No vídeo a obra Belle, bonne, sage de Baude Cordier, do manuscrito em forma de coração.




domingo, 30 de junho de 2019

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE LIAM GALLAGHER



Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música? 

LIAM GALLAGHER
(Vocalista do Oasis)


"Americanos querem pessoas rabugentas, batendo a cabeça no palco. Eles vêem um grupo brilhante como nós, com desodorante, não compreendem"

"Como todo mundo pode gostar dele? Ele parece um mongoloide pra mim" (sobre Ozzy Osbourne)

"Disciplina? Eu não sei o significado dessa palavra"

"Este é o melhor emprego do mundo. Ainda mais quando você é a maior estrela do rock. Eu sou o melhor cantor de rock que este país já teve"

"Eu acho que fico triste, mas passa logo. Eu olho no espelho e vejo - Que cara bonito pra caralho você é!"

"Eu adoro as garotas em cima de mim. Me incomoda se os garotos vierem também. Nada contra gays, é só não me beliscar na bunda e essas coisas"

"Eu canto melhor que o Elvis Presley"

"Eu não odeio os caras. Não quero que morram. Eu só acho os fãs deles chatos e feios que não parecem curtir nada" (sobre fãs de Coldplay e Radiohead)

"Eu sou Liam Gallagher e estou no Oasis. O mundo inteiro tem inveja de mim. E com razão"

"Eu tropeço na letra da música às vezes... não encontro as palavras. Palavras são complicadas para mim porque sou muito burro"

"Eu vivo pensando que amanhã é o último dia da minha vida. Se tem algo para aproveitar, eu aproveito"

"Meu irmão se preocupa muito com estas besteiras de passagem de som. Eu sou perfeito no palco, não preciso disso"

"Mick Jagger e Paul McCartney são todos cogumelos velhos e suarentos"

"Não bato neles. Só olho feio e já sabem o que significa. Não tenho saído muito, estou apenas curtindo meus filhos e comendo comida saudável. Quero viver até os cento e vinte anos e estar perto deles"

"Não ligo se alguém diz que não gosta do meu jeito de cantar. Só escuto isso de gente burra e chata"

"Noel tem um jeito de velho. Com calças de lã e cardigans, tipo radialista irlandês de merda" (sobre seu irmão)

"Nos anos 60, tinha um clube de música em Manchester chamado Oasis. Jimi Hendrix tocou lá. Eu peguei o nome do grupo de lá"

"Nós temos alguns fãs de dezesseis anos e nós mandamos a mensagem - Nunca usem elas, elas matam!" (sobre as drogas)

"Quando eu estou em Manchester, meu endereço é o Hotel Holiday Inn. Morando num hotel tem várias vantagens: eu não preciso de mobília, eu posso ligar para o serviço de quarto quando tiver fome e não preciso lavar os pratos"

"Quando você pode transar com todas as mulheres do mundo, tudo fica meio sem graça"

"Se alguém pensa que é durão pra tirar a gente do palco, pode subir no palco agora!"

"Se querem um circo, vão pro circo. Eu estou no palco pra cantar, não para ficar pulando"

"Se você viu um de nossos shows, já viu todos"

"Ser eu é o melhor show do mundo"

"Só em Londres já peguei mais de vinte. No Japão elas não falam nada, só perguntam - Posso dormir com você hoje? - As pererecas americanas são legais até a hora que abrem a boca. Elas são todas iguais, todas são rosa por dentro. Qualquer uma serve, desde que não seja feia e contrarie meu gosto"

"Somos Elvis e eu. Não saberia dizer qual dos dois é o melhor"

"Sou um cara terno, belo e carinhoso que acaba esmurrando um fotógrafo de vez em quando, porque eles se metem no meu caminho"

"The White Stripes? Um lixo. Gravatinha de colégio? Aos 24 anos? Vai se foder!"

"Todos sabem que, se você tem um irmão, vocês vão brigar"

"Um falastrão de Manchester convencido que só fala merda... e eles estão completamente certos" (sobre o que ele acha que as pessoas pensam dele)

"Vocês estão viajando. Todo mundo está doido" (falando para uma platéia indiferente ao show)




quarta-feira, 1 de maio de 2019

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE LITTLE RICHARD



Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música?


LITTLE RICHARD


“A ganância tomou todo o universo, e ninguém está preocupado com a própria alma”

“As pessoas chamavam o rock n' roll de ‘música africana’. Eles chamavam de ‘música vodu’. Eles disseram que isso deixaria as crianças loucas. Eles disseram que era apenas uma fagulha - a mesma coisa que eles costumavam dizer sobre o hip-hop”

“As pessoas comuns, quando veem um homem negro, dizem – ‘Cara, ele tem sentimento porque é negro’. Mas eu não concordo com isso. Eu acho que Deus seria um Deus egoísta se Ele desse todo o sentimento a uma raça. Ele deixa a chuva cair sobre as flores vermelhas, as flores verdes, as flores azuis; o bem, o mal, sem raças, então Ele deixa Suas bênçãos caírem em todas as raças. Então eu acho que existem tipos de sentimentos, como existem diferentes tipos de carros. Mas eles são todos carros. Você sabe, eu acho que, quando um cara branco canta, se ele tem sentimento, isso não significa que ele teve que copiar nenhum negro para obtê-lo. Eu acredito que se ele sente, quando alguém canta do coração e atinge outro coração, isso é sentimento”

“Bob Dylan é meu irmão, eu o amo, assim como Bobby Darin é meu bebê. Eu sinto que Bob Dylan é meu irmão de sangue. Eu acredito que se eu não tivesse um lugar para ficar, Bob Dylan me compraria uma casa. Ele sentou-se na minha cama e ficou lá por horas”

“Deus nos deu o talento, mas foi o homem quem criou o rock n' roll

“E eu gostaria de dar meu amor a todos, e deixá-los saber que a grama pode parecer mais verde do outro lado, mas acredite em mim, ela é tão difícil de aparar”

“Elvis pode ser o rei do rock n’ roll, mas eu sou a rainha”

“Eu acho que as pessoas que não acreditam em Deus são loucas. Como você pode dizer que Deus não existe quando você ouve os pássaros cantando essas lindas canções que você não fez?”

“Eu acho que meu legado deveria ser que quando eu comecei no show business, não existia nada como rock n' roll. Quando eu comecei com ‘Tutti Frutti’, foi quando o rock realmente começou a agitar”

“Eu agradeço a Deus por me fazer um homem”

“Eu chamo a minha música de ‘a música de cura’... Ela faz com que os cegos sintam que eles podem ver, os mancos sentem que podem andar, os surdos e mudos que podem ouvir e falar”

“Eu era realmente meio tímido quando criança. Mas eu fazia coisas pra chamar a atenção”

“Eu fiz o que senti e senti o que fiz a todo custo”

“Eu gosto de ser escolhido como um dos 100 melhores artistas, mas quem é o número um e quem é o número dois não importa mais para mim, porque não vai ser quem eu acho que deveria ser. Os Rolling Stones começaram comigo, mas eles sempre estarão na minha frente. Os Beatles começaram comigo - no Star Club em Hamburgo, na Alemanha, antes mesmo de fazerem um álbum -, mas eles sempre estarão na minha frente. James Brown, Jimi Hendrix - essas pessoas começaram comigo, eu os alimentei, conversei com eles e eles sempre estarão na minha frente”

“Eu não acho que uma mulher deva agir como homem para mostrar que é forte”

“Eu não acho que você tenha que ser afeminado para ser sensível”

“Eu não dou crédito ao Diabo por não criar nada”

“Eu nunca aceitei a ideia de ter que ser guiado por algum padrão ou modelo”

“Eu nunca recebi dinheiro da maioria dessas gravações, e eu fiz esses discos. No estúdio, eles me davam um monte de palavras, e eu inventava uma música, o ritmo e tudo mais. ‘Good Golly Miss Molly’! E eu não consegui um centavo por isso”

“Eu só quero que o mundo saiba que Deus está presente, que ele está vivo para sempre”

“Eu só usava maquiagem quando ia ao palco”

“Eu sou um cantor de rock n' roll; esse é o meu sustento, minha ocupação”

“Eu tento ser um guia para as pessoas, para tornar suas trevas brilhantes e iluminar o caminho, e nunca para condenar ou controlar ou criticar”

“Eu usava roupas extravagantes e cabelos compridos, e a maioria dos cantores na época não usava”

“Eu vim de uma família onde o meu povo não gostava de rhyhm and blues. Bing Crosby, Pennies from Heaven, Ella Fitzgerald, era tudo que eu ouvia”

“Jesus ama os gays. Ele morreu por eles também”

“Minha mãe morreu e eu não aguentava mais olhar para o quarto dela. Eu ficava doente. Eu sempre fui um garotinho da mamãe”

“Muitas músicas eu cantei pra plateia pra ver sua reação. É assim que eu sabia que elas virariam sucesso”

“Muitas pessoas me chamam de arquiteto do rock n’ roll. Eu não me chamo assim, mas acredito que é verdade”

“O blues teve um filho e deu a ele o nome de rock n’ roll. Sou um dos pais da criança e não posso me afastar dela. Sempre vai existir lugar para o autêntico rock n’ roll

“O Homem é tão ganancioso nos dias de hoje que venderia qualquer coisa por dinheiro”

“O ritmo dele é o único que eu posso cantar em minhas músicas” (sobre Chuck Berry)

“Olho para trás em minha vida, saindo de Macon, Geórgia. Nunca pensei que seria um superstar, uma lenda viva”

“Os gays são as pessoas mais doces, gentis, artísticas, mais calorosas e mais inteligentes do mundo. E desde o início dos tempos, tudo o que eles já foram é desprezado”

“Os negros viviam perto dos trilhos da ferrovia e o trem sacudia suas casas à noite. Eu ouvia isso quando era menino e pensava: vou fazer uma música que soe assim”

“Quando eu subia no palco para fazer um show, eu colocava maquiagem porque eu sentia que isso melhorava o meu ato, chamava a atenção para o que eu estava fazendo”

“Todos os blueseiros usam ‘little’ no nome” (sobre o motivo de se chamar Little Richard)




terça-feira, 30 de abril de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - ARS NOVA



Ou Ars Modernorum (Arte Nova, Arte Moderna).

É o nome dado ao segundo período da escola polifônica ocidental, principalmente francesa, no século XIV. Ainda muito influenciada pela Ars Antiqua baseada na Escola de Notre-Dame de Paris.

Foi de grande influência em toda a música ocidental pois a partir dela todo um novo estudo e pensamento musical se originou. Se caracterizou pela busca de novas formas (o moteto, o virelai, o rondó, a balada), pelo emprego de textos de maior qualidade poética, por um ritmo mais flexível e uma escrita mais livre, também colocou a música profana em pé de igualdade com a música sacra em termos de composição. Foi nesta época que o sistema de notação e escrita musical começou a ser estudado e modificado para ser algo mais racional, lógico e próximo da matemática, pois até então não havia uma forma única de representar a maneira como as músicas deveriam ser principalmente cantadas. Na forma rígida do canto gregoriano os símbolos em geral representavam apenas indicações de subida e descida imprecisas na linha melódica (os neumas) que deveria ser previamente conhecida. Desenvolveu-se então aí a pauta musical e os signos de notação, que embora criados por Guido d'Arezzo no séc. XI, ainda era usada de maneira tímida e de forma primitiva, porém ainda haveria um longo caminho até um consenso e uma unificação em torno de uma escrita como a conhecemos hoje.

Sistema de canto usando os neumas

Outra inovação deste período foi o contraponto. Até então as melodias eram cantadas em uníssono (mesmo tom) ou em oitavas de acordo com os tipos de vozes. Já havia algum tempo que uma segunda linha melódica (vox organalis) estava sendo colocada no canto gregoriano, mas na Ars Nova este sistema de notas diferentes sendo colocadas em "oposição" foi estudado e entendido, sendo chamado de ponto contra ponto (nota contra nota) onde duas ou mais linhas melódicas corriam juntas mas em harmonia. O nome foi sendo abreviado até ser reduzido a contraponto.

Um madrigal anônimo com o novo sistema de notação

A quebra da hegemonia da música sacra acarretou também a abertura para os ritmos binários, que eram considerados profanos, pois só os ritmos ternários estavam associados a trindade cristã, isto abriu caminho para novas formas musicais e ritmos inovadores para a época. Criou-se um sistema de contagem separado para os dois ritmos, o perfeito era ternário e o imperfeito era binário e os andamentos eram divididos em rápido, moderado e lento.


Todas estas inovações acabaram afetando a forma de se fazer música dentro das igrejas ao ponto de o papa João XXII , em 1322, lançar uma bula proibindo os excessos que estavam descaracterizando o culto tradicional, mas isto não impediu que estas novas ideias fossem sendo vagarosamente aplicadas dentro do andamento musical das missas.

Papa João XXII

O apogeu da Ars Nova chegou a um grau de detalhamento e complexidade que acabou recebendo uma denominação própria entre os musicólogos modernos, a Ars Subtilior, que tinha sistemas de composição e notação bastante complexos e até mesmo formas de pautas estranhas para a nossa época, como o círculo, a espiral e até mesmo o coração.

Partitura em forma de coração - Belle, bonne, sage, de Baude Cordier

Alguns compositores que se destacaram nesta época foram Francesco Landini, Gillaume de Marchaut, Jehannot de Lescurel, Johannes Ciconia, Pierre des Molins e Phillipe de Vitry que escreveu um tratado sobre a Ars Nova.

Página do tratado e imagem de Phillipe de Vitry

Estas características fazem deste período (Ars Antiqua e Ars Nova) a fase de transição da música medieval para a música renascentista. Com o advento do período renascentista a Ars Nova acabou ficando no esquecimento, mas no séc. XVIII o movimento romântico tentou resgatar estas composições e se deparou com um grande problema, toda esta efervescência de ideias gerou uma falta de unidade nos manuscritos da época e muito do que se tem da Ars Nova é de difícil interpretação até os dias de hoje.

Leia sobre a Ars Antiqua >AQUI< e sobre a Ars Subtilior >AQUI<.

No vídeo um moteto a três vozes de Phillipe de Vitry chamado In arboris, aproximadamente do ano 1320.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - ÁRSIS


Do grego (arsis = elevação) se referindo na teoria musical ao tempo fraco de um compasso.

Esse é um termo da música primitiva relacionado ao movimento do regente que antes da batuta usava um bastão longo na vertical, batendo a ponta inferior no chão para marcar o tempo forte, essa batida para baixo era chamada thesis e o movimento oposto, em elevação, era chamado arsis. Posteriormente o bastão se tornou um elemento mais visual, sem ser batido, depois foi diminuindo de tamanho até se transformar em uma pequena varinha, e hoje alguns regentes nem mesmo usam batutas.

Mais raramente se usa o termo para designar a elevação do tom. Também pode ser chamado de ARSE.

No vídeo um trecho do filme Todas as manhãs do mundo, onde Gérard Depardieu interpreta um regente usando um bastão.



DICIONÁRIO MUSICAL - ARSE


O mesmo que ÁRSIS.

Veja o verbete ÁRSIS >AQUI<

DICIONÁRIO MUSICAL - ARS ANTIQUA


Ou Ars Vetus (Arte Antiga).

Foi um período da música polifônica ocidental que vai do século IX até o XIII. Caracterizado pelos modi (células rítmicas) e ritmos ternários. As formas praticadas são o organum simples ou complexo, o motete profano, o conduit polifônico (de inspiração religiosa) e o rondó profano.

Mais comum entre os compositores da chamada Escola de Notre-Dame na cidade de Paris sendo os mais conhecidos Léonin e Pérotin dos quais não se sabe quase nada além de sua obra musical. Foi nesse período que se iniciou a polifonia no centro sul da Europa com o uso de duas ou mais vozes com melodias diferentes, contrastando com a monofonia onde se cantava apenas uma linha melódia em uníssono ou em oitavas, típica dos trovadores medievais. As composições eram prioritariamente religiosas embora houvesse também música profana. Esta escola teve grande influência na música européia posterior.

Uma partitura da obra Alleluia Nativitas do compositor Pérotin

Os modi (células rítmicas) propunham a aplicação dos pés métricos literários na música, alternando sons longos e breves divididos por acentos, chamados têmporas e tempos. Isto auxiliava as vozes que cantavam juntas pois o ritmo era mais preciso.

A Ars Antiqua foi sucedida pela Ars Nova que já passou a dar importância à música profana, retomando a monofonia e a improvisação. Até então não existia um nome para este período, foi quando o bispo e compositor Phillipe de Vitry fez o seu Tratado da Ars Nova criando e nomeando a arte anterior como sendo a Ars Antiqua (1324).

Leia sobre a Ars Nova >AQUI<

No vídeo o Viderunt Omnes de Pérotin cantado pelo grupo Ping Voices (2014).