terça-feira, 14 de abril de 2015

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES DE JIMMY LONDON

Sabe aquelas frases polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da música?

JIMMY LONDON
(vocalista do Matanza)



“A gente queria chamar a banda de Bonanza, mas a gente achou que ia ficar muito viadinho. Então a gente resolveu chamar de Matanza”

“Ainda estou ouvindo as músicas dos anos 30, falta muito para chegar em 2010” (sua justificativa ao se negar a dar uma opinião sobre as bandas emo)

“Antes da banda, eu trabalhei de terno e gravata. Era gerente de marketing de uma empresa importante e falava um monte de bobagem, mas nunca tive a menor dúvida do que eu queria fazer da minha vida, tanto que eu larguei tudo sem olhar pra trás”

“Countrycore é, de certa maneira, algo abstrato. Não está no tema das letras, mas no nosso tipo de levada”

“É absolutamente tudo mentira” (falando sobre o estilo de vida nas letras do Matanza)

“Estou cagando para os meus fãs, sou músico, não sou modelo de vida” (falando sobre o que os fãs pensam sobre ele parar de beber)

“Eu acho o calor uma merda. Odeio calor. Quero mandar o calor para puta que o pariu”

“Eu não sou adepto da viadagem de colecionar vinil. Eu não coleciono porra nenhuma”

“Fiquei de saco cheio de birita, porque se tornou algo muito repetitivo para mim. Não tive que me esforçar para parar de beber, pelo contrário, teria que me esforçar para continuar a beber. Um dia eu disse que não tava a fim e pronto. Pode ser que passe uma hora, mas por enquanto isso ‘tá durando”

“Gosto de ver as pessoas bêbadas. Gosto que bebam e que fiquem muito doidas, porque eu rio pra caralho”

“Já cansei de falar para as pessoas não me levarem a sério, quem me leva a sério está muito errado”

“Não, porque ele é um gênio e eu não sou, e também porque ele é feio pra caralho e eu sou só um pouquinho feio. Então não me acho parecido com ele de jeito nenhum” (sobre o Lemmy do Motorhead)

“O rock é feito para as pessoas ‘rocarem’, se divertirem, e para isso não precisa beber, nem brigar”

“Pra mim não existe rock educado. Então não sei se a gente é banda de rock de macho ou se as outras bandas que estão tentando fazer uma coisa que não existe”

“Quanto mais esquisito o lugar, melhor o show”

“Se algum dia alguém fez algum som, foi pra comer alguém. E fique dito”

“Se eu tivesse só um disco, já teria mais discos que amigos”

“Tem muita mina aí com atitude de mais macho que muito marmanjo”

“Tenho espelho em casa e tenho noção do que eu sou”

“Vou ficar ridículo lá, velhinho, cantando, mas vou estar lá, velhinho, mas amarradão fazendo o que eu gosto. Não sei, e não quero fazer outra coisa na minha vida”





domingo, 6 de julho de 2014

DICIONÁRIO MUSICAL - ADAGIETTO

É um andamento musical (velocidade de execução) menos lento e severo que o adágio. Entre 66 e 76 bpm (batidas por minuto).

No vídeo a Filarmônica de Viena executando o adagietto da Sinfonia nº 5 de Gustav Mahler, sob regência de Leonard Bernstein. (Pare a música no player no topo da página).


terça-feira, 1 de julho de 2014

MÚSICOS NOS SIMPSONS PARTE 2


Esta é a continuação de um post mais antigo sobre a participação de músicos no seriado Os Simpsons que você pode ler >aqui<. Segue a lista:


Joey Kramer, o baterista do Aerosmith comenta sobre seu caso com a Sra. Krabappel, a professora de Bart em “Pesca mortal de Ned”, no 22º episódio da 22ª temporada.

Joey Kramer

Jane Lynch aparece como Roz, a assistente de Homer na usina, em “Os substitutos”, 4º episódio da 23ª temporada.

Jane Lynch

Tim Heidecker e Eric Wareheim aparecem como gourmets em “A esposa gourmet” no 5º episódio da 23ª temporada.

Tim Heidecker e Eric Wareheim

Ted Nugent aparece no episódio “Eu não quero saber porque o passarinho na gaiola canta”, 10º episódio da 23ª temporada.

Ted Nugent

David Byrne, do Talking Heads, aparece em “Como eu molhei a sua mãe” produzindo uma música de Homer, no 15º episódio da 23ª temporada.

David Byrne

Lady Gaga tenta ensinar seu modo de vida a Lisa em “Lisa toca Gaga”, no 22º episódio da 23ª temporada.

Lady Gaga

O maestro Marvin Hamlisch aparece em “O desaparecimento de Aby”, 4º episódio da 24ª temporada. Também neste episódio aparece Anika Noni Rose como a cantora de restaurante Rita LaFleur, por quem o vovô Simpson se apaixona.

Marvin Hamlisch

Anika Noni Rose

Colin Meloy aparece em “O dia em que a terra ficou bacana”, 7º episódio da 24ª temporada.

Colin Meloy (centro da imagem)

Tom Waits aparece como Lloyd em “Homer preparado para o fim”, 9º episódio da 24ª temporada.

Tom Waits

O baterista Max Weinberg aparece em “Amor é de lascar”, 12º episódio da 24ª temporada.

Max Weinberg

Sonny Rollins aparece para Lisa como um holograma em “Negócio muito arriscado”, 19º episódio da 24ª temporada.

Sonny Rollins

Justin Bieber aparece em “O pequeno impostor”, 20º episódio da 24ª temporada.

Justin Bieber

A banda islandesa Sigur Rós aparece em “A saga de Carl”, 21º episódio da 24ªtemporada.

Sigur Rós

Rob Halford do Judas Priest aparece em “Marge, posso botar pra quebrar?”, 9º episódio da 25ª temporada.
Rob Halford


Não aparecem, mas participam de alguma forma:

O trio The Tiger Lillies toca a música tema nos créditos finais em “A rede d’oh-cial”, 11º episódio da 23ª temporada.

Alison Krauss toca o tema nos créditos em “Ausência prolongada”, no 14º episódio da 23ª temporada.

Nicholas McKaig canta os créditos finais em “A saída pelo Kwik-E-Mart”, 15º episódio da 23ª temporada.


Zooey Deschenel fez a voz de Mary Spuckler, filha de Cletus em “Um rio de emoções”, 1º episódio da 24ª temporada e também em “Amor é de lascar”, 12º episódio da 24ª temporada.

Mary Spuckler e Bart

O baterista Fred Armisen faz a voz de Terrence, e a cantora Carrie Brownstein faz a voz de Carry, os vizinhos hipsters dos Simpsons em “O dia em que a terra ficou bacana”7º episódio da 24ª temporada.

Carry e Terrence

E como eu mudei desde a última postagem aí vai uma imagem minha feita no site do filme Os Simpsons.


Ay Caramba!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

DICIONÁRIO MUSICAL - ACÚSTICA

A acústica na música é um termo que designa a coisa mais essencial para ela, a propagação do som e o seu resultado sonoro, mas também é o nome moderno de uma modalidade de execução que na verdade não é moderno mas sim a origem de tudo.

O conhecimento e domínio da acústica é usado na construção dos instrumentos musicais e nos espaços onde ela será executada, como teatros, salas de concerto, igrejas, etc.

Quanto a música acústica ou simplesmente acústico, este é um termo moderno usado após a popularização da música eletrônica, onde são utilizados instrumentos que geram o som através de meios elétricos, então trata-se apenas de uma maneira de diferenciar estas duas formas de criar o som. 

No vídeo Slash e Myles Kennedy em uma versão acústica de Sweet Child O' Mine do Guns n' Roses.



terça-feira, 25 de março de 2014

DICIONÁRIO MUSICAL - ACROMÁTICO

O que não é cromático, que é harmônico

Uma composição que usa apenas a escala diatônica, com as famosas sete notas musicais de acordo com a tonalidade (dó, ré mi, fá, sol, lá e si para a escala em dó por exemplo), sem usar as notas que existem entre elas, os meio-tons aumentados (sustenidos) ou diminuídos (bemóis).

Estas notas cromáticas quando usadas dão um colorido à música, daí o nome, do grego khroma, cor.

A escala cromática possui doze notas que se forem usadas de forma constante acabam gerando uma música atonal (como exemplo a escala de dó é composta por dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá# e si) e existem compositores que se dedicam a este tipo de composição como o austríaco Alban Berg.

A maior parte da música popular é acromática.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

VERBORRAGIAS - MÚSICA E FRASES



Frases sobre a música ditas por grandes personalidades que não eram músicos.


“A boa música nunca se engana, e vai direto, buscar ao fundo da alma o desgosto que nunca devora”
Atendhal (escritor francês)

“A educação começa com a poesia, firma-se com a autodisciplina e completa-se com a música”
Confúcio (filósofo chinês)

“A letra da canção é o que pensamos entender, mas o que faz com que acreditemos, ou não, é a melodia”
Carlos Ruiz Zafón (escritor espanhol)

“A música começa onde acaba a fala”
Ernst Hoffmann (multi artista alemão)

“A música cria para nós um passado que ignorávamos e desperta em nós tristezas que tinham sido dissimuladas às nossas lágrimas”
Oscar Wilde (escritor irlandês)

“A música é a alma da geometria”
Paul Claudel (poeta francês)

“A música é a linguagem dos espíritos”
Gibran Khalil Gibran (poeta libanês)

“A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição”
Aristóteles (filósofo grego)

“A música é o barulho que pensa”
Victor Hugo (escritor francês)

“A música é o meio mais poderoso do que qualquer outro porque o ritmo e a harmonia têm sua sede na alma. Ela enriquece esta última, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação”
Platão (filósofo e matemático grego)

“A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo”
Oscar Wilde (escritor irlandês)

“A música é o verbo do futuro”
Victor Hugo (escritor francês)

“A música é um método de empregar a mente sem ter o trabalho de pensar em absoluto”
Samuel Johnson (escritor inglês)

“A música é uma rejeição triunfante do mundo em que nascemos, um não à natureza, um corajoso desafio a Deus e aos deuses e a toda espécie de poderes não humanos dos quais se pensa que moldaram o cosmo; é um mundo rival feito pelo homem”
Walter Kaufmann (filosofo e poeta alemão)

“A música está em tudo. Do mundo sai um hino”
Victor Hugo (escritor francês)

“A música exerce salutar influência sobre a alma e a alma que a concebe também exerce influência sobre a música. A alma virtuosa, que nutre a paixão do bem, do belo, do grandioso e que adquiriu harmonia, produzirá obras primas capazes de penetrar as mais endurecidas almas e de comovê-las”
Allan Kardec (fundador do espiritismo)

“A música expressa o que não pode ser dito em palavras, mas que não pode permanecer em silêncio”
Victor Hugo (escritor francês)

“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende”
Arthur Schopenhauer (filósofo alemão)

“A música me transporta para um mundo no qual a dor não cessa de existir, mas solta-se e tranquiliza-se”
Marguerite Yourcenar (escritora belga)

“A música oferece à alma uma verdadeira cultura íntima e deve fazer parte da educação do povo”
François Guizot (político francês)

“A música oferece às paixões o meio de obter prazer delas”
Friedrich Nietzche (filósofo alemão)

“A música tem encantos para serenar o coração mais selvagem”
William Congreve (poeta inglês)

“A música vive me emprestando saudade”
Fabrício Carpinejar (poeta e jornalista brasileiro)

“A pintura transforma o espaço em tempo; a música, o tempo em espaço”
Hugo Hofmannsthal (escritor austríaco)

“A vida de um homem culto deveria simplesmente alterar-se entre música e não música, como entre o sono e o despertar”
Novalis (escritor alemão)

“A vida é como a música. Deve ser composta de ouvido, com sensibilidade e intuição, nunca por normas rígidas”
Samuel Butler (escritor inglês)

“Adoro sob todas as formas de linguagem a música, porque ignoro ainda a ignomínia da gramática e da filosofia”
Paolo Mantegazza (escritor e cientista italiano)

“Arquitetura é música petrificada”
Arthur Schopenhauer (filósofo alemão)

“Cada nota deixa em cada um de nós uma lembrança, mas é a melodia inteira que conta uma história”
Paulo Coelho (escritor brasileiro)

“Cantar é próprio de quem ama”
Santo Agostinho (bispo e filósofo da atual Argélia)

“Como é que um homem sem as virtudes que lhe são próprias pode cultivar a música?”
Confúcio (filósofo chinês)

“Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música”
Aldous Huxley (escritor inglês)

“É com a música que fazem as suas declarações de amor o rouxinol e o grilo, o cisne e a águia”
Paolo Mantegazza (escritor e cientista italiano)

“Eu ouço música como quem apanha chuva: resignado e triste de saber que existe um mundo do Outro Mundo... Eu ouço música como quem está morto e sente já um profundo desconforto de me verem ainda neste mundo de cá... Perdoai, maestros, meu estranho ar! Eu ouço música como um anjo doente que não pode voar”
Mário Quintana (poeta brasileiro)

“Música antes de mais nada”
Paul Verlaine (poeta francês)

“Música de discoteca me anima e me diverte, música sinfônica me concentra, sons da natureza me relaxam. Contudo, existe um tipo de música que me dá alegria e me motiva: adoro ouvir a marcha fúnebre no funeral de um político. Significa que a energia do universo continua a limpeza sobre as almas sujas”
José Saramago (escritor português)

“Música e fala deveriam andar unidas, eram no fundo uma e a mesma coisa, a fala era música, a música um modo de falar”
Thomas Mann (romancista alemão)

“Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão”
Artur da Távola (jornalista e escritor brasileiro)

“Na música reside um doce poder persuasivo”
John Milton (poeta inglês)

“Na música, o próprio silêncio tem ritmo”
Cláudio de Souza (escritor brasileiro)

“Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos”
Cora Coralina (poetisa brasileira)

“Não se compreende música. Ouve-se”
Clarice Lispector (escritora brasileira)

“O homem não pode obter verdade mais verdadeira do que aquela que vem da música”
Robert Browning (poeta inglês)

“O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas”
William Shakespeare (escritor inglês)

“O simples fato de a música existir e de poder um ser humano ficar, por vezes, comovido até o âmago por uns poucos compassos e inundado por harmonias, sempre significou para mim um profundo consolo e uma justificação de vida”
Herman Hesse (escritor alemão)

“O vaso dá uma forma ao vazio e a música ao silêncio”
Georges Braque (pintor e escultor francês)

“O virtuoso não serve à música. Serve-se dela”
Jean Cocteu (multi artista francês)

“Onde há música não pode haver coisa má”
Miguel de Cervantes (escritor espanhol)

“Os tristes acham que o vento geme. Os alegres acham que ele canta”
Luiz Fernando Veríssimo (escritor brasileiro)

“Quais paixões a música não incita ou domina?”
John Dryden (escritor inglês)

“Quando escutamos peças de música que têm algo de sublime, espontaneamente reconhecemos nessas manifestações do gênio humano um luminoso reflexo do espírito de Deus”
João Paulo II (Papa polonês)

“Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá”
Samuel Howe (físico norte americano)

“Quem ouve música sente a sua solidão de repente povoada”
Robert Browning (poeta inglês)

“Se a música é o alimento do amor, toque”
William Shakespeare (escritor inglês)

“Se a música tem um número maior de amantes do que a poesia, ou a arquitetura, ou a escultura, tal não se deve ao fato de ser mais espiritual, como se costuma dizer, mas sim devido ao fato contrário: é mais sensual”
Vitaliano Brancati (escritor italiano)

“Sem a música, a vida seria um erro”
Friedrich Nietzche (filósofo alemão)

“Sempre tive a impressão de que a música fosse apenas o extravasamento de um grande silêncio”
Marguerite Yourcenar (escritora belga)

“Só a música pode falar da morte”
André Malraux (escritor francês)

“Toda a arte inspira continuamente a condição da música”
Walter Pater (escritor inglês)

“Todos os dias deveríamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas”

Goethe (escritor alemão)


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

DICIONÁRIO MUSICAL - ACROAMÁTICO

Do grego akroamatikós através do latim acroamaticu.

Assim se chama a aprendizagem da música só pelo ouvido, sem nenhum conhecimento da teoria musical.

Também se chamam assim as peças musicais não escritas, destinadas às festas familiares e ao passatempo.

Os músicos de ouvido, que tocam e compõem sem qualquer formação musical, também podem ser chamados de acroamáticos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CINEMA E MÚSICA – ENCRUZILHADA (CROSSROADS)


Entender o blues é uma coisa complicada se você só quer escutar música pra passar o tempo, pois é um gênero que exige mais sentimento que técnica, mas no filme Encruzilhada se pode entender melhor por que o blues é assim.


Neste filme, que narra a história de um jovem violonista erudito, Eugene Martone interpretado por Ralph Macchio (sim, o Daniel Sam de Caratê Kid) não tanto a história do blues, mas a essência dele é ensinada.

Ralph Macchio

O jovem Eugene tem uma técnica apurada tocando violão, mas é fascinado pelo blues e seu professor não aceita que essa influência apareça em sua técnica musical. Porém logo no começo do filme, Eugene descobre um velho bluesman, Willie Brown em um asilo de idosos que foi parceiro da maior lenda do blues, Robert Johnson e quer que ele lhe mostre o trigésimo blues do mestre, que nunca foi gravado por ele.

Joe Seneca e Ralph Mecchio

O que Eugene não sabe é que Willie, assim como Johnson, fez um pacto com o Diabo pra ter talento, vendendo a própria alma em uma encruzilhada. Conheça melhor essa história clicando >AQUI<. No caminho entre Nova Iorque e o Mississippi o jovem tem lições sobre o blues e a vida, conhecendo o preconceito, a amizade e o amor. Tudo culmina em um incrível duelo de guitarras entre Eugene e o melhor guitarrista do Demônio, interpretado por Stevie Vai, que na época tinha acabado de lançar seu primeiro álbum.

Ralph Macchio e Stevie Vai

Deve-se destacar também a fotografia do filme, principalmente nas cenas de estrada e da encruzilhada, ponto para John Bailey.


A trilha sonora é de Ry Cooder que usou desde gravações originais de Johnson até o rock dos anos 80 mostrando a grande verdade de que o blues deu origem a todas as vertentes do rock. Na trilha oficial temos:

- Crossroads – Robert Johnson e Ahmad Jamal (original)
- Down in Mississippi – J. B. Lenoir
- Cotton needs pickin’ – Frank Frost, Richard “Shubby” Holmes, John Price e Otis Taylor
- Viola Lee blues – Noah Lewis
- See you in hell, Blind Boy – Ry Cooder
- Nitty gritty Mississippi – Fred Burch e Don Hill
- He made a woman out of me – Fred Burch e Don Hill
- Feelin’ bad blues – Ry Cooder
- Somebody’s callin’ my name – Canção tradicional com arranjo de Ry Cooder
- Willie Brown blues – Ry Cooder e Joe Seneca
- Walkin’ away blues – Ry Cooder e Sonny Terry

Não está na trilha oficial, mas é o maior momento do filme quando Eugene executa a música Eugene’s Trick Bag no duelo de guitarras, ela foi composta por Stevie Vai inspirada no Estudo nº 2 de Villa-Lobos e no Capricho nº 5 de Paganini, que foi um dos maiores violinistas da história, viveu na virada dos séculos XVIII e XIX e foi o primeiro grande músico a ser acusado de fazer um pacto com o Cramulhão.

Ralph Macchio e Ry Cooder durante as filmagens

Título original: Crossroads
Lançamento: 1986 (EUA)
Direção: Walter Hill
Trilha sonora: Ry Cooder
Duração: 96 minutos (1h36min)
Gênero: Drama

No elenco:
Ralph Macchio interpretando o jovem Eugene Martone
Joe Seneca interpretando o velho bluesman Willie Brown
Jami Gertz interpretando Frances, a namorada de Eugene
Robert Judd interpretando Scratch (o Diabo)
Joe Morton interpretando o assistente do Diabo
Stevie Vai interpretando o guitarrista do Diabo, Jack Butler
Tim Russ interpretando Robert Johnson

O encontro com o Príncipe das Trevas

Curiosidades:
Houve realmente um parceiro de Robert Johnson chamado Willie “Blind Dog” Brown mas morreu em 1952, portanto 34 anos antes das filmagens.
Ralph Macchio gravou todas as cenas em que toca violão erudito pois também é músico.
A música da cena do duelo foi gravada por Ry Cooder e Stevie Vai, mas o ator Ralph Macchio tinha uma boa noção de como ela era executada e dublou de maneira bem convincente.
A guitarra usada por Ralph Macchio é uma Fender Telecaster CBS de 1970.