Entender o blues é uma coisa complicada se você só quer escutar música pra
passar o tempo, pois é um gênero que exige mais sentimento que técnica, mas no
filme Encruzilhada se pode entender melhor por que o blues é assim.
Neste filme, que narra a história de um jovem
violonista erudito, Eugene Martone interpretado por Ralph Macchio (sim, o
Daniel Sam de Caratê Kid) não tanto a
história do blues, mas a essência dele é ensinada.
Ralph Macchio
O jovem Eugene tem uma técnica apurada
tocando violão, mas é fascinado pelo blues
e seu professor não aceita que essa influência apareça em sua técnica musical. Porém
logo no começo do filme, Eugene descobre um velho bluesman, Willie Brown em um asilo de idosos que foi parceiro da
maior lenda do blues, Robert Johnson
e quer que ele lhe mostre o trigésimo blues
do mestre, que nunca foi gravado por ele.
Joe Seneca e Ralph Mecchio
O que Eugene não sabe é que Willie, assim
como Johnson, fez um pacto com o Diabo pra ter talento, vendendo a própria alma
em uma encruzilhada. Conheça melhor essa história clicando >AQUI<. No caminho
entre Nova Iorque e o Mississippi o jovem tem lições sobre o blues e a vida, conhecendo o
preconceito, a amizade e o amor. Tudo culmina em um incrível duelo de guitarras
entre Eugene e o melhor guitarrista do Demônio, interpretado por Stevie Vai,
que na época tinha acabado de lançar seu primeiro álbum.
Ralph Macchio e Stevie Vai
Deve-se destacar também a fotografia do
filme, principalmente nas cenas de estrada e da encruzilhada, ponto para John
Bailey.
A trilha sonora é de Ry Cooder que usou desde
gravações originais de Johnson até o rock
dos anos 80 mostrando a grande verdade de que o blues deu origem a todas as vertentes do rock. Na trilha oficial temos:
- Crossroads – Robert Johnson e Ahmad Jamal
(original)
- Down in Mississippi – J. B. Lenoir
- Cotton needs pickin’ – Frank Frost, Richard “Shubby” Holmes, John
Price e Otis Taylor
- Viola Lee blues – Noah Lewis
- See you in hell, Blind Boy – Ry Cooder
- Nitty gritty Mississippi – Fred Burch e Don Hill
- He made a woman out of me – Fred Burch e Don Hill
- Feelin’ bad blues – Ry Cooder
- Somebody’s callin’ my name – Canção tradicional com arranjo de Ry
Cooder
- Willie Brown blues – Ry Cooder e Joe Seneca
- Walkin’ away blues – Ry Cooder e Sonny Terry
Não está na trilha oficial, mas é o maior
momento do filme quando Eugene executa a música Eugene’s Trick Bag no duelo de guitarras, ela foi composta por
Stevie Vai inspirada no Estudo nº 2 de Villa-Lobos e no Capricho nº 5 de
Paganini, que foi um dos maiores violinistas da história, viveu na virada dos
séculos XVIII e XIX e foi o primeiro grande músico a ser acusado de fazer um pacto
com o Cramulhão.
Ralph Macchio e Ry Cooder durante as filmagens
Título original: Crossroads
Lançamento: 1986 (EUA)
Direção: Walter Hill
Trilha sonora: Ry Cooder
Duração: 96 minutos (1h36min)
Gênero: Drama
No elenco:
Ralph Macchio interpretando o jovem Eugene
Martone
Joe Seneca interpretando o velho bluesman Willie Brown
Jami Gertz interpretando Frances, a namorada
de Eugene
Robert Judd interpretando Scratch (o Diabo)
Joe Morton interpretando o assistente do
Diabo
Stevie Vai interpretando o guitarrista do
Diabo, Jack Butler
Tim Russ interpretando Robert Johnson
O encontro com o Príncipe das Trevas
Curiosidades:
Houve realmente um parceiro de Robert Johnson
chamado Willie “Blind Dog” Brown mas morreu em 1952, portanto 34 anos antes das
filmagens.
Ralph Macchio gravou todas as cenas em que
toca violão erudito pois também é músico.
A música da cena do duelo foi gravada por Ry
Cooder e Stevie Vai, mas o ator Ralph Macchio tinha uma boa noção de como ela
era executada e dublou de maneira bem convincente.
A guitarra usada por Ralph Macchio é uma
Fender Telecaster CBS de 1970.
Sabe aquelas frases
polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da
música?
MARCELO NOVA
(vocalista do Camisa de Vênus)
“A gente ficou oito anos sem gravar, quem sabe
não ficamos outro tempo e voltamos? O Camisa é nosso patrimônio” (Sobre uma
possível volta do Camisa de Vênus)
“A
grande maioria dos artistas vêem a arte como um veículo para atingir objetivos
pessoais”
“A vida é boa, mas não é justa, acostume-se”
“ACM
é uma figura. Nos anos 70, eu tava fumando um baseado. Aí ele chegou num opala
e ficou bem do meu lado. Eu gritei: ‘Diga, meu governador!’ Rapaz, ele saiu da
janela do carro, juntou as duas mãos e ficou fazendo gestos de vitória. Como a
vaidade humana é extraordinária (risos)” (Sobre Antônio Carlos Magalhães)
“Adoro jantar em louça do século XVIII, mas
no meio da coisa posso soltar um pum”
“Aqui ninguém vai dizer ‘tira o pé do chão
galera’, ninguém vai dizer ‘mãozinha pra cima’ e ‘dedo no cu’. Eu não faço
música para adestrar macaco”
“As gravadoras só contratam bandas que tenham
pelo menos um integrante homossexual. Somos um dos últimos grupos
heterossexuais do Brasil”
“Como no Brasil não existem leis para quem é
branco e de alguma forma tem um destaque artístico, então eu o mataria e ainda
sairia ileso” (Sobre o que faria se fizessem um clone dele)
“Depois
que o Raul morreu, as pessoas resolveram me eleger seu herdeiro. Cansei de ser
chamado para homenagens e shows em que eu seria o mestre de cerimônias. Nunca
participei de coisas desse tipo. E antes dele morrer, não importa em que lugar
do Brasil estivéssemos éramos o porra-louca do Marcelo Nova e o cachaceiro do
Raul”
“É
um negócio. Desinformado, desestruturado, sem autenticidade, sem gana, sem
garra, sem coração, sem caráter também. Quem faz rock no Brasil, hoje, são as
bandas que estão na garagem, aquelas que querem se expressar e são totalmente
bloqueadas pela mídia eletrônica. Se esses caras não conseguirem fazer nada,
não vão ser os Inimigos do Rei ou Nenhum de Nós que vão fazer, com toda
certeza. A que ponto chegou o rock brasileiro...”
“Eu
não entendo bem qual é a ligação do Raul com uma escola de samba. Passei um
carnaval com ele e me lembro de que ele preferiu ficar trancado em casa por
quatro dias, ouvindo Elvis Presley. Não dá pra entender como o cerne da obra do
cara, o questionamento de tudo e de todos, acabou perdido em algum ponto”
(Sobre a homenagem a Raul por uma escola de samba)
“Eu
não tenho imóvel, não tenho carro. Tenho discos. Não gosto de forró. Gosto de
Genival Lacerda. Porque é escroto e me cita”
“Eu tava em casa, o telefone tocou, era o Karl Hummel. Ele me disse: ‘Bicho, liguei
a televisão e o apresentador disse que a maior sensação do rock é o Skank. A
gente precisa voltar, cara’ (risos)”
“Genival
Lacerda. Ele é espontâneo como o Jerry Lee Lewis e autêntico como o Chuck
Berry” (Sobre quem era o maior roqueiro do Brasil)
“Hoje é dia da ‘independência do Brasil’, mas
sinto o Brasil tão dependente quanto um mísero usuário de crack!”
“Hoje é dia de eleger dois ladrões lixos”
(Sobre eleições)
“Hoje é dia de Iemanjá, ao entrar no mar leve
um presente ou dinheiro... ‘tá pensando o que? Até os deuses cobram impostos,
(risos) já, já, vou pra praia fazer compras”
“Lembra daquelas garotas que andavam em volta
deles quando eles queriam fazer bandas de rock, antes de fracassarem e virarem
jornalistas? Quem comeu aquelas garotas fui eu, então entendo que eles não
gostem de mim” (Sobre as críticas dos jornalistas)
“Na
música, tínhamos como exemplo de popularidade e calor artístico o Renato Russo.
Hoje temos o Salgadinho!”
“Na
verdade, eu sempre fui um cara bem-humorado. Mas algumas coisas não dá pra
levar a sério, como essas bandas que pretendem fazer ‘rock de vanguarda’”
“Não
tenho nenhuma identificação com a música, o visual e o comportamento do baiano”
“O dia do rock passou e me perguntaram por que
não parabenizei o dia do rock? É muito simples essa pergunta. Não vejo motivo
algum para comemorar, apenas para chorar. O rock foi preso de baixo de um monte
de lixo e já era”
“O
dinheiro nunca foi fator primordial pra minha carreira. Precisar de grana todo
mundo precisa. Mas vivo há quinze anos de música, nunca fui a sensação do verão
e de Nova só tenho o nome”
“O
Kurt Cobain faz falta pra filha dele! Quando ele deu um tiro na cabeça não deu
pra congelar a imagem e transformá-la em símbolo de rebeldia”
“O meu orgulho ainda é um prato cheio”
“O problema não é o viado e sim a viadagem”
“O
que eu ia fazer lá? Não curto samba, não bebo cerveja nem gosto de travesti.
Sou um cara das antigas, respeito a tradição dos rockers” (Sobre o porquê de
não ir ao desfile de uma escola de samba que homenageou Raul Seixas)
“O rock não morreu, foi apenas no salão de
beleza”
“Pessoas que dizem ser um pouco de cada coisa
acabam sendo nada... uma coisa é certa, ou você é um ou outro. Tenha
identidade, não se esconda atrás de palavras mirabolantes!”
“Por trás de cada sorriso se esconde algum
tipo de dor”
“Prefiro
fazer o primeiro show, pois fico livre logo de ouvir os outros grupos. Tenho
mais o que fazer em casa: é aniversário da minha mulher” (Sobre um show com
Barão Vermelho e Kid Abelha)
“Quando
ele era vivo era chamado de inconveniente. Raul morreu e o que era ofensivo
passou a ser ‘curioso’ e ‘maluquice beleza’. Só que o Raul não está mais aqui
pra mijar no pódio dos cachorros de raça, como costumava fazer” (Sobre as
homenagens a Raul Seixas)
“Se é da lei, então tem um preço”
“Sou ateu. Graças a Deus!”
“Um
artista que, em vida, fazia questão de polemizar e desprezar o insosso ‘novo
rock brasileiro’ e que por ele era ignorado. Agora, quase três anos após sua
morte, alguns dos ‘artistas’ que o ‘homenageiam’ mal conhecem o trabalho dele,
mas parecem ‘topar tudo’ por dinheiro. Não se deixe enganar e vá ao original”
(Sobre Raul Seixas)
É um instrumento italiano, muito
popular nos sécs. XVII e XVIII, pertencente a família das violas graves, com 12
a 15 cordas friccionáveis, as quais com uma só arcada produzem sons acordes. Também chamado Lira da Gamba.
Do alemão akkordium, através do francês accordéon.
Designação comum a diversos instrumentos de sopro de
palheta livre, dotados de um fole pregueado que se comprime ou distende,
movimentando o ar, que, ao ser expelido, faz vibrar as lâminas metálicas das
palhetas.
Dotado de um ou dois teclados diatônicos (executados com a mão
direita), de botões que correspondem às baixas cromáticas (executados com a mão
esquerda), e de registros.
Tipicamente de música popular, está sendo usado atualmente
como instrumento de conserto por alguns compositores
Também chamado de sanfona, concertina e acordeom.
No vídeo, Renato Borghetti e Orquestra da Unissinos tocando Milonga para as Missões.
O último ano da década de 50 estava
começando, a década do rock n’ roll,
uma época em que os inventores do rock
já eram grandes e tinham aberto caminho para o surgimento de novos talentos,
mas os grandes estavam sendo sacudidos pela própria fama.
Elvis Presley tinha se alistado para a guerra
numa tentativa de melhorar sua imagem, ele era muito rejeitado pela sociedade
puritana daquela época. Chuck Berry estava sendo processado por levar uma
garota menor de idade para fora de seu estado sem autorização. Jerry Lee Lewis
estava sendo boicotado pois seu casamento com uma prima de 13 anos tinha sido
descoberto. Little Richard se tornou pregador e não queria mais envolvimento
com as farras e a vida desregrada que levara até então.
O espaço estava surgindo para aqueles que eram
admiradores e agora já se tornavam discípulos e logo também mestres. Surgiam
nomes que se tornariam parte da história do rock
alguns anos depois como The Who, Bob Dylan, The Byrds, The Doors, The Beatles e
The Rolling Stones, mas em 1959 os nomes que estavam surgindo tinham que se
virar do avesso para chegar ao sucesso. Alguns dos que já tinham hits tocando nas rádios estavam na turnê
“The Winter Dance Party” que faria um
show a cada dia em 24 cidades (23/01
a 15/02) no centro-oeste dos EUA, todos enfurnados dentro de um ônibus, em
pleno inverno, sem nenhum dia de intervalo, viajando quase sempre com tempo
suficiente só para cumprir os contratos.
Cartaz promocional da Winter Dance Party
Os três mais famosos eram The Big Bopper que
tinha Chantilly Lace como seu maior
sucesso, também Buddy Holly que foi o mais influente musicalmente, e por último
o mais novo, Ritchie Valens que abriu as portas do rock para os músicos latinos.
The Big Bopper - Buddy Holly - Ritchie Valens
Com as condições precárias da turnê o ônibus
que transportava os músicos não aguentou o uso excessivo e logo no início
estragou o sistema de aquecimento. Não era só uma questão de conforto, alguns
começaram a ficar doentes. O baterista de Buddy Holly, Carl Bunch, foi
internado com congelamento nos pés, o que aumentou o desgaste, pois Holly e
Valens tiveram que assumir o lugar dele e Big Bopper acabou contraindo uma
gripe. Buddy Holly também reclamava que não tinha mais roupas limpas e que precisava
levá-las a uma lavanderia.
A confusa rota da turnê
O décimo primeiro dia de turnê era pra ser um
dia de folga mas os produtores conseguiram o The Surf Ballroom, na cidade de Clear Lake, Iowa, completando todos
os dias da turnê. Foi então que Holly teve a iniciativa de pedir a Carrol
Anderson, o gerente da casa, para procurar e contratar uma viagem fretada de avião
para a próxima cidade, Moorhead, no estado de Minesota. Na cidade vizinha de
Mason City ele contratou a viagem com a empresa Dwyer Flying Service que cedeu o piloto novato Roger Peterson de 21
anos e um avião modelo Beechcraft Bonanza B35 com capacidade para três
passageiros, fabricado 13 anos antes. O preço da viagem era de $36,00 por pessoa.
O vocalista da banda Dion and the Belmonts, Dion DiMucci, teria um lugar no vôo mas recusou alegando que 36 dólares era
o que seus pais pagavam por um mês de aluguel, então Holly ofereceu os dois
lugares restantes para os integrantes de sua banda – Waylon Jennings e Tommy
Allsup – quando o engripado Big Bopper soube do avião pediu que Jennings
cedesse seu lugar e ele aceitou. Ritchie Valens também quis um lugar para
escapar do frio e também porquê nunca tinha voado, mas Allsup só aceitou ceder
o lugar se Valens o vencesse no cara ou coroa. Quem testemunhou a cena foi o
radialista Bob Hale da KRIB-AM que jogou a moeda um pouco antes dos músicos se
dirigirem ao aeroporto – Valens pediu “cara” e ganhou o jogo mas viria a perder
tudo. Quando Buddy Holly viu que Jennings não iria junto brincou com ele
dizendo – “Bom, espero que esse seu ônibus velho conjele”:
E Jennings retrucou – “E eu espero que seu
avião velho caia”:
Essa brincadeira deve ter causado um remorso
terrível em Jennings.
O avião que decolou com os músicos era deste modelo
Já era madrugada de 3 de fevereiro de 1959, uma terça-feira, quando o Beechcraft 1947
decolou às 00:55. A bordo o piloto Roger Peterson e os roqueiros Buddy Holly,
The Big Bopper e Ritchie Valens. O dono da aeronave, Hubert Dwyer, estava no
local observando e viu a decolagem e a luz de cauda descer e sumir
vagarosamente, ficou preocupado e foi até a torre. O combinado era que o piloto
passasse o plano de vôo por rádio para a torre logo após decolar, mas isto não
aconteceu, então tentaram contato, em vão. Duas horas e meia depois o aeroporto
Hector na cidade destino de Fargo no estado de Dacota do Norte há 643 Km de
distância – provavelmente a cidade do próximo show (Moorhead) não tinha
aeroporto – informou não ter qualquer sinal do avião, então Dwyer informou as
autoridades sobre seu desaparecimento.
Somente às 9:15 da manhã o próprio Dwyer
conseguiu decolar e seguir a rota planejada por Peterson e acabou localizando
os destroços em uma plantação de milho há 8 Km do aeroporto. Os peritos
verificaram que o avião atingiu o solo a 270 km/h em um ângulo levemente
descendente e inclinado para a direita capotando e derrapando por mais 170
metros e parando em uma cerca de arame farpado. Todos tiveram morte
instantânea. O piloto estava dentro da cabine, Holly e Valens estavam próximos
dos escombros e Bopper foi arremessado além da cerca. O último a falar com os
roqueiros foi o gerente do Surf Ballroom que os levou até o aeroporto na cidade
vizinha e também foi o primeiro a identificar os corpos.
O acidente
O inquérito concluiu que embora o avião
estivesse em perfeito estado e o clima não impedisse o vôo, não houve um alerta
sobre as condições climáticas naquele momento, que obrigavam o voo por
instrumentos e que o piloto não tinha habilitação para este tipo de voo, também
havia um novo tipo de indicador de altitude instalado no avião que o piloto não
conhecia o que pode ter feito que ele acreditasse estar subindo quando na
verdade estava descendo e daí o rock
acabou ganhando seus primeiros mártires, três de uma só vez.
Uma das últimas fotos com os três juntos
The Big Bopper
Big Bopper tinha 28 anos e foi o primeiro a
gravar um vídeo de rock em 1958 de
sua música Chantilly Lace, coisa
vital para um artista hoje em dia.
Buddy Holly
Buddy Holly tinha 22 anos e além de seus três
maiores sucessos – That’ll Be the Day,
Peggy Sue e Maybe Baby – influenciou o nome de uma das maiores bandas de rock, The Beatles (Os Besouros) foi uma alusão a The Crickets (Os Grilos) a banda de Holly.
Ritchie Valens
Ritchie Valens tinha 17 anos e dois grandes
sucessos – Come On, Let’s Go e a
balada Donna até que resolveu gravar
uma música tradicional mexicana no estilo rock
n’ roll que estourou nas paradas apenas três meses antes de sua morte, a
música é La Bamba que também
influenciou a música Twist and Shout
dos Topnotes e que ficou famosa com
os Beatles.
A casa de shows
Surf Ballroom está lá até hoje, do mesmo jeito que em 1959 e muitos passam
por lá a caminho da fazenda onde existe um marco no local da tragédia junto aos
restos enferrujados da cerca onde o avião parou.
The Surf Ballroom atualmente
Há um livro contando a história:
Como Eles Morreram, de Tod Benoit, da editora
Record.
Há um filme sobre a vida de Ritchie Valens onde aparece este momento - tem um post sobre isto aqui no blog - La Bamba. Em 1971 o músico Don McLean gravou a música Americam Pie onde dizia que aquele foi “o dia
em que a música morreu” e a partir daí é assim que a tragédia é
lembrada, posteriormente Madonna também gravou uma versão desta música, – alguns
se referem a esse dia como “o dia em que o rock
morreu”, talvez tenha sido Raul Seixas o primeiro a dizer isso – mas aquela plantação de milho congelada e aquelas asas de metal
retorcido incendiaram a Fênix do rock n’
roll, que se levantou para mudar tudo o que surgiu a partir daí na música
ocidental, e depois para o resto do mundo.
Sabe aquelas frases
polêmicas, engraçadas, geniais ou até mesmo estúpidas ditas por celebridades da
música?
JIM MORRISON
(vocalista do The Doors)
“A
fraqueza da mente esconde o infinito de nós”
“A
única obscenidade que conheço é a violência”
“Alguns
nascem para o deleite, outros para os confins da noite”
“Amigos,
sondem o labirinto”
“As
pessoas temem mais a morte do que a dor. É estranho que tenham medo da morte.
No momento da morte a dor acaba”
“Cancele
minha inscrição para a ressurreição, envie minhas credenciais para a casa de
detenção, tenho muitos amigos lá”
“Creio
no longo caos dos sentidos para se chegar ao desconhecido. Vivo no sub consciente,
minha razão esconde o infinito”
“Ela
me disse: ‘Seus olhos estão sempre negros!’ A pupila se dilata para abarcar o
objeto da visão”
“Eles
têm as armas e nós os números”
“Estamos
mais interessados no lado negro da vida, a coisa maligna, a coisa noturna”
“Eu
acho que mais do que escrever e fazer músicas, meu maior talento é que eu tenho
uma habilidade instintiva de propaganda da própria imagem”
“Eu
me vejo como um ser humano sensível e inteligente, mas com um coração de
palhaço que me obriga a estragar tudo nos momentos mais importantes”
“Eu
sempre gostei das coisas que li. Claro, que elas eram sobre mim, mas elas eram
muito concentradas no meu órgão progenitor, e não prestavam atenção para o fato
de que eu era um jovem razoavelmente saudável, alguém que tinha algo mais do que
braços, pernas e olhos – tinha um cérebro, o equipamento completo. A imprensa
sempre faz isto”
“Há
coisas conhecidas e coisas desconhecidas e no meio está o The Doors”
“Isso
é o que corresponde ao verdadeiro amor; deixar uma pessoa ser o que ela
realmente é”
“Não
me importa de morrer num avião. Seria uma boa forma de ir. Não quero morrer
dormindo, ou de idade ou de overdose. Quero sentir como é. Quero saborear,
ouvir, sentir o cheiro disso. A morte só vai acontecer uma vez, não quero
perdê-la”
“Não
me lembro de ter nascido! Deve ter sido quando eu estava apagado”
“Não
posso jogar com tudo, porque não fazemos a vida, ela própria nos faz”
“Nos
nossos shows, nós nos divertimos, o público se diverte, a polícia se diverte, é
um triângulo amoroso muito doido”
“O
futuro é incerto e o fim está sempre perto”
“O
gênero de liberdade mais importante, é você ser verdadeiro. Troca tua realidade
por um personagem. Troca os teus sentidos por uma atuação. Desista da
capacidade de sentir e em troca põe uma máscara. Não pode haver uma revolução
em grande escala, se antes não houver uma revolução individual da pessoa.
Primeiro tem que acontecer aqui dentro”
“Os
espectadores são vampiros silenciosos”
“Os
filmes são coleções de fotos inanimadas que foram submetidas à inseminação
artificial”
“Os
sorrisos receptivos dos admiradores geralmente guardam a morte por trás dos
dentes felinos”
“Ouçam.
A verdadeira poesia não diz nada, apenas destaca as possibilidades. Abre todas
as portas. As pessoas podem atravessar a que lhes é melhor”
“Precisamos
de grandes e douradas copulações”
“Quando
os verdadeiros assassinos do rei receberem aval para circular livremente, mil
magos surgem na terra”
“Quando
você é um estranho, rostos vêm de fora da chuva. Quando você é um estranho,
ninguém lembra seu nome”
“Quando
você faz as pazes com a autoridade, você se torna a autoridade”
“Queremos
o mundo e o queremos agora”
“Queria
checar os limites da realidade. Estava curioso em ver no que iria dar. Isso é
tudo. Apenas curiosidade”
“Se
as portas da percepção forem abertas, as coisas irão surgir como realmente são.
Infinitas”
“Se
exponha aos seus medos mais profundos, depois disso, o medo não terá poder
nenhum e o medo da liberdade encolhe e desaparece. Você é livre”
“Se
há um livro que você quer ler, mas não foi escrito ainda, então você deve
escrevê-lo”
“Se
minha poesia pretende atingir alguma coisa, é libertar as pessoas dos limites
em que se encontram e que se sentem”
“Se
realmente existe um mal neste mundo ele repousa no coração da humanidade”
“Sempre
fui atraído pelas ideias contra a autoridade. Gosto das ideias referentes à
quebra de sistema , destronamento da ordem estabelecida”
“Sinto-me
um enorme cometa, uma estrela cadente. Toda a gente pára, aponta e diz ‘olha
para aquilo!’ Depois desapareço e eles nunca viram nada assim... e nunca vão
ser capazes de me esquecer. Nunca”
“Somos
andarilhos na tempestade”
“Somos
conduzidos ao massacre por plácidos almirantes. Lerdos e obesos generais
tornam-se obscenos pelo sangue jovem”
“Sou
o Rei Lagarto! Posso fazer tudo”
“Sou
um homem de letras”
“Sou
um xamã que tem visões pela tribo e sou capaz de curá-la”
“Tudo
o que é desordem, revolta e caos me interessa; e particularmente as atividades
que parecem não ter nenhum sentido. Talvez seja o caminho para a liberdade. A rebelião
externa é o único modo de realizar a libertação interior”
“Um
dia peguei uma margarida e fiz o ‘bem-me-quer, mal-me-quer’... na primeira vez
deu bem-me-quer. Então ela me ama. Na segunda veio mal-me-quer, mas não fiquei
preocupado... as margaridas também podem mentir”