sexta-feira, 22 de julho de 2011

PAUL MCCARTNEY ESTÁ MORTO (PARTE 3/11)

Leia a parte 1 >aqui<

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) é o que tem mais pistas.



Sgt. Pepper’s é o primeiro album em que a banda é apresentada apenas como Beatles, sem o “The” na frente, pois eles já não eram a mesma banda. A arte da capa é a representação do funeral de Paul, é uma colagem com muitos personagens famosos se despedindo do beatle morto, estão todos à frente das flores e da terra retirada da cova, aparecem alí os antigos Beatles, representados por uma foto dos bonecos de cera deles mesmos na fase de 1964, ainda com Paul vivo, tristes, com ternos escuros, olhando para o túmulo, ao lado destes, os novos Beatles, vestindo uniformes coloridos, com o novo Paul de frente e os outros três levemente virados para ele, como se o estivessem apresentando para os fãs (as imagens aqui tem uma boa resolução, você pode baixar e ver os detalhes).




O falso Paul está usando bigode para disfarçar a cicatriz no lábio superior, resultado das cirurgias plásticas que o deixaram quase exatamente igual ao verdadeiro Paul. Os Beatles vivos seguram reluzentes instrumentos de sopro feitos de metal, Paul segura um corne inglês de madeira preta, simbolizando sua morte. Sobre a cabeça de Paul aparece uma mão espalmada abençoando o falecido, levando-se em consideração o envolvimento dos Beatles com a cultura indiana pode ser também uma representação do símbolo jainísta da Mão dos Cíclos de Reencarnação (Jain Hand) que trata da morte e ressurreição.


Abaixo deles está um arranjo de flores no formato do baixo Hofner modelo violino de Paul, colocado na posição para canhotos e faltando uma corda, as três cordas são de cada beatle vivo e a corda faltando é a do morto. No lado direito há uma boneca usando uma blusa onde se lê “Welcome the Rolling Stones” (Benvindas as “Pedras Rolantes”), o que parece ser uma saudação a outra grande banda inglesa é na verdade uma alusão ao destino, que faz as pedras rolarem mesmo que elas sejam inertes, a blusa tem manchas vemelhas como sangue e um carrinho de brinquedo sobre ela também com o interior vermelho, representando o acidente fatal que era o destino de Paul. Na parte de baixo se vê uma estatueta de Kali, um avatar de Shiva, deidade hindú da morte.



Abaixo dos Beatles está um bumbo com o nome do album, se cortarmos ele bem ao meio na horizontal nos dizeres “LONELY HEARTS” e fizermos um espelhamento da imagem de cima, aparece escrito “I ONEIX HE ↨ DIE” que significa I = 1, ONE = 1, IX = 9, HE = ele, ↨ = seta apontando Paul e o túmulo, DIE = morre, então o que aparece é “11 9 ele (a ceta indica que é Paul) morre”, significa que em novembro no dia 9 Paul morreu. O nome da banda está escrito com flores vermelhas um pouco desalinhadas e emendado ao “S” está um arranjo menor que lembra um “O”, formando a frase “BE AT LESO” (está em Leso), indicando a ilha de Læsø na Dinamarca como o local onde se encontra o corpo de Paul.




Na parte interna da capa, Paul aparece duas vezes de costas, ao contrário dos outros e na contracapa está escrito “without you” (sem você) sobre a cabeça de Paul, que é parte do título da canção Within you, without tou, também aí se encontra uma forte pista, no local em que George Harrison está apontando com o dedo da mão direita se lê “Wednesday morning at five o’ clock as the day begins“ (Quarta-feira às cinco da manhã, ao começar do dia), momento exato da morte de Paul.



Continua... >parte 4<

quinta-feira, 21 de julho de 2011

PAUL MCCARTNEY ESTÁ MORTO (PARTE 2/11)

Leia a parte 1 >aqui<

John Lennon nunca aceitou a situação e com o consentimento dos outros integrantes passou a colocar pistas nas capas dos LPs e nas músicas, para que os fãs pudessem descobrir a verdade sobre a morte de Paul. O primeiro álbum a receber as pistas foi Rubber Soul e aí começa a jornada mágica e misteriosa pelas capas e músicas dos Beatles.



Na capa do álbum os quatro integrantes estão olhando para baixo como se olhando para o caixão que está descendo para a cova, para o enterro de Paul.


Na música Girl é dito “A man must break his back to earn his day of leisure will she still believe it when he's dead?” (Um homem deve quebrar as costas para ganhar o seu dia de descanço. Ela ainda acreditará nisso quando ele estiver morto?) falando do descanço eterno de Paul.


Na música I’m Looking Through You há duas frases, “You don’t look different but you are changed, I’m looking through you, you’re not the same” (Você não parece diferente mas você mudou, eu olho através de você, você não é mais o mesmo), parece Paul mas não é, “you were above me but not today, the only difference is you're down there” (você estava acima de mim, mas não hoje, a única diferença é que você está lá em baixo), Paul era considerado o melhor mas agora está enterrado.


Na música In My Life há um trecho em que se escuta “some are dead and some are living” (alguns estão mortos e alguns estão vivos).



No álbum seguinte Revolver, há uma mudança que se tornará comum nas capas dos Beatles, em vez de uma foto há desenhos e colagens para dificultar a identificação do sósia de Paul. John Lennon olha de maneira estranha para Paul que aparece de perfil e há uma mão sobre a cabeça dele, abençoando o morto, uma pista que se repete em outros álbuns.


Na música Taxman se ouve “my advice to those who die – taxman” (meu conselho aos que morrem – um taxidermista), um taxidermista faz com que um morto continue parecendo vivo, empalhado.


Na música Eleanor Rigby há um trecho que diz “Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave” (Pai McKenzie – Paul McCartney – limpando a sujeira de suas mãos enquanto caminha de dentro do túmulo) é Billy tentando eliminar suas características pessoais para parecer com o Paul que foi enterrado.


Na música She Said She Said há um trecho que diz “she said I know what it's like to be dead” (ela disse que eu sabia como é estar morto).


E na música Dr Robert é dito “you're a new and better man” (você é um homem novo e melhor) essa foi a frase dita pelo médico responsável pelas plásticas de Billy, o Dr. Robert.



Continua... >parte 3<



quarta-feira, 20 de julho de 2011

PAUL MCCARTNEY ESTÁ MORTO (PARTE 1/11)

Aqui vai uma série de posts sobre o que é a maior e mais longa lenda da história do rock, a suposta morte de Paul McCartney e seu acobertamento em 1966, e uma intrincada coleção de pistas, deixadas pelos integrantes vivos, nas artes dos álbuns e dentro das músicas. Uma história detalhada que vai agradar os beatlemaníacos, teóricos da conspiração e roqueiros em geral. Verdade ou mentira?





Dizem que foi assim.


Londres, madrugada chuvosa de 9 de novembro de 1966, uma quarta-feira. Os quatro integrantes do The Beatles estavam no estúdio na Abbey Road, tinham lançado há poucos meses o álbum Revolver e estavam no auge da fama no mundo todo mas, como em qualquer relacionamento humano eles também tinham seus desentendimentos e por algum motivo Paul McCartney discutiu com o grupo e saiu do estúdio acompanhado de uma garota chamada Rita a quem daria carona, entrou no seu Aston-Martin e acelerou. Alguns minutos depois Paul se distraiu olhando para a bela Rita e às cinco da manhã cruzou um sinal fechado no mesmo momento em que um caminhão passava pela encruzilhada e um violento acidente aconteceu, ambos morreram, Paul foi arremessado com tanta violência que sua cabeça ficou totalmente desfigurada. O empresário da banda, Brian Epstein, que já estava a procura do beatle por causa do desentendimento acabou chegando ao local e logo percebeu o que havia acontecido, Paul McCartney estava morto. A polícia já estava no local mas não conseguia identificar quem era o motorista e Brian não quis identificá-lo para não atrair a imprensa para o local. Logo que os cadáveres foram removidos ele entrou em contato com a gravadora Capitol e começou a pensar em uma maneira de amenizar o impacto do fato negativo sobre a imagem perfeita dos Beatles.
Brian Epstein, empresário dos Beatles

Usando a influência e o dinheiro dos donos da gravadora conseguiram abafar a história por um tempo e tiveram também que avisar John, George e Ringo. Sem consultarem os três integrantes restantes os empresários resolveram encerrar as apresentações ao vivo da banda e procurar um novo baixista para os Beatles, mas perceberam que isto comprometeria os lucros, pois Paul era o preferido das fãs e colocar um novo integrante assim tão repentinamente sem revelar a morte trágica do baixista seria impossível de sustentar por muito tempo. Com a demora de tomarem alguma atitude, se viram em um caminho sem volta e aí surgiu a ideia de achar um sósia de Paul e substituí-lo apenas para a mídia, uma simples armação comercial mas aí surgiu outra barreira, quando expuseram a situação para os integrantes restantes eles não aceitaram e levou um tempo até conseguirem convencê-los de que isto poderia significar o fim dos Beatles, George e Ringo concordaram e John, mesmo não concordando, prometeu não revelar nada. Conseguiram a posse do corpo de Paul e o enviaram para ser sepultado na distante ilha de Leso (Læsø em dinamarquês), no norte da Dinamarca, John foi junto para prestar as últimas homenagens ao amigo. Logo depois anunciaram para o público que a banda pararia para trabalhar no próximo álbum.
Paul McCartney e William Campbel

O próximo passo era encontrar um sósia. Como os Beatles eram muito famosos, ocorriam concursos de sósias por toda a parte e se lembraram que em um desses concursos, realizado alguns meses antes, encontraram um músico chamado William Campbell que era bastante parecido com Paul. Não foi difícil explicar a situação e convencer o desconhecido a assumir a identidade de seu grande ídolo. Daí em diante a história para a imprensa acabou se tornando a história oficial. Agora, com a ajuda de todos, deveriam convencer o público de que William era Paul, mas antes teriam que fazer ele ser convincente. Ele não era canhoto como Paul, não era baixista mas guitarrista e tinha que fazer algumas pequenas cirurgias para corrigir algumas diferenças físicas, porém tinha a voz praticamente igual e para a surpresa de todos tinha ainda mais talento que o beatle original.

No tempo em que estiveram parados, todos treinaram William a tocar baixo como Paul, como um canhoto e o submeteram às cirurgias necessárias, porém houve uma falha nos procedimentos e William ficou por algum tempo com uma cicatriz no lábio superior. Durante este tempo em que se reuniam foram se tornando amigos e passaram a chamar William pelo diminutivo Billy e diziam quando ele chegava “Billy is here” (Billy está aqui) e de brincadeira começaram a chamá-lo de Billy Shears – Billy’S here’s – como se esse fosse o nome dele, mas para o mundo inteiro este passou a ser o verdadeiro Paul McCartney.

Continua... >parte 2<


quarta-feira, 13 de julho de 2011

O DIA MUNDIAL DO ROCK


O Dia Mundial do Rock é comemorado em 13 de julho. Tudo começou por causa de um festival, o Live Aid, nesta data no ano de 1985, as cidades de Londres (Inglaterra) e Filadélfia (EUA) realizaram simultaneamente o evento, que foi organizado pelo músico irlandês Bob Geldof (famoso por fazer o papel principal no filme The Wall e por ser, antes mesmo de Bono Vox, do U2, uma das personalidades mais politizadas do planeta). Ele queria angariar recursos para ajudar a combater a fome na Etiópia esperando juntar uns 70,000 dólares, mas a sua campanha ganhou apoio de muitos músicos de peso e o Live Aid levou vários milhões para a África. O público ficou estimado em cerca de 170 mil pessoas. Entre muitos artistas, o festival reuniu nomes como BB King, Black Sabbath, David Bowie, Dire Straits, Elton John, Eric Clapton, Led Zeppelin, Madonna, Mick Jagger, Ozzy Osborne, Paul McCartney, Phil Collings, Queen, Scorpions, Sting, The Who, Tina Turner, e U2.

O festival foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. Vinte anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou outro festival, o Live 8, como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 (grupo dos 8 países mais ricos do mundo) a perdoar a dívida externa dos países mais pobres e erradicar a miséria no mundo (se políticos tivessem vergonha se sentiriam humilhados por um único homem, sem poder nenhum, ser responsável por salvar mais vidas do que todos eles em toda a história da humanidade), mais de 1000 músicos tocaram neste evento, inclusive esta foi a última apresentação do Pink Floyd. Desde então o dia 13 de julho passou a ser conhecido como o Dia Mundial do Rock.


Bob Geldof ao lado do logo do Live 8 em 2005


A origem do termo Rock n’ Roll relacionado à música se deve ao DJ americano Alan Freed, que organizava festas e tocava músicas negras em seu programa de rádio. Esta era uma gíria que aparecia muito em composições de rhythm n’ blues e se referia ao ato sexual (deitar e rolar). Posteriormente o nome foi abreviado e hoje todo mundo sabe que Rock abrange uma quantidade enorme de estilos musicais – alguns nem sequer lembram aquelas velhas composições misturando blues e country nos anos 50.

O DJ Alan Freed 

Na década de 50, com o final da Segunda Guerra Mundial e a Guerra da Coréia muitas pessoas pregavam uma filosofia de vida em que se devia aproveitar cada momento como se fosse o último. Com o anúncio dos testes atômicos pela União Soviética e um possível "fim do mundo", muito mais pessoas começaram a pensar desta maneira. A revolução de costumes associada ao ritmo empolgante da música tocada por Alan foi fator decisivo para que o estilo roqueiro fosse tachado de delinqüente e se espalhasse como febre entre os jovens. O primeiro hit de sucesso do rock foi Rock Around The Clock, interpretado por Bill Haley. O jeito rock de ser parece que só foi piorando e se tornando mais imprevisível, não é de hoje que fatos envolvendo os roqueiros, tanto no palco como fora dele, são considerados no mínimo exóticos. Há muitas histórias curiosas envolvendo artistas conhecidos que você pode ler aqui no blog LENDAS NA MÚSICA, só para dar um gostinho, aí vão algumas.

- O guitarrista de Ozzy Osbourne, Randy Rhoads só viajava de ônibus, pois tinha medo de avião. Sua morte ocorreu em um acidente envolvendo um pequeno avião e o ônibus da turnê.

- A cantora hippie Janis Joplin quando apresentada ao empresário de Bob Dylan caiu dura no chão, num estado deplorável de embriaguez. Foi contratada no dia seguinte.

- Em função da situação precária em seu início, a banda Cafe Racers decidiu mudar seu nome para Dire Straits, que significa finanças em ruínas.

- John Bonham, baterista do Led Zepelin, morreu sufocado pelo próprio vômito após consumir 40 doses de vodca com suco de laranja acompanhadas de três enroladinhos de presunto.

Já pararam para pensar que antes de serem astros do rock nossos heróis tinham que trabalhar de verdade? Pois aí estão algumas das profissões abandonadas por nomes ilustres.

- Chuck Berry foi cabeleireiro.

- Deborah Harry (do Blondie) foi garçonete de um clube da Playboy.

- Duff McKagan (do Guns n’ Roses) chegou a roubar carros.

- Elvis Presley foi motorista de caminhão.

- Jimi Hendrix foi pára-quedista no exército.

- Joe Cocker foi encanador.

- Ozzy Osbourne foi matador de vacas em um abatedouro.

- Phil Collins foi ator de teatro infantil.

- Sting foi leiteiro e professor.

- Van Morrison foi limpador de janelas.

A história do rock merece muitos posts só pra ela, mas isto fica pra outra hora, pra finalizar aqui vai a análise da revista Variety em 1955 sobre o novo estilo musical que acabava de surgir, a previsão certeira sobre o futuro do rock n’ roll foi...

“NÃO DURA ATÉ JUNHO”

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Clube dos 27

Um clube no qual ninguém quer entrar, pelo menos ninguém gozando de perfeito juízo, o famigerado Clube dos 27.

Pra quem ainda não ouviu falar dele vou dizer os três nomes mais famosos que entraram nele, também chamados de OS TRÊS JOTAS DO CLUBE DOS 27, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison. Eles têm algumas coisas em comum, alcançaram um grande sucesso no mundo da música, tinham a letra “J” como inicial do nome e morreram com 27 anos de idade, mas eles não são os únicos sócios do clube, outros nomes famosos estão nesta lista, antes deles outros três famosos que por coincidência também tinham o “J” no nome morreram com 27 anos, Robert Johnson, o nome mais cheio de lendas do blues (publiquei sobre ele aqui - Tocava que nem um demônio), Johny Kidd que foi um dos primeiros famosos do rock inglês, Brian Jones o guitarrista dos Rolling Stones e um outro sem o “J”, Alan Wilson, do Canned Heat.

Depois destes vieram (ou se foram) outros como Ron "Pigpen" McKernan, tecladista do Grateful Dead, Kurt Cobain, nem preciso apresentar este, e poucos dias depois dele a baixista Kristen Pfaff das bandas Janitor Joe e Hole foi encontrada morta em um local que estava do mesmo jeito que o da morte de Kurt, reparem que Hole era a banda de Courtney Love a mulher de Kurt Cobain. A irmã de Kurt afirma que ele dizia querer entrar para o clube dos 27 (mas este não parecia estar gozando de perfeito juízo). Mais recentemente a cantora inglesa Amy Winehouse também associou-se ao clube. Há mais nomes, mas estes são os mais famosos, tem uma lista mais detalhada dos sócios do clube abaixo sendo que o primeiro é um brasileiro.

Vamos às teorias.

Em relação aos três “J” do clube existe uma teoria da conspiração que especula que por serem famosos, tendo muita influência sobre a juventude de sua época e estarem ligados aos movimentos de direitos humanos e contra a guerra, teriam sido eliminados pelo governo norte americano, esta teoria ganhou força logo após a morte de Jim Morrison (leia sobre a lenda de que ele não morreu > AQUI <), pois ele teria dito que seria o terceiro a ser eliminado pelo governo, ninguém deu muita bola pra isso mas depois da coincidência surgiu essa teoria.

Outros juram de pés juntos (sem trocadilhos com os finados) que quem entra para o mundo do rock só consegue chegar ao topo fazendo trato com o Coisa Ruim e ele costuma cobrar a parte dele quando acaba a juventude, aos 27 anos de idade.

Também existe a explicação numerológica. A soma dos dois números de 27 é 9, o número completo, pleno. A cada 9 anos a pessoa passa por uma transformação na vida, aos 9 anos termina a infância, aos 18 termina a adolescência e aos 27 se completa o primeiro ciclo de 3 transformações com o final da juventude, o número 3 está ligado à divindade, aí as pessoas com vidas desregradas correm um grande risco neste grande período de transformação e a maior transformação possível é... virar antônimo de vivo, vestir o terno de madeira, comer capim pela raiz, passar pra uma melhor, enfim, falecer.

Agora sejamos sinceros, se juntarmos os milhares de famosos e fizermos um levantamento estatístico de suas mortes vamos achar coincidências em todas as idades, com todos os números possíveis, todos tipos de envolvimentos políticos, religiosos, criminosos e sexuais, sei lá, só sei que é bom não ser famoso, não ter 27, estar bem vivo e poder listar os honoráveis sócios do CLUBE DOS 27.



  • Alexandre Levy (compositor, regente e pianista erudito), morreu em sua casa em São Paulo por CAUSAS DESCONHECIDAS em 1892;
  • Louis Chauvin (compositor de ragtime), ESCLEROSE MÚLTIPLA em 1908;
  • Robert Johnson (cantor e guitarrista de blues), CAUSA NÃO COMPROVADA em 1938;
  • Nat Jaffe (pianista de jazz), PRESSÃO ALTA em 1945;
  • Jesse Belvin (cantor de rhythm and blues), ACIDENTE DE CARRO com especulações de sabotagem mecânica em 1960;
  • Rudy Lewis (vocalista da banda The Drifters), OVERDOSE em 1964;
  • Malcolm Hale (guitarrista da banda Spanky and Our Gang), INTOXICAÇÃO POR MONÓXIDO DE CARBONO em 1968;
  • Johnny Kidd (vocalista do Johnny Kidd & The Pirates), ACIDENTE DE CARRO em 1966;
  • Dickie Pride (cantor de rock), OVERDOSE DE PÍLULAS PARA DORMIR em 1969;
  • Brian Jones (guitarrista dos Rolling Stones), AFOGAMENTO em 1969;
  • Alan Wilson (vocalista dos Canned Heat), OVEVERDOSE POR BARBITÚRICOS, possível suicídio, em 1970;
  • Jimi Hendrix (guitarrista) ENGASGADO COM O PRÓPRIO VÔMITO em 1970;
  • Janis Joplin (cantora de soul), OVERDOSE em 1970;
  • Arlester "Dyke" Christian (vocalista da banda Dyke & the Blazers), TIRO DE ARMA DE FOGO em 1971;
  • Jim Morrison (vocalista do The Doors) CAUSA NÃO COMPROVADA em 1971;
  • Linda Jones (cantora de soul), DIABETES em 1972;
  • Brian Cole (baixista do Associations), OVERDOSE em 1972;
  • Leslie Harvey (guitarrista do Stone the Crows), ELETROCUTADO no palco ao tocar no fio do microfone com as mãos molhadas em 1972;
  • Ron "Pigpen" McKernan (tecladista do Grateful Dead), COMPLICAÇÕES ESTOMACAIS por causa do alcoolismo em 1973;
  • Evaldo Braga (cantor de black music brasileiro), ACIDENTE DE TRÂNSITO em 1973;
  • Gram Parsons (ex-The Byrds), OVERDOSE DE TEQUILA E MORFINA em 1973;
  • Roger Lee Durham (vocalista do Bloodstone), QUEDA DE UM CAVALO em 1973;
  • Wallace Yohn (tecladista da banda Chase), ACIDENTE DE AVIÃO em 1974;
  • Dave Alexander (baixista dos Stooges), EDEMA PULMONAR em 1975;
  • Pete Ham (do Badfinger), SUICÍDIO POR ENFORCAMENTO em 1975;
  • Gary Thain (ex-Uriah Heep), OVERDOSE DE HEROÍNA em 1975;
  • Cecilia (cantora pop espanhola), ACIDENTE DE CARRO em 1976;
  • Helmut Köllen (baixista da banda Triumvirat), morreu dentro do próprio carro, ASFIXIADO PELO MONÓXIDO DE CARBONO do motor enquanto ouvia as gravações de sua futura carreira solo em 1977;
  • Chris Bell (guitarrista do Big Star), ACIDENTE DE CARRO em 1978;
  • Jacob Miller (vocalista da banda Inner Circle), ACIDENTE DE CARRO em 1980;
  • D. Boon (vocalista da banda Minutemen), o ACIDENTE DE TRÂNSITO pôs fim à banda em 1985;
  • Alexander Bashlachev (roqueiro russo), QUEDA DO NONO ANDAR de um prédio, suicídio não confirmado em 1988;
  • Jean-Michel Basquiat (músico e artista plástico), OVERDOSE DE SPEEDBALL (coquetel de drogas) em 1988;
  • André Frederik Pretorius (guitarrista sul-africano, participou da fundação do Aborto Elétrico em Brasília), OVERDOSE DE HEROÍNA em 1988;
  • Pete De Freitas (baterista do Echo & the Bunnymen), ACIDENTE DE MOTO em 1989;
  • Mia Zapata (vocalista do The Gits), ASSASSINADA em 1993;
  • Kurt Cobain (vocalista e guitarrista do Nirvana), SUICÍDIO COM ARMA DE FOGO em 1994;
  • Kristen Pfaff (baixista das bandas Janitor Joe e Hole), OVERDOSE DE HEROÍNA em 1994;
  • Richey James Edwards (guitarrista do Manic Street Preachers), DESAPARECIDO em 1995 (a morte nunca foi confirmada) mas considerado oficialmente morto em 2008;
  • Stretch (rapper), ASSASSINADO com um tiro em 1995;
  • Fat Pat (rapper), ASSASSINADO com um tiro em 1998;
  • Freaky Tah (rapper), ASSASSINADO com um tiro em 1999;
  • Rodrigo Bueno (músico argentino), ACIDENTE DE CARRO em 2000;
  • Sean Patrick McCabe (vocalista da banda Ink & Dagger), ASFIXIA em 2000;
  • Maria Serrano Serrano (integrante da banda Passion Fruit), ACIDENTE DE AVIÃO em 2001;
  • Jeremy Michael Ward (técnico de som), OVERDOSE DE HEROÍNA em 2003;
  • Bryan Ottoson (guitarrista da banda American Head Charge), OVERDOSE em 2005;
  • Valentín Elizalde (músico folclórico mexicano), ASSASSINADO em 2006;
  • Orish Grinstead (cantora do grupo 702), FALÊNCIA RENAL em 2008;
  • Lily Tembo (musicista zambiana), GASTRITE em 2009;
  • Johnny Ganza (rapper português), DIABETES em 2011;
  • Amy Winehouse (cantora de soul music), CONSUMO ABUSIVO DE ÁLCOOL em 2011;
  • Richard Turner (trompetista), ATAQUE CARDÍACO em 2011;
  • Thomas Fakete (guitarrista do Surfer Blood), CÂNCER em 2016;
  • Anthon Yelchin (guitarrista do Hammerheads), ACIDENTE DE CARRO em 2016;
  • Jonghyun (cantor sul-coreano do grupo SHINee), SUICÍDIO em 2017;
  • Fredo Santana (rapper norte-americano), ataque cardíaco em 2018.


Todos tiveram mortes repentinas, mas com 27 anos fica difícil morrer dormindo por velhice né? Desejo a todos uma vida longa e próspera.

terça-feira, 26 de abril de 2011

STAIRWAY TO HEAVEN

“É PROIBIDO TOCAR STAIRWAY TO HEAVEN”

No filme Quanto mais idiota melhor (Wayne’s world, 1992) aparece esta frase escrita em um cartaz na parede de uma loja de instrumentos musicais, algo que todo vendedor de guitarras gostaria de dizer na hora de testar o som do instrumento na loja, pois aquela introdução gruda na mente e todo guitarrista iniciante quer tocá-la. Isto dá uma idéia da importância dessa música na história do rock, mas parece que ainda maior que a obra de arte musical são os mistérios que rondam Stairway to heaven.

Primeiramente. Seria aquela introdução um plágio?

Parece que sim, embora eu só possa dizer – ALELUIA! A banda americana Spirit, compôs uma pequena música instrumental chamada Taurus em 1968 (Stairway to heaven é de 1971) e a semelhança entre as duas é grande demais para ser coincidência, além do mais as duas bandas não só se conheciam como chegaram a tocar juntas, mas Taurus só tem de bom a idéia musical enquanto Stairway to heaven é uma das melhores músicas do rock, só temos a agradecer à Jimmy Page por ter tirado aquelas primeiras notas da obscuridade em que ficariam para sempre.

Aqui uma edição comparando as duas músicas:




Outro mistério. O que significa a letra desta música? As teorias são muitas e todas parecem se encaixar com a história da Dama que está comprando uma escada para o céu.

Uma delas diz que a Dama é uma das facetas da alma humana em busca da realização espiritual e a letra aponta o caminho esotérico em linguagem simbólica (ouro, palavra, árvore, pássaro, oeste, anéis de fumaça, Rainha de Maio, estrada, vento, luz...) para os iniciados e que Jimmy Page e Robert Plant seriam seguidores do bruxo Aleister Crowley de onde viria a inspiração para os versos.

Outra teoria segue um caminho parecido porém mais ligado às novas religiões telúricas e diz que a Dama é a deusa criadora que abre o caminho e guia o ser humano, que é nada mais que parte da natureza que é representada nos elementos citados nos versos.

Outra teoria traz a Igreja Católica no papel da Dama que acredita ter o poder sobre as coisas divinas embora ela mesma não tenha certeza disso, mas há outros caminhos que podem ser seguidos e são representados pelo pássaro, pelo flautista e pela Rainha de Maio e termina convocando a unificação de todas as religiões.

Há ainda uma corrente extremista de cristãos que dizem que a música é uma forma de adoração a Lúcifer, o anjo caído, que Deus criou iluminado, belo e musical mas que renegou o criador e usa essas características para seduzir as pessoas. Lúcifer seria ambíguo e andrógeno, a Dama e o Flautista representariam essa dualidade, seriam a deusa primordial emanando luz e seu consorte correndo, rindo e tocando sua flauta pela floresta.

A teoria mais comum e óbvia é que Page e Plant estavam muito doidões e que a música foi saindo naturalmente daquela maneira fantasiosa sem que o todo fizesse sentido, proporcionando muitas formas de interpretação, versão que Plant deu a entender quando perguntado sobre o significado da música:

– “Bem, nós estávamos chapados. Quem pode saber?”.

Capa do álbum Led Zeppelin IV
E por último um assunto clássico do rock, as mensagens ocultas e que só podem ser ouvidas com a música executada ao contrário, onde Stairway to heaven entra de sola na jogada. As mensagens atribuídas à música estão em vários trechos:

No trecho “There's still time...” haveria ao inverso a mensagem “oh it's my sweet Satan” (oh, é o meu doce Satã);

No trecho “Your stairway lies on the whispering Wind” haveria a mensagem “I will sing because I live with Satan” (eu vou cantar porquê vivo com Satã);

No trecho “Yes there are two paths you can go by but in the long run” haveria “the one will be the path would make me sad whose power is Satan” (único será o caminho que me deixará triste, cujo poder é Satã);

No trecho “she wants to be sure” haveria “I wish it would snow!” (eu gostaria que nevasse), uma mensagem direta dos que estão no fogo do inferno – EU TENHO MEDO;

No trecho “and if you listen very hard” haveria “they're still weeping, man” (eles ainda estão chorando, cara);

No trecho “the piper's calling you” haveria “the Lord turns me off” (o Senhor me afasta);

E no trecho “it's just a spring” ouvido ao inverso, surgiria a mensagem “six six six” (666, o número da besta no livro do Apocalipse).

Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça. Dá pra ouvir no site Whiplash esses trechos, segue o >link<. Para os que não acreditam nessas coisas é bom lembrar que na própria música é dito “sometimes words have two meanings” (as vezes as palavras têm dois significados) e para os que acreditam eu saliento “sometimes...” (as vezes).

Voltando ao início da conversa, É PROIBIDO TOCAR STAIRWAY TO HEAVEN, não só nas lojas de guitarras mas também nos shows do Led Zeppelin. A canção é tão executada em rodas de violão e rádios do mundo todo que nem mesmo os autores aguentaram e depois de um tempo pararam de tocá-la nos shows.

“As pessoas perguntam como foi escrever Stairway to heavencomo se os três Reis Magos tivessem batido na porta e perguntado
‘com licença, vocês estão escrevendo Stairway to heaven’?”
(John Paul Jones, 1990)

“Eu não consigo mais nem dizer estas três palavras.”
(Robert Plant, sobre Stairway to heaven)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

TOCAVA QUE NEM UM DEMÔNIO

Robert Johnson


Talvez o nome mais misterioso entre os mestres do blues. Viveu apenas 27 anos, não se sabe exatamente quando nasceu e como adquiriu tanto talento em tão pouco tempo, gravou apenas 29 músicas em 2 anos (1936 – 1937), foram 41 faixas mas 13 foram gravadas duas vezes, é difícil de entender como as gravações ficaram boas com um violão Kokomo bem barato e de caixa pequena, não se sabe o que realmente o matou e mesmo depois de morto conseguiu a façanha de vender 500.000 cópias de suas gravações relançadas em 1990 (disco de ouro) e ainda ganhar um Grammy, mas o maior mistério é sobre a lenda de seu encontro com o Diabo em uma encruzilhada, onde teria vendido a alma em troca de ser o maior dos bluesmen.

É possível tentar entender alguns destes mistérios. Robert era filho de Julia Dodds casada com seu padrasto Charles Dodds, mas seu verdadeiro pai era Noah Johnson, este sobrenome ele assumiu depois, nasceu no Mississippi em 1911 ou 1910, a data precisa é desconhecida, e trabalhou no campo até os 16 anos, quando resolveu seguir carreira artística tocando gaita e violão em qualquer lugar, principalmente na rua, mas em vida não conseguiu nenhum sucesso comercial.
Johnson começou a aprender guitarra com seu irmão mais velho Charles, e ter perambulado por muitos lugares e ter ouvido e conversado com muitos artistas em sua região, deve ter sido o aprimoramento de seu conhecimento musical. Foi influenciado por Charley Patton, Son House e Willie Brown de onde vieram seus slides, escutou os primeiros pianistas de Boogie-Woogie e aprendeu a usar notas graves, com Lonnie Johnson aprendeu a estrutura musical e disto tudo, mais seu talento natural, ele criou o seu próprio blues. Alguns salientam que as fotos que existem de Johnson mostram que ele tinha mãos bem grandes e que isto lhe proporcionava fazer acrobacias no braço da guitarra que são muito difíceis para outras pessoas com mãos normais.

As suas 41 faixas foram gravadas em 3 lugares diferentes: uma sessão de gravação em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936, em um quarto de hotel durante 3 dias ele gravou 16 músicas, entre elas as duas versões de Crossroads que foi composta a caminho do local; uma segunda sessão em Dallas, Texas, em Junho de 1937 em um depósito; e a gravação de uma música (Kind Hearted Woman) feita em uma rádio.

A lenda sobre seu talento ter vindo de uma troca com o Chifrudo surgiu por vários motivos e tem até local definido, a encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi. 


Monumento em Clarksdale próximo a encruzilhada 61 com 49

Essa lenda foi difundida inicialmente por Son House e ganhou força devido a algumas de suas músicas – Crossroads Blues (Blues da encruzilhada), Hellhound On My Trail (Cão do inferno no meu encalso), Me And The Devil Blues (Blues de mim e o Diabo) – além de ter surgido do nada tocando daquela maneira diferente e levar uma vida desregrada. Son House havia encontrado Johnson em 1931 e depois somente em 1933 quando ficou surpreso com o seu talento – o que indica que ele teria se tornado um mestre em apenas 2 anos – ajudando a difundir seu talento entre os bluesmen da região, onde se tornou respeitado como músico e chamado ainda em vida de The King of the Delta Blues Singers.

Sobre a sua morte existem várias teorias. Teria morrido de sífilis, ou por tiro de arma de fogo, ou por facada, ou envenenado. O fato é que tudo ocorreu em 1938 durante uma apresentação no bar Tree Forks em Grewwood, Mississippi. Johnson bebeu whisky, passou mal e morreu 3 dias depois em 16/08/1938 na mesma cidade, no atestado de óbito aparecia apenas No Doctor (Sem Médico) como causa da morte. O whisky estaria envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com sua mulher, Sonny Boy Williamson que estava tocando junto com Jonhson, o havia alertado sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. Não existe prova de nada disto o que aumenta a especulação de que o Cramulhão tenha simplesmente cobrado a alma prometida depois de cumprido o combinado.

Ele continua influenciando e sendo lembrado por diversos artistas, como Muddy Watters, Eric Clapton, The Rolling Stones, Led Zeppelin, The Who, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers, Yardbirds, Cream e The White Stripes entre tantos outros. Se ele está em cima ou em baixo? Não dá pra saber. O que aconteceu de verdade? Nunca saberemos. Vale a pena tentar um trato com o Cão? Sai fora, eu tenho medo! Só sei que dizem que ele tocava que nem um demônio.

O PAI DO ROCK

Quando escuto Chuck Berry logo me vem à memória tudo o que este cara representa para o rock n’ roll. Enquanto o Elvis é chamado de rei, Chuck Berry é chamado de Pai do Rock, justíssimo... ou nem tanto. Talvez se ele fosse branco Elvis tivesse que dividir o seu espaço exclusivo, conquistado com merecimento no coração de fãs e na memória de todos como uma celebridade inesquecível, todo mundo já ouviu falar em ELVIS PRESLEY, já o nome de Chuck Berry tem que ser explicado para quem não conhece o rock, mas esta conversa de “se isto ou se aquilo” não vem ao caso.

Ser o pai do rock significa que não importa ser o primeiro, o maior, o original, o melhor, etc., significa que sem ele o rock não seria como é ou teria demorado mais para ser como é, se diz que “não basta ser pai, tem que participar” e Chuck participou da criação do rock n’ roll mais que qualquer outro em sua época. Seus méritos são muitos, ele inventou o formato de banda de rock que é usado até hoje, fez o primeiro álbum misturando blues e country, fez o primeiro grande riff de guitarra (Johnny B. Goode), enquanto os músicos de sua época interpretavam as canções de outros ele compunha as próprias músicas e isto fez dele um dos mais gravados por outros artistas (Animals, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Rolling Stones, The Beatles...), fazia danças engraçadas enquanto tocava guitarra, enfim, coisas que hoje são corriqueiras e quase que obrigatórias no rock tem o DNA do Pai, e todos que olhavam para ele pensavam, este é o caminho.


Este ano (2010) eu pude ver pessoalmente um show do Chuck aqui em Porto Alegre, ele tinha vindo aqui nos dois anos anteriores e não pude ir, achei que tinha perdido a maior chance e dificilmente veria ao vivo o último grande mosntro do rock dos anos 50, mas desta vez não perdi, e lá estava ele, velhinho, magrinho, com uma jaqueta de lantejoulas azul e seu cap branco de marinheiro, tocando sua guitarra semi-acústica e fazendo piadinhas para o público, sem telões, sem fogos, sem lasers, nenhuma parafernália para desviar a atenção do que interessava, um artista autêntico que mesmo com 83 anos parece ter sweet little sixteen, uma emoção inesplicável.

Que viva mais 100 anos fazendo rock n’ roll Charles Edward Anderson Berry, meu chará.




segunda-feira, 12 de abril de 2010

UM GRANDE DIA NO HARLEN

Quem já viu o filme O Terminal, dirigido por Steven Spielberg, em que um estrangeiro interpretado por Tom Hanks fica preso em um aeroporto por problemas de documentação, não podendo entrar nos EUA e nem voltar para o seu país, a fictícia Krakozhia, que está em meio a uma revolução, deve lembrar que o objetivo do personagem era conseguir completar uma coleção de autógrafos de grandes nomes do jazz que aparecem em uma foto velha. A coleção foi iniciada por seu pai que durante muitos anos buscou cada um dos músicos que aparecem nesta foto, mas morreu antes de completar todos. Na tentativa de realizar o sonho do pai, Viktor Navorski vem do leste europeu para procurar o último músico que falta, Benny Golson.


Pois bem, a história e o personagem são fictícios, embora exista um caso parecido de um iraniano que ficou preso em um aeroporto na França, mas a tal foto é bem verdadeira, e para os fanáticos por jazz ela é um objeto de veneração, pois nela estão reunidos 57 grandes nomes do estilo em um único click. O grande feito foi do fotógrafo Art Kane em uma rua do Harlen no ano de 1958 e é conhecida como “Um grande dia no Harlen”. Ali estão, entre outros, Benny Golson, Charles Mingus, Sonny Rollins, Thelonius Monk, Gerry Mulligan e sentado na calçada ao lado das crianças, o grande Count Basie. Aí está a foto, dá um belo poster e uma ótima história pra contar ouvindo jazz.