quarta-feira, 19 de agosto de 2015

OS BEATLES, A LUCY E O LSD


Como assim Beatles, Lucy e LSD?

Se você não está entendendo eu explico.

Os Beatles são uma das mais importantes bandas da história do rock, a Lucy era uma menina inglesa que foi colega de jardim de infância do filho de John Lennon, integrante dos Beatles e LSD é uma droga alucinógena.

E o que isso tudo tem a ver?

Tem a ver com outra das tantas lendas do rock ‘n roll.

Em 1967 os Beatles lançaram o álbum que é considerado por muitos como sua maior obra prima, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Um álbum cheio de lendas, a começar pela história de que sua arte de capa representa o funeral de Paul McCartney, o baixista da banda (leia sobre isto clicando >AQUI<). Mas a lenda em foco agora é sobre a música Lucy in the sky with diamonds.

Capa do disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

No final da década de 1960 uma droga estava em evidência, era chamada de ácido lisérgico, ou mais popularmente, LSD. Não era nem um grande segredo que os Beatles eram consumidores da droga e que os efeitos psicodélicos dela acabavam influenciando as letras e a sonoridade das músicas, mas o que chamou a atenção dos fãs após escutarem a letra viajante foi a frase título – Lucy in the Sky with Diamonds – cujas iniciais formavam o acrônimo L + S + D, uma mensagem escondida fazendo propaganda da droga, e prestando atenção na letra se percebe que a narrativa é meio sem sentido, como se realmente a intenção fosse uma apologia através do conteúdo onírico e das iniciais.

Picture yourself in a boat on a river
Imagine-se em um barco em um rio
With tangerine trees and marmalade skies
Com árvores de tangerina e céus de marmelada
Somebody calls you, you answer quite slowly
Alguém te chama, você responde calmamente
A girl with kaleidoscope eyes
Uma garota com olhos de caleidoscópio

Cellophane flowers of yellow and green
Flores de celofane amarelas e verdes
Towering over your head
Elevando-se sobre sua cabeça
Look for the girl with the sun in her eyes
Procure a garota com o sol nos olhos
And she’s gone
E ela se foi

Lucy in the sky with diamonds…
Lucy no céu com diamantes…

Follow her down to a bridge by a fountain
Siga-a até uma ponte sobre uma fonte
Where rocking horse people eat marshmallow pies
Onde pessoas sobre balanços de cavalinhos comem tortas de marshmallow
Everyone smiles as you drift past the flowers
Todos sorriem enquanto você passa deslizando pelas flores
That grow so incredibly high
Que crescem inacreditavelmente altas

Newspaper taxis appear on the shore
Táxis de jornal aparecem na margem
Waiting to take you away
Esperando para te levar
Climb in the back with your head in the clouds
Embarque atrás com a cabeça nas nuvens
And you’re gone
E você se foi

Lucy in the sky with diamonds…
Lucy no céu com diamantes…

Picture yourself on a train in a station
Imagine-se em um trem em uma estação
With plasticine porters with looking glass ties
Com porteiros de massinha com gravatas de espelho
Suddenly, someone is there at the turnstile
De repente, alguém está lá na catraca
The girl with kaleidoscope eyes
A garota com olhos de caleidoscópio

Lucy in the sky with diamonds…
Lucy no céu com diamantes…

A letra que parece uma viagem psicodélica, foi composta por John Lennon com co-autoria de Paul McCartney e gravada entre 28 de fevereiro e 2 de março de 1967, uma das gravações mais rápidas do álbum, lançado em junho, mas com a polêmica surgindo, a emissora inglesa BBC proibiu a execução da música e logo foram perguntar para os compositores sobre a suposta apologia ao LSD. A explicação de Lennon foi:

“Eu não tinha ideia de que formava LSD. Esta é a verdade. Meu filho chegou em casa com um desenho e me mostrou essa mulher de aparência estranha, voando. Eu disse – ‘O que é isso?’ E ele disse – ‘É Lucy no céu com diamantes’. E eu pensei – ‘Isso é lindo’. E eu imediatamente escrevi uma canção sobre isso”.

O desenho "Lucy in the sky with diamonds" feito por Julian Lennon

No vídeo uma entrevista de John para Dick Cavett falando sobre o assunto (sem legendas):


O filho de Lennon é Julian que vinha do jardim de infância onde tinha feito um desenho representando a coleguinha Lucy O’Donnell, de 4 anos.

John e Julian Lennon em 1967

Em 1980, no que é chamada de A última entrevista do casal John Lennon e Yoko Ono, dada ao repórter David Sheff para a revista Playboy, John fala sobre os versos da música:

“As imagens eram de Alice no país das maravilhas. Era Alice no barco. Ela está comprando um ovo e ele se transforma em Humpty Dumpty. A mulher atendendo na loja se transforma em uma ovelha, e no minuto seguinte elas estão remando em uma canoa em algum lugar e eu estava visualizando aquilo. Havia também a imagem de uma mulher que um dia viria me salvar, uma ‘garota com olhos de caleidoscópio’ que viria do céu. Ela acabou por ser Yoko, embora eu não tivesse conhecido Yoko ainda. Então, talvez ela pudesse ser Yoko no céu com diamantes”.


Os dois livros do escritor Lewis Carroll que John leu e releu quando criança – Alice no país das maravilhas e Através do espelho – teriam então sido a inspiração para os versos da música. Na boa, Lewis Carroll também devia usar umas boletas pra escrever. John também se inspirou em assuntos de um programa humorístico da rádio BBC, o The Goon Show que tinha textos bem excêntricos. Lennon também deu sua opinião particular sobre a música na mesma entrevista:

“Eu ouvi Lucy in the sky with diamonds noite passada. Ela é péssima, sabe? A faixa é simplesmente terrível. Quero dizer, é uma grande faixa, uma grande canção, mas não é uma grande faixa por que não foi feita direito, sabe o que eu quero dizer? Eu sinto que eu poderia refazer cada porra de parte dela melhor. Mas essa é a viagem artística, não é? É por isso que você continua, sempre tentando fazer da próxima a melhor”.

Em 1970 ele já tinha sido bem enfático na explicação para a revista Rolling Stone:

“...eu juro por Deus, ou juro por Mao, ou por quem vocês quiserem. Eu não fazia ideia de que soletrava LSD...”

Algumas vezes John chegou a ser sarcástico quando desdenhavam a explicação:

“...não satisfaz os sábios da nossa geração. Ahh, não, piscadela, piscadela, cutucada, cutucada, eles sabiam o que ele queria dizer o tempo todo, risinho, risinho...”

Em 1994 foi feito um grande documentário sobre a história dos Beatles (The Beatles Athology) onde esse assunto não ficou de fora e Paul McCartney declarou:

“Eu apareci na casa do John e ele tinha um desenho que Julian tinha feito na escola com o título ‘Lucy no céu com diamantes’ acima dele. Então nós fomos até a sua sala de música e escrevemos a canção, trocando sugestões psicodélicas cada um. Eu me lembro de chegar com ‘flores de celofane’ e ‘táxis de folhas de jornal’ e John respondeu com coisas como ‘olhos de caleidoscópio’ e ‘gravatas de espelho’. Nunca nos demos conta das iniciais LSD até que foram apontadas mais tarde. – Por algum motivo as pessoas não acreditam em nós”.

Manuscrito de John Lennon com as primeiras idéias sobre Lucy in the sky with diamonds

Paul continuou:

“E a Lucy do título? Seu nome era Lucy O’Donnell, e ela frequentava a Heath House, uma escola maternal privada de Weybridge, com Julian Lennon. Ela não percebeu que tinha sido imortalizada em uma canção dos Beatles até que estivesse com 13 anos, em 1976”.

Lucy O'Donnell a colega de Julian Lennon

John não evitava falar sobre suas experiências com drogas, no álbum Revolver ele mesmo declarou que duas músicas tinham relação com o tema. She said, She said era sobre uma “viagem de ácido” e Dr. Robert era sobre o médico que prescrevia as anfetaminas para os Beatles. O estilo do texto também aparece em outras músicas que não fazem referência aparente ás drogas. Então fica difícil não acreditar em sua versão, que ele sustentou até mesmo com os mais íntimos, inclusive um amigo de infância de John, chamado Pete Shotton, diz ter estado na casa dos Lennon e testemunhado o momento em que Julian chegou com o desenho.

O próprio Julian falou sobre a música:

“Não sei por que dei aquele nome, nem por que se destacou entre todos os meus outros desenhos, mas eu obviamente gostava muito de Lucy. Eu mostrava tudo o que fazia ou pintava na escola ao meu pai, e esse desenho levou á ideia de uma música sobre Lucy no céu com diamantes”.

Julian Lennon

Lucy, em entrevista ao jornal The Guardian, em 2009 disse:

“Esse tipo de música não tem muito a ver comigo”.

Em outra entrevista Lucy declarou:

“Eu me lembro de Julian na escola. Eu me lembro bem dele. Posso ver seu rosto claramente... Nós costumávamos sentar lado a lado naquelas carteiras bem antigas. A casa era enorme, e havia cortinas pesadas para dividir as salas. Pelo que me disseram, Julian e eu éramos duas pestes”.

“Eu me lembro de Julian e eu fazendo fotos, jogando tinta um no outro, para horror da atendente da sala de aula... Julian pintou um desenho e naquele dia especial, seu pai apareceu com o motorista para pega-lo na escola”.

Lucy, já com sobrenome de casada Vodden, trabalhou em uma escola para crianças com necessidades especiais e “foi para o céu com diamantes” em 2009, com apenas 46 anos, não resistiu ao lúpus, uma doença auto-imune. Nos seus últimos anos de vida voltou a ter contato com Julian que lhe deu apoio para combater a doença.

Lucy Vodden (O'Donnell)

Uma curiosidade sobre a música é que um dos mais relevantes achados arqueológicos relacionados ao passado da espécie humana, aconteceu na época em que Lucy in the sky with diamonds ainda tocava nas rádios. Em 1974 foi encontrado um fóssil de Australopithecus com 3,2 milhões de anos, o mais antigo até então, que recebeu o nome de Lucy por causa da música que o arqueólogo Donald Johanson e seu aluno Tom Gray estavam ouvindo no momento da descoberta no meio do deserto de Afar, na Etiópia.

Outra curiosidade é que um psicólogo escreveu um livro (Lucy in the mind of Lennon ) analisando John no momento em que escrevia Lucy in the sky with Diamonds. Tim Kasser, utilizando análise linguística, concluiu que Lennon expressou sentimentos verdadeiros, provavelmente sob efeito de LSD e que a garota com olhos de caleidoscópio era, naquele momento, a figura de sua mãe e que foi substituída posteriormente por Yoko Ono.


Em 1974 Elton John gravou uma versão da música com participação de John Lennon, essa foi a única versão de uma música dos Beatles que chegou em primeiro lugar nas paradas. Elton John é padrinho de Sean Lennon, filho de John e Yoko.


Agora, ponha-se na situação de quem compra um álbum dos Beatles em 1967, no auge da psicodelia regada a LSD, com uma arte cheia de referências psicodélicas e de repente percebe as iniciais formando o nome da droga – Ah, entendi, L S D!!!. No que você vai acreditar, hein? Numa grande coincidência? Eu pessoalmente acredito em grandes coincidências, mas que a coincidência é grande demais, lá isso ela é!


segunda-feira, 20 de abril de 2015

DICIONÁRIO MUSICAL - ADAPTAÇÃO

Quando uma obra musical precisa se enquadrar em uma nova necessidade, devido a versão original apresentar carências, excessos ou um caráter diferente do que é pretendido ou suportado para sua nova execução, se faz uma adaptação.

Uma carência pode ser, por exemplo, de vozes, quando se adapta uma música que originalmente era cantada por um cantor e se faz uma adaptação para coro. No vídeo o Coral Unicamp Ziper na Boca canta Yesterday dos Beatles;


Um exemplo de excesso é quando um instrumentista faz uma redução da quantidade de instrumentos para executar um obra em apenas um instrumento. No vídeo a Ária na Corda Sol de J. S. Bach, adaptada para violão pelo violonista Paulinho Nogueira;


Quanto à adaptação para um novo caráter, um exemplo pode ser uma obra executada originalmente para estúdio ou shows e que será executada em um teatro ou em um musical para o cinema. No vídeo a música Dancing Queen do ABBA no musical Mamma Mia para o cinema;



Quando uma música é executada com condições parecidas a original, mesmo que se dê uma nova roupagem devido às características particulares dos novos executantes é comum que isso seja chamado de releitura ou cover, que é algo diferente. 

sábado, 18 de abril de 2015

DICIONÁRIO MUSICAL - ADÁGIO

Do italiano adágio (com comodidade). É um andamento lento, vagaroso, pausado, entre o largo e o andante entre 66 e 76 batidas por minuto.


Trechos musicais compostos nesse andamento costumam receber esse nome. Pode ser acrescido de outras nomenclaturas como:

Adagio assai = muito lento;
Adagio di molto = extremamente lento;
Adagio sostenuto (lento sustentado) = sempre lento.

Em concertos e sinfonias costumam ser o segundo movimento, mas nem sempre.

No vídeo, o primeiro movimento da Sonata ao Luar de L. V. Beethoven em adágio sostenuto executado pela pianista italiana Ottavia Maria Maceratini.



sexta-feira, 17 de abril de 2015

LADY GAGA É HOMEM


Desde sua aparição em 2008 com seu videoclipe Poker Face, Lady Gaga tem atraído a atenção da mídia e público por causa de suas temáticas polêmicas, primeiramente pelo seu visual andrógino e sempre extravagante, pelos assuntos tratados em sua música e também por alguns assuntos relativos a sua vida pessoal. Dentre as diversas lendas sobre ela a principal é sobre seu verdadeiro gênero, pois muitos afirmam categoricamente que Lady Gaga é um homem.

Tudo começou em 2009 quando o site Female First postou um vídeo com um trecho do show em Glastonbury onde Gaga sai de cima de uma scooter e acaba com o vestido alto, mostrando algo a mais do que o esperado para uma mocinha, isso, aliado ao seu estilo andrógino despertou uma legião de conspiracionistas que foram atrás de mais provas de que Gaga era na verdade um travesti e que as roupas exageradas eram para esconder seus traços masculinos.


O estilo de Lady Gaga rendeu outra polêmica no mesmo ano. A cantora Christina Aguilera foi acusada pelos fãs de Gaga de estar copiando o look dela, ao que Aguilera respondeu:

Essa pessoa foi trazida a minha atenção há pouco tempo. Eu não tenho muita certeza quem essa pessoa é, pra ser honesta, eu não sei se é um homem ou uma mulher


Nos meses seguintes muitas fotos com evidências começaram a aparecer e se juntar ao vídeo e aos testemunhos de pessoas que diziam saber que Gaga não era uma mulher, até mesmo um site foi criado especificamente para reunir essas evidências (LadyGagaIsAMan). Já em 2011 em entrevista para a revista Vanity Fair, falando sobre relacionamentos com outros artistas, ela deu essa declaração que para muitos foi como uma verdadeira confissão:

Vira uma competição para ver quem tem o pênis maior. Se eu for para o piano e escrever uma música rapidamente, ele vai ficar nervoso por causa da minha facilidade para compor. Mas é quem eu sou, e não peço desculpas por isso


Quando o assunto começou perder força surgiu paralelamente outro, o de que na verdade ela seria um hermafrodita, um indivíduo que apresenta características dos dois sexos ao mesmo tempo (os médicos preferem chamar essas pessoas de intersex) o que parecia ser mais verdadeiro, pois com o tempo o passado de Lady Gaga começou a ser conhecido e ficou claro que ela cresceu como uma menina, o que é muito comum para os intersex. O mesmo site que havia publicado o primeiro vídeo também publicou uma declaração de Gaga sobre o assunto para a revista HeatWorld:

Sim, eu tenho um órgão sexual masculino e um feminino, mas me considero uma mulher. É só um pouco de pênis que não interfere em nada em minha vida. Eu sou sexy e gostosa


A prova final para os defensores da teoria foi o surgimento de um novo personagem na história. Trata-se de Jo Calderone, um jovem magro, de cabelos curtos e nada feminino. Ele apareceu como o homem da capa da revista Vogue Japão de setembro de 2010 e foi apresentado como o alter ego de Lady Gaga. Alter ego é um termo usado em psicologia e vem do latim, alter = outro e egus = eu, desta maneira acabou ficando claro que a cantora tinha realmente um lado masculino e outro feminino.


Será?

Uma coisa fica bem clara nessa história toda, quando surge uma polêmica ligada à Lady Gaga, imediatamente ela aparece na mídia e sua fama aumenta. O visual andrógino se encaixa perfeitamente na ânsia de auto identificação atual, estamos em meio a uma revolução nos conceitos de relacionamentos afetivos entre gêneros, ser andrógeno é ao mesmo tempo curioso e popular, e o marketing de Gaga é exatamente este.

Não se sabe o que o site Female First pretendia ao criar a polêmica, mas parece que só fez bem para a popularidade de Gaga. O vídeo na verdade foi postado com uma baixa qualidade, de modo que não se pode ter certeza do que é o tal “volume” sob o vestido da cantora, mas as imagens originais têm uma qualidade bem melhor permitindo que quem quiser faça por si só uma avaliação própria.

Quanto ao figurino de Gaga, ninguém consegue me convencer de que seja para esconder qualquer coisa, pelo contrário, se ela tivesse que esconder algo seria a forma perfeita de álibi – “como eu posso ser um homem com essas roupas que estou usando?”. Criar a dúvida pode não ter sido a ideia inicial, mas para mim ela surgiu naturalmente na grande maioria das pessoas e os produtores da cantora viram aí uma ótima oportunidade de negócios. Christina Aguilera acabou botando mais lenha na fogueira.


O site criado com uma coleção de fotos com as “provas” pode ter sido criado até mesmo pelos próprios agentes de Lady Gaga, assim como o vídeo editado em baixa qualidade e também os depoimentos que nunca foram provados serem da cantora. Quanto à entrevista para a revista Vanity Fair, não é preciso ser um especialista em interpretação de texto para ver que a expressão “ver quem tem o pênis maior” significa “brigar por algo sem sentido”.

As fotos não revelam nada, mas com certeza deixam dúvidas, porém nada além disso. Da mesma forma o assunto sobre hermafroditismo surgiu como algo mais plausível para os conspiracionistas, afinal ela tem um passado, uma família, registros antes da fama e nada parecia apoiar uma identidade masculina anterior.


Seu nome verdadeiro é Stefani Joanne Angelina Germanotta, nascida em Nova Iorque em 1986 em uma família de classe média alta e estudou em um colégio católico. O nome artístico surgiu a partir da canção Radio Gaga do Queen, que ela cantava constantemente, foi o parceiro compositor e produtor Rob Fusari quem lhe deu o nome artístico.


Quanto ao alter ego, Jo Calderone, fica difícil não vê-lo como mais uma cartada de marketing, a bola estava quicando na frente da área, sem goleiro, mais um gol de Lady Gaga. Desde a adolescência ela se dedicou ao teatro, fazendo várias peças e pequenas aparições como na série de TV Os Sopranos em 2001, então ela desenvolveu um personagem para isso, tirou as fotos para a revista Vogue do Japão e também fez aparições ao vivo como Jo Calderone.

 

O que se conclui disso? Lady Gaga é uma mulher? Mister Gaga é um homem? Shemale Gaga é ambos?

Ela já teve que falar sobre o assunto, é claro, diversas vezes, e sempre negou tudo. A apresentadora Barbara Walters da ABCNews lhe perguntou diretamente isso em 2009:

Walters – “Você sabe, há também esse estranho rumor de que você é parte homem, parte mulher. Você já ouviu esse boato, Gaga?

Gaga – “Sim.”

Walters – “Verdade?

Gaga – “Não.


POKER FACE!!!


terça-feira, 14 de abril de 2015

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE JIMMY LONDON

Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música?

JIMMY LONDON
(vocalista do Matanza)



“A gente queria chamar a banda de Bonanza, mas a gente achou que ia ficar muito viadinho. Então a gente resolveu chamar de Matanza”

“Ainda estou ouvindo as músicas dos anos 30, falta muito para chegar em 2010” (sua justificativa ao se negar a dar uma opinião sobre as bandas emo)

“Antes da banda, eu trabalhei de terno e gravata. Era gerente de marketing de uma empresa importante e falava um monte de bobagem, mas nunca tive a menor dúvida do que eu queria fazer da minha vida, tanto que eu larguei tudo sem olhar pra trás”

“Countrycore é, de certa maneira, algo abstrato. Não está no tema das letras, mas no nosso tipo de levada”

“É absolutamente tudo mentira” (falando sobre o estilo de vida nas letras do Matanza)

“Estou cagando para os meus fãs, sou músico, não sou modelo de vida” (falando sobre o que os fãs pensam sobre ele parar de beber)

“Eu acho o calor uma merda. Odeio calor. Quero mandar o calor para puta que o pariu”

“Eu não sou adepto da viadagem de colecionar vinil. Eu não coleciono porra nenhuma”

“Fiquei de saco cheio de birita, porque se tornou algo muito repetitivo para mim. Não tive que me esforçar para parar de beber, pelo contrário, teria que me esforçar para continuar a beber. Um dia eu disse que não tava a fim e pronto. Pode ser que passe uma hora, mas por enquanto isso ‘tá durando”

“Gosto de ver as pessoas bêbadas. Gosto que bebam e que fiquem muito doidas, porque eu rio pra caralho”

“Já cansei de falar para as pessoas não me levarem a sério, quem me leva a sério está muito errado”

“Não, porque ele é um gênio e eu não sou, e também porque ele é feio pra caralho e eu sou só um pouquinho feio. Então não me acho parecido com ele de jeito nenhum” (sobre o Lemmy do Motorhead)

“O rock é feito para as pessoas ‘rocarem’, se divertirem, e para isso não precisa beber, nem brigar”

“Pra mim não existe rock educado. Então não sei se a gente é banda de rock de macho ou se as outras bandas que estão tentando fazer uma coisa que não existe”

“Quanto mais esquisito o lugar, melhor o show”

“Se algum dia alguém fez algum som, foi pra comer alguém. E fique dito”

“Se eu tivesse só um disco, já teria mais discos que amigos”

“Tem muita mina aí com atitude de mais macho que muito marmanjo”

“Tenho espelho em casa e tenho noção do que eu sou”

“Vou ficar ridículo lá, velhinho, cantando, mas vou estar lá, velhinho, mas amarradão fazendo o que eu gosto. Não sei, e não quero fazer outra coisa na minha vida”





domingo, 6 de julho de 2014

DICIONÁRIO MUSICAL - ADAGIETTO

É um andamento musical (velocidade de execução) menos lento e severo que o adágio. Entre 66 e 76 bpm (batidas por minuto).

No vídeo a Filarmônica de Viena executando o adagietto da Sinfonia nº 5 de Gustav Mahler, sob regência de Leonard Bernstein. (Pare a música no player no topo da página).


terça-feira, 1 de julho de 2014

MÚSICOS NOS SIMPSONS PARTE 2


Esta é a continuação de um post mais antigo sobre a participação de músicos no seriado Os Simpsons que você pode ler >aqui<. Segue a lista:


Joey Kramer, o baterista do Aerosmith comenta sobre seu caso com a Sra. Krabappel, a professora de Bart em “Pesca mortal de Ned”, no 22º episódio da 22ª temporada.

Joey Kramer

Jane Lynch aparece como Roz, a assistente de Homer na usina, em “Os substitutos”, 4º episódio da 23ª temporada.

Jane Lynch

Tim Heidecker e Eric Wareheim aparecem como gourmets em “A esposa gourmet” no 5º episódio da 23ª temporada.

Tim Heidecker e Eric Wareheim

Ted Nugent aparece no episódio “Eu não quero saber porque o passarinho na gaiola canta”, 10º episódio da 23ª temporada.

Ted Nugent

David Byrne, do Talking Heads, aparece em “Como eu molhei a sua mãe” produzindo uma música de Homer, no 15º episódio da 23ª temporada.

David Byrne

Lady Gaga tenta ensinar seu modo de vida a Lisa em “Lisa toca Gaga”, no 22º episódio da 23ª temporada.

Lady Gaga

O maestro Marvin Hamlisch aparece em “O desaparecimento de Aby”, 4º episódio da 24ª temporada. Também neste episódio aparece Anika Noni Rose como a cantora de restaurante Rita LaFleur, por quem o vovô Simpson se apaixona.

Marvin Hamlisch

Anika Noni Rose

Colin Meloy aparece em “O dia em que a terra ficou bacana”, 7º episódio da 24ª temporada.

Colin Meloy (centro da imagem)

Tom Waits aparece como Lloyd em “Homer preparado para o fim”, 9º episódio da 24ª temporada.

Tom Waits

O baterista Max Weinberg aparece em “Amor é de lascar”, 12º episódio da 24ª temporada.

Max Weinberg

Sonny Rollins aparece para Lisa como um holograma em “Negócio muito arriscado”, 19º episódio da 24ª temporada.

Sonny Rollins

Justin Bieber aparece em “O pequeno impostor”, 20º episódio da 24ª temporada.

Justin Bieber

A banda islandesa Sigur Rós aparece em “A saga de Carl”, 21º episódio da 24ªtemporada.

Sigur Rós

Rob Halford do Judas Priest aparece em “Marge, posso botar pra quebrar?”, 9º episódio da 25ª temporada.
Rob Halford


Não aparecem, mas participam de alguma forma:

O trio The Tiger Lillies toca a música tema nos créditos finais em “A rede d’oh-cial”, 11º episódio da 23ª temporada.

Alison Krauss toca o tema nos créditos em “Ausência prolongada”, no 14º episódio da 23ª temporada.

Nicholas McKaig canta os créditos finais em “A saída pelo Kwik-E-Mart”, 15º episódio da 23ª temporada.


Zooey Deschenel fez a voz de Mary Spuckler, filha de Cletus em “Um rio de emoções”, 1º episódio da 24ª temporada e também em “Amor é de lascar”, 12º episódio da 24ª temporada.

Mary Spuckler e Bart

O baterista Fred Armisen faz a voz de Terrence, e a cantora Carrie Brownstein faz a voz de Carry, os vizinhos hipsters dos Simpsons em “O dia em que a terra ficou bacana”7º episódio da 24ª temporada.

Carry e Terrence

E como eu mudei desde a última postagem aí vai uma imagem minha feita no site do filme Os Simpsons.


Ay Caramba!