quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ELVIS NÃO MORREU (PARTE 3/3)

Leia a parte 1 >aqui<

Há muitos registros de imagens em que Elvis foi fotografado sem querer (ou não) após a sua suposta morte.



Um fã fez uma foto em Graceland em janeiro de 1978 onde aparece em uma porta o rosto de Elvis.

O vulto do rosto de Elvis na parte de baixo da porta




Em 1984 uma foto tirada em um encontro entre o Reverendo Jesse Jackson e o pugilista Muhammad Ali, aparece ao fundo o rosto de Elvis.

Elvis ao funto



Em 1990, Elvis fez uma aparição no filme Home alone (Esqueceram de mim) na cena em que a mãe do garoto está no balcão do aeroporto tentando voltar para casa, aparece ao fundo um homem barbudo com as feições e trejeitos de Elvis. O Rei disfarçado ainda gostava de estar frente às câmeras e se permitiu esse momento de reviver os tempos em que fazia filmes.




Em 1992 um fã consegue uma foto do esquivo milionário John Smith que muitos acreditam ser outro disfarce de Elvis quando precisa aparecer em público, neste caso saindo de um hospital com a perna direita imobilizada.

Elvis (John Smith) saindo de um hospital




Há muitas outras fotos e imagens em que ele aparece, mas não são tão nítidas como estas que aparecem aqui.



Elvis Presley vive até hoje em algum lugar da Argentina com o pseudônimo de John Burrows, ou talvez já tenha mudado para John Smith (nome de solteira de sua mãe Gladys), ou use ambos, pois muitos de seus fãs o procuram até hoje, inclusive existe uma simulação de como seria seu rosto atualmente com mais de 70 anos. Se você sabe qual o paradeiro de Elvis, não perca tempo e entre em contato com o grupo Sighting Societis, este grupo canadense oferece $3.000.000 pra quem entregar o Rei de bandeja.
 


E aí, dá pra acreditar?



A maior parte desta lenda do Rock é baseada em testemunhos, fatos não comprovados e evidências bem frágeis.



Os problemas na vida de Elvis realmente existiam, mas não eram assim tão grandes, ele tinha liberdade para tomar decisões sobre sua carreira, podia dar um tempo quando quisesse mas fazia o que gostava.



Se a CIA, o FBI e a PF Argentina estivessem envolvidas em um caso tão complicado com certeza a história teria sido diferente, não deixariam que o próprio Elvis resolvesse tudo, só aparecendo pra retirá-lo de cena de maneira tão desorganizada e arriscada, com muitas testemunhas e correndo o risco de alguém mexer em um boneco de cera que estava sendo visitado.



Uma grande turnê estava para começar e é normal que uma gravadora aumente o número de discos no mercado se preparando para as vendas.



Elvis pediu Ginger Alden em casamento em 26 de janeiro de 1977, a data foi marcada para 25 de dezembro do mesmo ano, eles estavam sempre viajando juntos e Elvis convivia e participava dos assuntos da família da noiva, não faria uma encenação tão cruel na frente dela e de sua filha Lisa Marie, que testemunhou tudo.

Elvis e Ginger (ao fundo de chapéus) e toda a família de férias em março de 1977 no Havaí



A indústria da morte sempre está preparada, mesmo na década de 1970 seria bem fácil achar caixões grandes e luxuosos à venda e funerárias que trabalhariam rapidamente no corpo e na organização do funeral cobrando muito bem por isso.



Elvis nunca deve ter tido a mórbida conversa a respeito de detalhes como o posicionamento de seu túmulo ao lado de sua mãe, provavelmente disse que queria ficar junto dela, onde está realmente, mesmo que seus túmulos não estejam encostados.

Em ordem, o túmulo da avó, de Elvis, do pai e da mãe



O nome Aaron foi mudado pelo próprio Elvis para ficar de acordo com a forma bíblica, este foi o nome do irmão de Moisés, o primeiro sacerdote de Deus. Elvis era muito religioso e seu pai manteve o desejo dele usando esta grafia em seu túmulo e inclusive esta é a forma usada normalmente por todos quando se escreve o nome dele.



Aparições de Elvis por aí não têm nada de inexplicável, ele é talvez o artista mais imitado de todos, não só por sósias, mas como modelo de beleza, muitos se inspiram em seus cortes de cabelo e trejeitos, uma hora ou outra alguém parecido com ele acaba saindo no canto de alguma foto.






Para quem quer conhecer essa teoria conspiratória mais a fundo, existe o livro do jornalista argentino Jerónimo Burgués, El Rey vive entre nosotros (O rei vive entre nós). Há também um blog argentino que trata só dessa lenda e tenta encontrar Elvis vivendo como qualquer portenho.



Para os fãs que gostam de fotos do Rei do Rock, neste blog tem centenas de fotos tiradas ao longo de toda a vida de Elvis the Pelvis.



Visite também o site oficial do Rei.



Se eu achar um velhinho beiçudo, de costeletas e requebrando a pélvis por aí, com certeza vou bater um papo com ele só pra correr o risco de ter sido uma pequena parte da história de Elvis Presley, The King of Rock n’ Roll.

Simulação de como seria o rosto de Elvis com idade avançada


terça-feira, 18 de outubro de 2011

ELVIS NÃO MORREU (PARTE 2/3)

Leia a parte 1 >aqui<

Elvis foi dado como morto em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos de idade, em sua mansão em Memphis, Tennessee e retirado dos EUA em um Boeing 747, com novos documentos e uma nova vida, adotou o nome de John Burrows que ele estava acostumado a usar para não ser identificado em hotéis, sendo levado para Buenos Aires depois de acertos entre a CIA e a Polícia Federal Argentina, o avião pousou em uma base aérea e não em um aeroporto e testemunhas viram quando a inconfundível figura desceu e embarcou em uma limusine saindo rapidamente do local, este homem não foi mais visto por ninguém.



No atestado de óbito consta arritmia cardíaca e overdose por excesso de vários tipos de drogas diferentes, e o peso do cantor é de apenas 70 quilos, este atestado não é o original, que desapareceu, foi emitido dois meses após a suposta morte e foi preenchido pelo próprio Elvis conforme especialistas em caligrafia constataram posteriormente.

Atestado de óbito de Elvis



Os funerais foram rápidos e acompanhados por fãs inconsolados do mundo inteiro. O pesadíssimo e elaborado caixão de 300 quilos, que já estava pronto no dia seguinte, ficou para visitação por apenas quatro horas, pois o que estava nele era na verdade um boneco de cera e o peso excessivo era devido a um aparelho de resfriamento instalado dentro dele, para que a réplica não derretesse. Muitas pessoas relataram que o ar perto do caixão estava mais frio do que a sala em que se encontrava e que o rosto estava estranho, o nariz não era igual ao de Elvis e as sobrancelhas eram muito arqueadas.

Detalhe de foto tirada escondida no velório de Elvis



Era de se esperar que um ex-combatente que participou da guerra (Elvis chegou a ser sargento) fosse velado com a bandeira dos EUA sobre o caixão, mas seu pai não permitiu isso, pois ali não estava seu filho.



O enterro foi no cemitério Forest Hill em Memphis, mas dois meses depois tentaram violar o túmulo e o caixão foi transferido de volta para a mansão Graceland, no jardim da meditação, onde também foram enterrados seus pais e sua avó. Por pouco não descobriram a fraude e agora o túmulo é vigiado constantemente.

Túmulo de Elvis em Graceland



Em vida, Elvis dizia querer ser sepultado ao lado de sua mãe, porém em Graceland o seu túmulo está entre seu pai e sua avó. Quando houver uma mudança neste posicionamento saberemos que ele morreu realmente, pois aí será feito enterro verdadeiro, mesmo que não seja admitido publicamente.



O nome completo do Rei do Rock, como aparece em todos os seus registros é Elvis Aron Presley, mas em sua sepultura o segundo nome está escrito Aaron, com AA, pois ele não está enterrado lá.

Certidão de nascimento de Elvis Aron Presley



O seguro de vida de Elvis, que deve ser milionário, não foi pago por falta de uma perícia no cadáver que foi enterrado às pressas. Uma perícia teria revelado a fraude e posto tudo por água a baixo.






segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ELVIS NÃO MORREU (PARTE 1)

Esse assunto é velho, eu sei, mas você sabe realmente como é essa lenda?



Dizem que foi assim.


Em meados da década de 1970, Elvis Presley sentia que a sua carreira estava prestes a entrar em decadência. Ele estava com muitos problemas, havia engordado bastante, estava ficando grisalho, consumia muitos medicamentos, sua voz já não era a mesma, fazia muitas turnês, aparecia constantemente na TV e estava enrolado entre a máfia, especialmente um grupo chamado Fraternity ao qual devia 1.300.000 dólares e agências do governo norte americano, a CIA e o FBI. Então, não conseguindo resolver todos estes problemas, resolveu propor um acordo com as agências secretas e falar tudo o que sabia sobre o submundo e os segredos dos bastidores do show business, em troca receberia ajuda para sair de cena e não encarar mais o exigente público e escapar do fim certo na mão da máfia depois de dar com a língua nos dentes. As agências do governo aceitaram a troca e o colocaram no programa de proteção à testemunha e criaram uma grande encenação para convencer o mundo inteiro de que o Rei do Rock estava morto.

Elvis em 1977

O Rei começou a preparar a sua morte forjada fazendo várias coisas que posteriormente foram consideradas fora do comum e indícios de que ele não havia morrido.


Preparou os chefões da gravadora RCA para que produzissem um número maior de cópias de seu último disco e que fossem reproduzidos também os álbuns antigos, pois com a sua “morte” as vendas aumentariam muito. Elvis precisaria de dinheiro para sua nova vida.


Comprou muitas roupas novas.


Dispensou vários empregados em quem confiava e que trabalhavam para ele há muito tempo.


Retirou de sua biblioteca alguns livros que ele considerava muito importantes e que consultava regularmente, uma Bíblia, livros de farmácia, alguns livros sobre a morte, o Livro dos números de Chiro e a Autobiografia do iogue. Também pegou algumas jóias e fotos de sua mãe.


Em seu último show, na cidade de Indianápolis, em vez de se despedir da maneira tradicional – Espero vocês em meu próximo show – despediu-se do público com um definitivo adeus, naquela que viria ser a sua nova língua – Adiós – em espanhol.


Dois dias antes de forjar a própria morte, em uma ligação para uma amiga chamada miss Foster, falou que pensava em cancelar a turnê, ela ficou preocupada com a saúde do amigo, mas ele a tranqüilizou dizendo que estava tudo bem, que não cancelaria a turnê e que ela não deveria acreditar em nada que lesse sobre ele nos próximos dias.


No dia de sua morte, Elvis foi ao correio e enviou uma rosa para sua ex-amante favorita, uma mulher chamada Lucy de Barbon, assinou o cartão com o apelido secreto que somente eles conheciam – El Lancelot. A rosa chegou no dia seguinte.


No dia marcado, Elvis entrou no banheiro de sua suíte, na mansão Graceland, esperou a chegada de sua namorada, Ginger Alden e usando técnicas de controle dos batimentos cardíacos e respiração, aprendidas ao longo de vários anos dedicados ao caratê (Elvis era faixa preta), ele simulou estar morto e rígido, conseguindo enganá-la até a chegada dos agentes disfarçados do FBI que tomaram o controle de tudo a partir daí, fizeram com que um corpo de cera tomasse o lugar do cantor e Elvis entrou em um helicóptero que pousou ali perto, levando-o pra longe dali.


Elvis e sua namorada Ginger Alder

Continua...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

BLACK SABBATH CRIOU O PRIMEIRO RIFF DE TRASH METAL



No começo dos anos de 1980 surgia um novo estilo dentro do heavy metal, o trash metal. A banda mais popular desse estilo é sem dúvida o Metallica, inclusive sendo considerada por muitos como a primeira banda a gravar um álbum exclusivamente neste estilo, mas os mais aficionados têm uma lista de outras bandas para disputar esse posto e outra maior ainda para quem teria criado a primeira música que pode ser chamada de trash (Anthrax, Kreator, Megadeth, Slayer, Sodom, entre outras), nesta briga eu não vou me meter.

A principal característica, embora não seja a única, que definiu o trash como um estilo a parte, foi a forma de compor os riffs de guitarra, sempre extremamente distorcidos e sincopados, de forma que quem está ouvindo possa perceber cada palhetada, quase uma oposição ao estilo de onde o trash surgiu, o speed metal, que como o nome indica é extremamente veloz na execução de seus riffs e aí está uma briga em que me atrevo a entrar, qual foi o primeiro riff de trash da história?

A capa de Sabbath bloody sabbath


Entre os meus vinis tenho o Sabbath bloody sabbath, da incomparável banda inglesa Black Sabbath. Este álbum foi gravado em 1973 e mostra um Sabbath bem introspectivo e melodioso, nada que lembrasse o trash metal que surgiria anos depois, com uma pequena exceção, o riff central da música que dá título ao disco.

A contra capa


O primeiro riff da música é típico do heavy metal tradicional, feito para acompanhar a linha melódica do vocal de Ozzy Osbourne, há alguns trechos mais acústicos e virtuosísticos mas no meio da música acontece algo inesperado, surge um riff que parece não fazer parte da composição, é pesado e sincopado, bem diferente do resto mas que é o “algo mais” que agente fica esperando toda vez que escuta a música e pra mim não existe melhor candidato a primeiro riff de trash metal do que este.

Tony Iommi


Ponto para Tony Iommi, canhoto, sem a ponta de dois dedos da mão direita e inventando um riff que sem dúvida influenciou os futuros trash metaleiros dos anos oitenta. É o que eu penso, se alguém conhece um candidato melhor, faz campanha que a briga é boa.

No vídeo você pode escutar o áudio de Sabath Bloody Sabath.





sexta-feira, 26 de agosto de 2011

THE ROLLING STONES E OS HELL´S ANGELS


No final da década de 1960 o mundo do rock estava em uma faze de transformação óbvia para todos, mas ninguém sabia pra onde tudo estava indo. Uma das maiores bandas era sem dúvida o The Rolling Stones e seu líder, Mick Jagger, queria manter a banda neste posto por muito tempo ainda, e depois de haver ocorrido o famoso show em Woodstock quatro meses antes, resolveu superá-lo e encerrar a turnê nos EUA com uma gigantesca apresentação gratuita no autódromo da cidade de Altamont, na Califórnia, em 6 de dezembro de 1969, seria o último grande show da década.

A imagem que Jagger queria passar era que os Stones eram a banda mais obscura, rebelde e selvagem do rock, com apresentações aludindo sexo selvagem, violência e envolvimento com magia negra e o próprio Cramulhão em pessoa. Músicas como Play with fire (Brinque com fogo), Street fighting man (Lutador de rua), Let it bleed (Deixe sangrar), Midnight rambler (Vagabundo da meia noite) e Sympathy for the Devil (Compaixão pelo Diabo) mostram um pouco disso.

Para o grande show foram convidados primeiramente o público (entre 300 e 500 mil pessoas compareceram), os artistas (Santana, Jefferson Airplane, The Flying Burrito Brothers, Crosby, Stills, Nash & Young e o Grateful Dead), as câmeras (Jagger queria fazer um filme sobre a turnê) e os Hell´s Angels (o grupo de motoqueiros foi contratado para fazer a segurança por um pagamento que eles mesmos disseram ser “para pagar a cerveja que iriam beber”, $500,00), isso mesmo, os seguranças eram os HELL’S ANGELS, não sabe quem são? Algumas considerações sobre os Anjos do Inferno se é que o nome não diz tudo:

O principal símbolo dos Hell’s Angels é a “cabeça da morte”, uma caveira alada, chifruda, usando um capacete.


Um dos lemas do grupo é; “Quando fazemos direito, ninguém lembra. Quando erramos, ninguém esquece.”

A Associação Americana de Motociclistas diz que 99% dos seus integrantes são bons cidadãos. Os Hell’s Angels costumam usar como um de seus símbolos a cifra 1%.


Os membros que cometem homicídios em favor do clube recebem um emblema em forma de dois raios como o SS nazista.


Só são aceitos no clube homens, brancos, não pedófilos e sem qualquer envolvimento com a polícia.

Existem clubes de Hell’s Angels por todo o mundo, não sei se todos tem que ser da mesma maneira que os norte americanos mas um grupo com essas características, bebendo muita ceva, nunca deveria estar entre um monte de hippies drogados e seus artistas favoritos e o que aconteceu foi uma sequência de catástrofes.

Mick Jagger e os Hell's Angels no palco

Os motociclistas estacionaram as motos em frente ao palco para “isolar” o público, se posicionaram em todos os acessos ao palco e usaram tacos de bilhar para manter o controle. Qualquer um que tentasse chegar perto era sumariamente espancado não importando nem mesmo que fosse mulher e jogado de volta para a platéia.

Os Hell's Angels "controlando" a platéia

Os shows continuaram e a pancadaria só aumentou, havia tendas da Cruz Vermelha no local mas ainda antes da entrada dos Stones não estavam dando conta dos feridos, até mesmo um dos músicos do Jefferson Airplane ficou inconsciente após uma discussão com um dos motoqueiros. O Grateful Dead logo que viu o que estava acontecendo se retirou do local não participando do festival. Como acontece em qualquer show, quando a banda principal apareceu o público ficou muito agitado e aí as motocicletas não podiam conter a massa humana e os Hell’s Angels aumentaram a violência proporcionalmente e durante a música Under my thunb um dos espectadores chamado Meredith Hunter de 18 anos, negro, foi esfaqueado pelas costas por um motoqueiro chamado Alan Passaro e espancado por vários deles até a morte, posteriormente se verificou nos vídeos que Meredith estava com uma arma de fogo, mas não parou por aí, embora não soubessem que o homem estava morto, os Stones queriam parar o show mas o líder do grupo, Sonny Barger entitulado “Maximum Leader”, com uma arma encostada em Keith Richards disse para continuarem tocando e assim foram até terminar a apresentação.

Meredith Hunter de verde na platéia
O momento do ataque

No dia seguinte ficaram sabendo que não só Meredith Hunter havia morrido mas outras três pessoas também, embora não diretamente pelos Hell’s Angels mas certamente os tumultos ajudaram. Mick Jagger declarou não querer mais nenhum envolvimento com os Hell’s Angels pois eles seriam os culpados por toda a tragédia. Posteriormente, em 2008, um ex-agente do FBI chamado Mark Young revelou para a BBC que o grupo de motoqueiros teria planejado assassinar Jagger em sua casa de veraneio, perto de Nova York, chegando pelo mar e evitando passar pela segurança mas o bote em que estavam virou durante uma tempestade. Todos se salvaram mas desistiram de assassinar Jagger.

Sonny Barger o lider dos Hell's Angels

Alan Passaro, foi julgado alguns anos depois e inocentado por legítima defesa, os outros espancadores nem foram a justiça. Algumas das gravações do que aconteceu naquele dia fatídico aparecem no filme Gimme Shelter, que é um dos maiores documentários sobre rock de todos os tempos lançado em 1970. Há também o livro “Mick Jagger e os Rolling Stones” do jornalista Willi Winkler que fala sobre o ocorrido.


Assim acabou a década de 60 para o rock, o último grande evento de paz e amor da era hippie culminou em um assassinato. Muitos culpam o envolvimento dos Stones com o lado negro da força por tudo o que ocorreu em Altamont, outros culpam o descaso dos organizadores que só queriam faturar e não investiram em uma estrutura descente, mas é de se salientar que os festivais nunca mais foram os mesmos e os Stones nunca mais fizeram um música para o Diabo.



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

PIOLHOS E INSETOS NOS DREADS DE BOB MARLEY

Em 1981 morria de câncer Bob Marley, o cara que transformou o reggae em um estilo musical conhecido no mundo todo. Bob é lembrado sempre usando seus enormes dreadlocks, um estilo de cabelo formado por rolos que nunca são desfeitos.




Bob era um adepto da religião Rastafári que considera o corpo como um templo que não pode ser mutilado, incluindo o cabelo, por isso ele não o cortava. Embora seu pai fosse branco ele herdou as características de sua mãe negra e a maneira mais comum entre os rastas é fazer os famosos dreads para que o cabelo não fique armado e sim pendente da cabeça (nem todos os rastafáris usam dreadlocks). Quando este tipo de cabelo não é bem cuidado pode acumular sujeira e principalmente umidade causando mau cheiro, mas isso não é sempre assim, basta um bom banho com xampu e está tudo resolvido.



Com a morte de Bob surgiu a lenda de que teriam sido encontrados diversos tipos de insetos vivendo dentro de seus dreads, inclusive algumas espécies de piolhos desconhecidos até então ou considerados extintos. Será?


Quatro anos antes, após um jogo de futebol, Bob descobriu uma ferida em seu dedão do pé direito, a princípio ele pensou ser apenas um ferimento ocorrido no jogo, mas o ferimento não curava e sua unha caiu. Após exames médicos descobriu-se que ele estava com um tipo de câncer de pele chamado melanoma maligno. Devido as suas crenças rastafári ele não permitiu que seu dedão fosse amputado, o que poderia ter resolvido o problema, então a doença se espalhou.


Aparentemente, antes de sua morte, Bob se converteu ao cristianismo e resolveu se tratar na Alemanha com um médico chamado Dr. Josef Issels que como parte do tratamento, que ele dizia ser natural, retirou os dreadlocks e passou a colocar longas e dolorosas agulhas no corpo do músico em terapias sem resultado algum. Posteriormente ele foi internado em um hospital em Miami, onde acabou morrendo aos 36 anos.



Última foto de Bob Marley vivo, sem os longos dreads, lendo uma bíblia

A conversão de Bob ao cristianismo é defendida por seu filho David (mais conhecido como Ziggy Marley) e seu funeral foi ministrado por religiosos cristãos na Igreja Ortodoxa Etíope da Santíssima Trindade com a participação do arcebispo da Igreja no hemisfério ocidental (Bob foi batizado um ano antes em Nova Iorque com o nome de Berhane Selassie, que significa "Luz da Trindade"), mas de forma geral os mais interessados no legado de Bob, como a gravadora e o governo da Jamaica nem tocam no assunto para não prejudicar a imagem ligada ao movimento rasta e o turismo na terra natal de Bob.

Ziggy Marley


Insetos e piolhos nos dreadlocks de Bob Marley? É ruim de acreditar. Ele não usava mais os dreads e ficou internado em um hospital em seus últimos dias onde não teriam passados despercebidos tais monstrinhos.


Ele está sepultado em uma capela em Nine Mile na Jamaica, junto com sua guitarra favorita, uma Guibson Les Paul Special P90, uma bíblia aberta no salmo 23 e um pé de maconha.


Mausoléu de Bob Marley na Jamaica 

Veja também:

Bob Marley foi assassinado >AQUI<

Verborragias - Música e frases de Bob Marley >AQUI<

No vídeo, imagens do funeral.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PAUL MCCARTNEY ESTÁ MORTO (PARTE 11/11)

Leia a parte 1 >aqui<

Demorou três anos após a suposta morte para que a história surgisse. Parece que alguém nos Estados Unidos (o país das teorias da conspiração) ficou olhando demais para as capas dos álbuns dos Beatles e achou as primeiras pistas, de um pequeno foco a teoria se espalhou e acabou chegando ao DJ Russ Gibb que recebeu a lista por telefone e a leu, a rádio podia ser ouvida por quase todo o território. Gibb foi demitido no dia seguinte. Antes disso a história, se existia, não passava de uma brincadeira sem crédito nenhum. A lenda deve ser mais um dos tantos vírus contagiosos da mídia sem escrúpulos dos Estados Unidos e do Reino Unido.




As muitas pistas nas artes de capa são fruto da imaginação de fãs que ao verem aquelas imagens, feitas por artistas sob o efeito de drogas, tentavam entender aquilo de uma maneira lógica e a arte raramente é lógica. As frases encontradas dentro das músicas são retiradas de seus contextos para se adaptarem à teoria e muitas das letras não fazem o menor sentido por si só, isso só ajuda a formar as supostas pistas.



A lenda em inglês é conhecida simplesmente como Paul is dead (Paul está morto), todos já sabem a que isto se refere tamanha a repercução que existe até hoje. Em 1993 Paul McCartney, sempre com seu bom humor, lançou o álbum Paul is live (Paul está vivo), um disco ao vivo e com a arte de capa de Abbey Road refeita com recursos digitais. Nele, Paul coloca a perna esquerda bem para tráz, está calçado, segura a guia do cão com a mão esquerda, não há mais o carro preto e na placa do fusca está escrito 51IS, significando que ele tem 51 anos (na época do álbum).




Paul e John mesmo não se vendo mais pessoalmente, ainda se falavam por telefone e tinham um bom relacionamento, inclusive fazendo piadas sobre o rumo de suas vidas. Paul diz ter ficado muito chocado e triste com a morte de John, passou a noite inteira chorando e ficou muito tempo sem tocar ao vivo, tinha medo de ser assassinado também.





Fazendo uma análise a distância de tudo isso, há muitas inconsistências, inclusive partes da lenda eu nem coloquei aqui pois são completamente descabidas, mas há uma boa quantidade de pistas que se encaixam perfeitamente na história.



John e George estão mortos e Paul vai negar até a morte. Agora Ringo Starr é único que sabe qual é a verdade seja ela qual for.


Ringo Starr em 2011



E esta série de 11 posts morre por aqui.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

PAUL MCCARTNEY ESTÁ MORTO (PARTE 10/11)


Leia a parte 1 >aqui<

Talvez realmente tenham sido colocadas pistas nos álbuns para alimentar a história do suposto acidente de Paul e aumentar as vendas, mas isto nunca foi adimitido por ninguém envolvido com a banda.


Sobre as pistas nos álbuns há que se considerar o seguinte.


Ignorando a própria história sobre a morte de Paul, os teóricos incluem dois discos anteriores à suposta morte dele, se ele morreu em novembro de 1966 como é que aparecem pistas em Rubber Soul (1965) e Revolver (agosto de 1966) antes da suposta morte? Deve ter sido um preságio sobrenatural.


A deusa indu Lakshmi
A capa de Sgt Peppers é uma substituição feita meio às pressas para uma capa que não foi aprovada pelos Beatles e que traz o quarteto em um jardim, cercado pelos seus heróis escolhidos por eles mesmos. O alegado baixo de Paul nem pode ser diferenciado de qualquer outro instrumento de cordas e não passa de um simples arranjo de flores com algo que parece ter cordas. Como estão vestidos com uniformes os Beatles têm nas mãos instrumentos de sopro, como as bandas militares, e Paul traz na mão o instrumento que seu avô tocava. A estatueta na parte de baixo da capa não é de Kali ou Shiva mas Lakshmi a deusa hindu da fartura. A música A Day In The Life fala sobre o acidente de um amigo dos Beatles, Tara Browne, que cruzou um sinal vermelho e bateu em um caminhão, John compôs a música logo que soube do ocorrido.

The Beatles se preparando para a foto de Sgt Peppers
Em Magical Mistery Tour as tais pistas não passam disso, não há nenhuma prova ou depoimento de alguém admitindo ter colocado elas lá. Em Strawberry Fields Forever existe mesmo uma frase dita por John no final da música, mas ele mesmo disse que não se trata de “I buried Paul” e sim “Strawberry sauce” (Molho de morango). As frases no final de I Am The Walrus estão lá porque esta música é baseada na peça Rei Lear, de Shakespeare, são frases retiradas aleatoriamente de uma gravação para uma rádio. Sobre o número de telefone em que se ouvia a frase “You’re getting closer” descobriu-se que se tratava de uma fã que resolveu fazer uma brincadeira quando viu que aquele era o número de seu telefone.


Da mesma forma o White Album e o Yellow Submarine, não têm nada mais que pistas especulativas demais.

Paul acabando de descer a calçada da Abbey Road


Quanto a Abbey Road, o passo trocado de Paul na capa pode ser simplesmente por ele ser o verdadeiro Paul, canhoto, descendo o meio-fio com o pé mais hábil, o esquerdo, assim como os outros usaram o direito para isso. Quem nunca saiu com os olhos fechados em uma foto? Basta piscar, Paul nem deve ter percebido isso quando escolheu a foto entre as seis que foram tiradas. O próprio Paul explicou que naquele dia fazia muito calor e não quis colocar os sapatos só para tirar a foto. Não há carro funerário na foto, é um carro de polícia dos anos 60, tem até o giroflex sobre o capô e com um pouco de esforço se pode ler abaixo dele POLICE. Na placa do fusca está escrito 281 F e não 28 IF.

O carro de polícia



Continua... >parte 11<



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PAUL MCCARTNEY ESTÁ MORTO (PARTE 9/11)

Leia a parte 1 >aqui<

Após Abbey Road foi lançado mais um álbum dos Beatles, Let It Be que muitos consideram como um “álbum póstumo” da banda, pois eles já estavam separados. Let It Be foi gravado antes, mas por causa das infindáveis brigas e desacordos sobre este trabalho, ele só foi terminado pelos produtores em meados de 1970 e por isso ele não tem pistas sobre a morte de Paul McCartney.


John Lennon saiu dos Beatles ainda em 1969 e no ano seguinte diz a famosa frase “O sonho acabou”, sepultando as esperanças de que a banda pudesse voltar.


No mesmo ano lança o álbum Imagine (1971) onde há uma música composta especialmente para o falso Paul, How do you sleep? (Como que você dorme?) William deveria ter peso na consciência por sustentar a farsa de substituir Paul McCartney.

John Lennon dando um autógrafo ao seu assassino antes do ataque
As farpas entre eles duram por muitos anos até que em 1980 de maneira muito estranha um suposto fã de John, chamado Mark David Chapman, após lhe pedir um autógrafo atira nele, matando o único que estava disposto a acabar com a farça de William Campbel o impostor que passou a assumir a identidade de Paul McCartney. No dia seguinte à tragédia Paul foi entrevistado e disse que “passou o dia no estúdio por não querer ficar em casa sentado sem fazer nada”, dando pouco caso à morte de John.


Mesmo após o término dos Beatles, William Campbel continuou tocando e mantendo a sua grande e bem sucedida carreira de rockstar.


 

Esta foi a história contada pelas pistas que foram encontradas, colecionadas e reunidas por muitos fãs, mas há outros que dizem que isso não é bem assim, que querem as provas e não só as pistas, então aí vai o outro lado da história.



Dizem que não foi bem assim.


É fato conhecido pelos grandes fãs de Paul McCartney que ele realmente sofreu um acidente em 1966, porém foi de moto e ele nem chegou perto de morrer, mas bateu o rosto, quebrando um dente e ficando com uma cicatriz no lábio superior o que pode ser visto nos vídeos de Paperback Writer e Rain. Se houvesse acontecido algum acidente assim tão grave naquele dia, mesmo não sendo com Paul McCartney, haveria alguma notícia em jornais ou uma ocorrência policial registrada, mas não se tem notícia de nada disso.


Fred LaBour
Ao que parece o nome de William Campbel entrou na história a partir de um artigo na Big Fat Magazine, atribuido a um tal de Fred LaBour, um estudante da Universidade de Michigan, que pesquisou a lenda e achou que este homem se encaixava perfeitamente.


Realmente há uma evolução na técnica musical de Paul mas isso acontece com qualquer músico com o mínimo de dedicação e Paul era reconhecido até mesmo por John como um multi-instrumentista, tocava não só o baixo mas vários intrumentos, seu pai e seu avô eram músicos, daí seu conhecimento musical.


Se Paul fosse hermitão de estúdio que só entrasse em contato com John, George, Ringo e o empresário, haveria uma possibilidade de se fazer a substituição, mas e o resto das pessoas? Ele tinha família e amigos, foram todos enganados por Billy ou subornados para manter tudo em segredo?
A família de Paul
Seu pai com a filha e esposa do segundo casamento em 1966
Os músicos estavam muito cansados das constantes turnês e estavam se desentendendo bastante, a grande quantidade de músicas, sua complexidade e o acidente de moto de Paul foi o que os fez parar de tocar ao vivo e se dedicarem à produção em estúdio, e não uma suposta morte de Paul.


Mas e quanto as centenas de pistas nos álbuns?



Continua... >parte 10<