quarta-feira, 1 de maio de 2019

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE LITTLE RICHARD



Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música?


LITTLE RICHARD


“A ganância tomou todo o universo, e ninguém está preocupado com a própria alma”

“As pessoas chamavam o rock n' roll de ‘música africana’. Eles chamavam de ‘música vodu’. Eles disseram que isso deixaria as crianças loucas. Eles disseram que era apenas uma fagulha - a mesma coisa que eles costumavam dizer sobre o hip-hop”

“As pessoas comuns, quando veem um homem negro, dizem – ‘Cara, ele tem sentimento porque é negro’. Mas eu não concordo com isso. Eu acho que Deus seria um Deus egoísta se Ele desse todo o sentimento a uma raça. Ele deixa a chuva cair sobre as flores vermelhas, as flores verdes, as flores azuis; o bem, o mal, sem raças, então Ele deixa Suas bênçãos caírem em todas as raças. Então eu acho que existem tipos de sentimentos, como existem diferentes tipos de carros. Mas eles são todos carros. Você sabe, eu acho que, quando um cara branco canta, se ele tem sentimento, isso não significa que ele teve que copiar nenhum negro para obtê-lo. Eu acredito que se ele sente, quando alguém canta do coração e atinge outro coração, isso é sentimento”

“Bob Dylan é meu irmão, eu o amo, assim como Bobby Darin é meu bebê. Eu sinto que Bob Dylan é meu irmão de sangue. Eu acredito que se eu não tivesse um lugar para ficar, Bob Dylan me compraria uma casa. Ele sentou-se na minha cama e ficou lá por horas”

“Deus nos deu o talento, mas foi o homem quem criou o rock n' roll

“E eu gostaria de dar meu amor a todos, e deixá-los saber que a grama pode parecer mais verde do outro lado, mas acredite em mim, ela é tão difícil de aparar”

“Elvis pode ser o rei do rock n’ roll, mas eu sou a rainha”

“Eu acho que as pessoas que não acreditam em Deus são loucas. Como você pode dizer que Deus não existe quando você ouve os pássaros cantando essas lindas canções que você não fez?”

“Eu acho que meu legado deveria ser que quando eu comecei no show business, não existia nada como rock n' roll. Quando eu comecei com ‘Tutti Frutti’, foi quando o rock realmente começou a agitar”

“Eu agradeço a Deus por me fazer um homem”

“Eu chamo a minha música de ‘a música de cura’... Ela faz com que os cegos sintam que eles podem ver, os mancos sentem que podem andar, os surdos e mudos que podem ouvir e falar”

“Eu era realmente meio tímido quando criança. Mas eu fazia coisas pra chamar a atenção”

“Eu fiz o que senti e senti o que fiz a todo custo”

“Eu gosto de ser escolhido como um dos 100 melhores artistas, mas quem é o número um e quem é o número dois não importa mais para mim, porque não vai ser quem eu acho que deveria ser. Os Rolling Stones começaram comigo, mas eles sempre estarão na minha frente. Os Beatles começaram comigo - no Star Club em Hamburgo, na Alemanha, antes mesmo de fazerem um álbum -, mas eles sempre estarão na minha frente. James Brown, Jimi Hendrix - essas pessoas começaram comigo, eu os alimentei, conversei com eles e eles sempre estarão na minha frente”

“Eu não acho que uma mulher deva agir como homem para mostrar que é forte”

“Eu não acho que você tenha que ser afeminado para ser sensível”

“Eu não dou crédito ao Diabo por não criar nada”

“Eu nunca aceitei a ideia de ter que ser guiado por algum padrão ou modelo”

“Eu nunca recebi dinheiro da maioria dessas gravações, e eu fiz esses discos. No estúdio, eles me davam um monte de palavras, e eu inventava uma música, o ritmo e tudo mais. ‘Good Golly Miss Molly’! E eu não consegui um centavo por isso”

“Eu só quero que o mundo saiba que Deus está presente, que ele está vivo para sempre”

“Eu só usava maquiagem quando ia ao palco”

“Eu sou um cantor de rock n' roll; esse é o meu sustento, minha ocupação”

“Eu tento ser um guia para as pessoas, para tornar suas trevas brilhantes e iluminar o caminho, e nunca para condenar ou controlar ou criticar”

“Eu usava roupas extravagantes e cabelos compridos, e a maioria dos cantores na época não usava”

“Eu vim de uma família onde o meu povo não gostava de rhyhm and blues. Bing Crosby, Pennies from Heaven, Ella Fitzgerald, era tudo que eu ouvia”

“Jesus ama os gays. Ele morreu por eles também”

“Minha mãe morreu e eu não aguentava mais olhar para o quarto dela. Eu ficava doente. Eu sempre fui um garotinho da mamãe”

“Muitas músicas eu cantei pra plateia pra ver sua reação. É assim que eu sabia que elas virariam sucesso”

“Muitas pessoas me chamam de arquiteto do rock n’ roll. Eu não me chamo assim, mas acredito que é verdade”

“O blues teve um filho e deu a ele o nome de rock n’ roll. Sou um dos pais da criança e não posso me afastar dela. Sempre vai existir lugar para o autêntico rock n’ roll

“O Homem é tão ganancioso nos dias de hoje que venderia qualquer coisa por dinheiro”

“O ritmo dele é o único que eu posso cantar em minhas músicas” (sobre Chuck Berry)

“Olho para trás em minha vida, saindo de Macon, Geórgia. Nunca pensei que seria um superstar, uma lenda viva”

“Os gays são as pessoas mais doces, gentis, artísticas, mais calorosas e mais inteligentes do mundo. E desde o início dos tempos, tudo o que eles já foram é desprezado”

“Os negros viviam perto dos trilhos da ferrovia e o trem sacudia suas casas à noite. Eu ouvia isso quando era menino e pensava: vou fazer uma música que soe assim”

“Quando eu subia no palco para fazer um show, eu colocava maquiagem porque eu sentia que isso melhorava o meu ato, chamava a atenção para o que eu estava fazendo”

“Todos os blueseiros usam ‘little’ no nome” (sobre o motivo de se chamar Little Richard)




terça-feira, 30 de abril de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - ARS NOVA



Ou Ars Modernorum (Arte Nova, Arte Moderna).

É o nome dado ao segundo período da escola polifônica ocidental, principalmente francesa, no século XIV. Ainda muito influenciada pela Ars Antiqua baseada na Escola de Notre-Dame de Paris.

Foi de grande influência em toda a música ocidental pois a partir dela todo um novo estudo e pensamento musical se originou. Se caracterizou pela busca de novas formas (o moteto, o virelai, o rondó, a balada), pelo emprego de textos de maior qualidade poética, por um ritmo mais flexível e uma escrita mais livre, também colocou a música profana em pé de igualdade com a música sacra em termos de composição. Foi nesta época que o sistema de notação e escrita musical começou a ser estudado e modificado para ser algo mais racional, lógico e próximo da matemática, pois até então não havia uma forma única de representar a maneira como as músicas deveriam ser principalmente cantadas. Na forma rígida do canto gregoriano os símbolos em geral representavam apenas indicações de subida e descida imprecisas na linha melódica (os neumas) que deveria ser previamente conhecida. Desenvolveu-se então aí a pauta musical e os signos de notação, que embora criados por Guido d'Arezzo no séc. XI, ainda era usada de maneira tímida e de forma primitiva, porém ainda haveria um longo caminho até um consenso e uma unificação em torno de uma escrita como a conhecemos hoje.

Sistema de canto usando os neumas

Outra inovação deste período foi o contraponto. Até então as melodias eram cantadas em uníssono (mesmo tom) ou em oitavas de acordo com os tipos de vozes. Já havia algum tempo que uma segunda linha melódica (vox organalis) estava sendo colocada no canto gregoriano, mas na Ars Nova este sistema de notas diferentes sendo colocadas em "oposição" foi estudado e entendido, sendo chamado de ponto contra ponto (nota contra nota) onde duas ou mais linhas melódicas corriam juntas mas em harmonia. O nome foi sendo abreviado até ser reduzido a contraponto.

Um madrigal anônimo com o novo sistema de notação

A quebra da hegemonia da música sacra acarretou também a abertura para os ritmos binários, que eram considerados profanos, pois só os ritmos ternários estavam associados a trindade cristã, isto abriu caminho para novas formas musicais e ritmos inovadores para a época. Criou-se um sistema de contagem separado para os dois ritmos, o perfeito era ternário e o imperfeito era binário e os andamentos eram divididos em rápido, moderado e lento.


Todas estas inovações acabaram afetando a forma de se fazer música dentro das igrejas ao ponto de o papa João XXII , em 1322, lançar uma bula proibindo os excessos que estavam descaracterizando o culto tradicional, mas isto não impediu que estas novas ideias fossem sendo vagarosamente aplicadas dentro do andamento musical das missas.

Papa João XXII

O apogeu da Ars Nova chegou a um grau de detalhamento e complexidade que acabou recebendo uma denominação própria entre os musicólogos modernos, a Ars Subtilior, que tinha sistemas de composição e notação bastante complexos e até mesmo formas de pautas estranhas para a nossa época, como o círculo, a espiral e até mesmo o coração.

Partitura em forma de coração - Belle, bonne, sage, de Baude Cordier

Alguns compositores que se destacaram nesta época foram Francesco Landini, Gillaume de Marchaut, Jehannot de Lescurel, Johannes Ciconia, Pierre des Molins e Phillipe de Vitry que escreveu um tratado sobre a Ars Nova.

Página do tratado e imagem de Phillipe de Vitry

Estas características fazem deste período (Ars Antiqua e Ars Nova) a fase de transição da música medieval para a música renascentista. Com o advento do período renascentista a Ars Nova acabou ficando no esquecimento, mas no séc. XVIII o movimento romântico tentou resgatar estas composições e se deparou com um grande problema, toda esta efervescência de ideias gerou uma falta de unidade nos manuscritos da época e muito do que se tem da Ars Nova é de difícil interpretação até os dias de hoje.

Leia sobre a Ars Antiqua >AQUI< e sobre a Ars Subtilior >AQUI<.

No vídeo um moteto a três vozes de Phillipe de Vitry chamado In arboris, aproximadamente do ano 1320.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

DICIONÁRIO MUSICAL - ÁRSIS


Do grego (arsis = elevação) se referindo na teoria musical ao tempo fraco de um compasso.

Esse é um termo da música primitiva relacionado ao movimento do regente que antes da batuta usava um bastão longo na vertical, batendo a ponta inferior no chão para marcar o tempo forte, essa batida para baixo era chamada thesis e o movimento oposto, em elevação, era chamado arsis. Posteriormente o bastão se tornou um elemento mais visual, sem ser batido, depois foi diminuindo de tamanho até se transformar em uma pequena varinha, e hoje alguns regentes nem mesmo usam batutas.

Mais raramente se usa o termo para designar a elevação do tom. Também pode ser chamado de ARSE.

No vídeo um trecho do filme Todas as manhãs do mundo, onde Gérard Depardieu interpreta um regente usando um bastão.



DICIONÁRIO MUSICAL - ARSE


O mesmo que ÁRSIS.

Veja o verbete ÁRSIS >AQUI<

DICIONÁRIO MUSICAL - ARS ANTIQUA


Ou Ars Vetus (Arte Antiga).

Foi um período da música polifônica ocidental que vai do século IX até o XIII. Caracterizado pelos modi (células rítmicas) e ritmos ternários. As formas praticadas são o organum simples ou complexo, o motete profano, o conduit polifônico (de inspiração religiosa) e o rondó profano.

Mais comum entre os compositores da chamada Escola de Notre-Dame na cidade de Paris sendo os mais conhecidos Léonin e Pérotin dos quais não se sabe quase nada além de sua obra musical. Foi nesse período que se iniciou a polifonia no centro sul da Europa com o uso de duas ou mais vozes com melodias diferentes, contrastando com a monofonia onde se cantava apenas uma linha melódia em uníssono ou em oitavas, típica dos trovadores medievais. As composições eram prioritariamente religiosas embora houvesse também música profana. Esta escola teve grande influência na música européia posterior.

Uma partitura da obra Alleluia Nativitas do compositor Pérotin

Os modi (células rítmicas) propunham a aplicação dos pés métricos literários na música, alternando sons longos e breves divididos por acentos, chamados têmporas e tempos. Isto auxiliava as vozes que cantavam juntas pois o ritmo era mais preciso.

A Ars Antiqua foi sucedida pela Ars Nova que já passou a dar importância à música profana, retomando a monofonia e a improvisação. Até então não existia um nome para este período, foi quando o bispo e compositor Phillipe de Vitry fez o seu Tratado da Ars Nova criando e nomeando a arte anterior como sendo a Ars Antiqua (1324).

Leia sobre a Ars Nova >AQUI<

No vídeo o Viderunt Omnes de Pérotin cantado pelo grupo Ping Voices (2014).



domingo, 10 de março de 2019

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE KID VINIL


Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música?

KID VINIL


“’Eu Sou Boy’ faz parte da minha vida, é uma música que tenho orgulho de um dia tê-la gravado. Nós a fizemos inspirados na new wave, o arranjo é em cima de 'Shake It Up' do sensacional The Cars, do genial Rick Ocasek”

“Durante os anos 90 existia um preconceito muito grande em relação a minha pessoa por causa do sucesso dela. Hoje, o preconceito é menor, mas ainda têm alguns ignorantes por aí, que não tem noção da origem disso”

“Eu não esperava uma biografia, mas o Duca Belintani que é amigo meu há anos e foi meu guitarrista na década de 90 veio com a ideia de me homenagear com uma biografia e eu acabei aceitando. Não esperava um retorno tão bom de imprensa, TV, rádio e público, os lançamentos foram um sucesso e o livro está vendendo bem. Fiquei surpreso e feliz”

“Foi uma época interessante para o rock brasileiro, já que nada acontecia no início dos anos 80. Lá fora, o punk e a new wave reinavam. Foi quando uma nova geração despertou pra isso em nosso país. Pra nossa sorte as rádios abraçaram o novo som”

“Kid Vinil foi um apelido criado em 1979 para um programa de rádio na Excelsior sobre punk e new wave. O nome foi bolado por mim e pelo produtor Pena Schmidt. A origem foi Kosmo Vinyl (manager do Clash) e Kid Jensen (locutor da BBC), Kid de um e Vinil do outro”

“Minha convivência com os punks era difícil, por ser considerado um burguês bem sucedido e fora dos ideais punks. Mesmo assim não deixei de gostar de punk, apenas me afastei pra não criar problemas”

“Muitos me pedem dicas e opiniões sobre bandas novas ou antigas. É muito bom essa aproximação com fãs que acabam se tornando, muitas vezes, grandes amigos”

“Na década de 80, com o Verminose batíamos de porta em porta com uma fita cassete, a cena independente mal existia. Tínhamos que batalhar muito mais pra arranjarmos onde tocar e, além disso, o equipamento que era muito caro. Hoje é fácil ter um amplificador, gravar em um estúdio caseiro, tudo muito mais simples. Pena que com todos esses recursos muita gente não sabe como aproveitar”

“Na década de 80, viajava pra fora e voltava com malas cheias de discos. Continuei fazendo isso até o final dos anos noventa. Depois, com essa facilidade de se comprar tudo online nem é preciso mais viajar”

“Não está cabendo mais em casa e não tem como eu me desfazer porque tem muita coisa com valor não só comercial, mas afetivo” (sobre sua coleção de discos de vinil)

“Naquela época todo mundo queria ter uma música em trilha de novela porque explodia”

“Nenhum de nós esperava que fossemos fazer tanto sucesso, tudo aconteceu de repente. Num instante estávamos no Chacrinha e em todos programas de auditório da TV brasileira. Corríamos o país inteiro fazendo shows, nossas músicas eram executadas à exaustão nas rádios. Eu fiquei assustado com tudo aquilo, tanto que num dado momento tive uma crise de estresse e resolvi dar um basta” (sobre a banda Magazine)

“O livro foi bem legal pra mim, divulgou ainda mais meu nome e me abriu muitos espaços. Realmente, viver de rock hoje em dia não é fácil, mas não é impossível. Não acho que o rock morreu, apenas existem outros meios de se fazer e divulgá-lo” (sobre o livro Almanaque do rock)

“Se o Paul McCartney e o Mick Jagger podem, eu também posso. O Tom Zé tem mais de 79 anos e está aí na ativa, ele é um garoto no palco! Não vou forçar a barra de ficar viajando excessivamente, mas eu curto viajar pelo Brasil, fazer shows no interior. Nunca é tarde para se estar na ativa”

“Só acabou porque cada um foi para um lado na época. Deu tão certo que fizemos muito sucesso” (sobre a banda Magazine)

“Sou muito saudosista. Gosto dos clássicos, mas também da Jovem Guarda, Roberto, Mutantes, Rita Lee, Caetano... E também de coisas da minha geração, como Titãs, Paralamas, Ultraje...”




terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

HINOS DO FUTEBOL - PALMEIRAS




O ano era 1949 e o irmão do compositor Antonio Sergi ficava nervoso e doente quando o seu time começava a perder uma partida, então ele compôs uma marchinha para cantar e deixá-lo mais calmo...

Assim começa a história do hino do Palmeiras. Quando surge o Alviverde imponente...

Antônio Sergi

Antonio Sergi nasceu na Itália em 1913, mas se naturalizou brasileiro e já no Brasil se formou em medicina em 1942, sendo clínico geral e cardiologista, também era músico e professor no Consultório Dramático e Musical em São Paulo, onde regia sua própria orquestra, chamada Colúmbia, tocando em bailes e também na Rádio Gazeta, onde era diretor artístico.

Era conhecido como Totó e torcia para o time de futebol então chamado Palestra Itália fundado por alguns de seus conterrâneos italianos no começo do século em São Paulo. Porém com o advento da Segunda Guerra Mundial e com o posicionamento do Brasil contra a Itália na guerra, os símbolos e referências a este país foram proibidos em todo o território nacional, forçando a mudança do nome e diversos símbolos do time em 1942. O novo nome adotado foi o do local onde o clube tinha sua sede, o Sítio das Palmeiras.


Até então o Palestra Itália já tinha um hino oficial composto em 1918, mas que também deveria ser mudado para que o recomeço fosse total.

Hino do Palestra Itália (1918)

Cantando em coro a victoria
que vem de nosso valor,
Palestrinos - para a Glória,
Para a Glória e para o amor.

Sob o esplendor que irradia
De nossa bandeira ideal,
vamos cheios de alegria
Para a lucta franca e leal

Que da nossa mocidade
Fulga em doce aspiração
Da victoria a claridade,
Da Glória o nosso brazão...

Do nosso peito a aurea offerta,
Do valor de todos nós
Há de florir forte e certa
De um canto a rutila voz...

Que a bandeira scintillando
Com um brilho matinal
Fique bem alto pairando
A nossa Glória immortal!

Até 1949 o clube não havia escolhido um novo hino, e foi aí então que Sergi compôs uma marchinha, que inicialmente teve uma finalidade mais singela do que ser um hino, ele cantava para seu irmão mais novo enquanto escutavam as partidas no rádio.

“Se tinha um jogo ele ouvia. Se estivesse vencendo estava tudo bem. Se estivesse perdendo ficava com febre e mau humorado. Então eu precisava animar esse irmão. E eu fiz um hino e com o hino ele vai ganhar sempre. Essa é a verdade”
Antônio Sergi

Embora fosse regente e compositor, Totó não costumava escrever os versos para as músicas e quando fazia, colocava um pseudônimo, provavelmente por não considerar seus textos muito bons, deste modo o hino foi creditado como sendo de Gennaro Rodrigez, mas posteriormente o nome de Antônio Sergi foi acrescentado como autor. Até hoje muitos acreditam que o hino tem dois compositores, mas na verdade ambos são a mesma pessoa.

Sergi divulgou o hino na rádio e fez sucesso, então resolveu ceder a música para o Verdão e ela foi logo aceita pela torcida.

“Trabalhava na rádio Cruzeiro do Sul. Era jornalista. Mas foi escolhido que eu faria o programa esportivo, e tinha todo mês um programa esportivo elogiando um time. Uma dessas sextas-feiras foi o Palmeiras. Mas o Palmeiras surgiu um sucesso tremendo”
Antônio Sergi

O compositor faleceu no dia 3 de julho de 2003 aos noventa anos de idade.

Antônio Sergi

O hino tem quatro estrofes, a primeira fala da resolução e coragem do time, a segunda fala da lealdade e eficiência, a terceira fala da defesa, do ataque e da torcida, sendo cantada duas vezes seguidas, e a quarta fala da grandeza de ser brasileiro.


Hino do Palmeiras, por Antônio Sergi (1949)

Quando surge o Alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que de fato é campeão

//Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra//

Por nosso Alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra

Sobre o time:

Nome oficial
Sociedade Esportiva Palmeiras

Data de fundação
26 de agosto de 1914

Localização
São Paulo, SP, Brasil

Cores
Branco e verde
Anteriormente o vermelho e o amarelo também foram usados


Escudo
Um círculo de fundo verde com duas linhas externas, uma branca e outra verde, tendo na parte inferior o nome PALMEIRAS e na parte superior um círculo menor branco tendo internamente em linhas verdes um escudo portando a letra P, nas laterais deste último círculo, quatro estrelas brancas de cada lado


Outros mais antigos


Mascote
O periquito e o porco


Bandeira
Fundo verde com uma faixa branca se elevando da base esquerda para o topo direito, tendo ao centro o brasão


Apelidos
Alviverde, campeoníssimo, palestra, palestrino, porco, verdão

Estádio
Arena Allianz Parque
Anteriormente o Palestra Itália
Anteriormente o Parque Antártica
(todos no mesmo local desde 1920)

Allianz Parque
Palestra Itália
Parque Antártica (1921)

Conquistas
Locais, estaduais, regionais, nacionais e continentais

Site oficial